A
ceia do Senhor
"Chegou, porém, o dia dos ázimos, em
que importava sacrificar a páscoa. E mandou a Pedro e a João,
dizendo: Ide, preparai-nos a páscoa, para que a comamos. E
eles lhe perguntaram: Onde queres que a preparemos? E ele
lhes disse: Eis que, quan-do entrardes na cidade, encontrareis
um homem, levando um cântaro de água; segui-o até à casa em
que ele entrar. E direis ao pai de família da casa: O Mestre
te diz: Onde está o aposento em que hei de comer a páscoa
com os meus discípulos? Então ele vos mostrará um grande cenáculo
mobilado; aí fazei preparativos. E, indo eles, acharam como
lhes havia sido dito; e prepararam a páscoa. E, chegada a
hora, pôs-se à mesa, e com ele os doze apóstolos.
E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes
que padeça; porque vos digo que não a comerei mais até que
ela se cumpra no reino de D-us. E, tomando o cálice, e havendo
dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós; porque
vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha
o reino de D-us. E, tomando o pão, e havendo dado graças,
partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por
vós é dado; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente,
tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo
testamento no meu san-gue, que é derramado por vós. Mas eis
que a mão do que me trai está comigo à mesa. E, na verdade,
o Filho do homem vai segundo o que está determinado; mas ai
daquele homem por quem é traído! E começaram a perguntar entre
si qual deles seria o que havia de fazer isto" (Lucas
22:7-23).
O texto acima nos informa que na última ceia de Yeshua com
os discípulos, houve um momento em que o Mestre se revela
a eles, falando-lhes sobre o fato de Êle ter de padecer da
morte na cruz e por isso declara-lhes o Seu desejo para aquele
momento: Êle lhes diz: "Desejei muito
comer esta páscoa convosco, antes que padeça" (Lc 22.15).
Yeshua na realidade estava dizendo aos discípulos que Êle
ansiava por um momento de comunhão com os seus antes da sua
morte, desejava partilhar de seu afeto, de seu amor, de sua
companhia, pois logo após este momento Êle seria entregue
na mão dos seus executores. Yeshua declara explicitamente
que aquele era um momento em que eles estariam juntos celebrando,
pois a páscoa era uma festa de celebração pela libertação
do povo de Israel do cativeiro egípcio, e ali Yeshua estava-lhes
dizendo que através de sua morte o homem seria liberto e que
eles deveriam realmente celebrar sua libertação do poder das
trevas no momento da Ceia, pois esta libertação ocorreu através
da morte expiatória de Yeshua.
Esta Celebração é a Ceia do Senhor que nós celebramos como
um memorial à vitória do Mashiach (Messias) sobre a morte
e o inferno por ocasião de sua ressurreição.
Yeshua mesmo declara: "Fazei isto em
memória de mim" (Lc 22.19b). Na Ceia não existe nada
de místico ou de sobrenatural; o pão não se transforma no
corpo de Yeshua e o vinho não se transforma no sangue de Yeshua,
mas são memoriais (são símbolos que nos fazem lembrar de algo)
à morte e ressurreição de Yeshua ha Mashiach. Na realidade
a Ceia do Senhor é um treinamento, pois precisamos aprender
a ter comunhão uns com os outros, precisamos aprender a festejar
ao Senhor com júbilo no coração, pois quando chegarmos à presença
de D-us, encontraremos uma grande festa preparada para nós.
Ceia é ocasião de festa, e em qualquer festa o sentimento
dominante é de profunda alegria pelo motivo que está sendo
festejado. Aqui festeja-mos pela fé nossa ida à presença de
D-us; lá festejaremos a própria presença do D-us Santo e maravilhoso,
que preparou para o homem remido momentos memoráveis na sua
presença!
Lá estaremos com Yeshua, e a Escritura nos diz que o veremos
face a face, poderemos contemplar as marcas dos cravos em
suas mãos e lhe dizer: "Mestre, aqui estamos nós, os que na
terra vivemos por causa do Teu nome e que ansiávamos por te
ver e por estar contigo". E Êle nos dirá:
"Vinde benditos de Meu Pai, recebei por herança o reino que
vos está preparado desde a fundação do mundo" (Mt 25.34).
Nós o veremos, não como o Cordeiro que foi morto, mas como
o Leão da Tribo de Judá, aque-le que vive para sempre, o Vencedor
da Morte. Celebremos então ao Senhor nesta noi-te com alegria
e júbilo, pois fomos resgatados por seu santo e eterno amor!