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Dias de reverência

Depois falou o Senhor a Moisés, dizendo: fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: As solenidades do Senhor, que convocareis, serão santas convocações; estas são as minhas solenidades... Lv 23.1,2 O Sétimo mês do ano hebreu foi ordenado por D-us como um tipo de Sabbath du-rante todo o ano, completado com a maior festa que nós ainda hoje comemoramos. Nestes dias santos, se os entendermos corretamente, teremos muito do caráter de D-us a nós re-velado e seremos conduzidos a um tempo de renovo espiritual. No antigo Israel, cada lua nova era assinalada pelo sopro do shofar ou trombeta. A Lua Nova do sétimo mês era saudada com uma série completa de toques, que são chama-dos de Yom HaTeruah, o "Dia do Sopro da Trombeta". Nos tempos pós bíblicos este dia tornou-se Rosh-Hashanah, o Ano Novo, o início dos dez dias de reverência que conduz ao Yom Kippur, o Dia da Expiação. Três grandes temas são centrais em Rosh-Hashanah, e revelam seu significado pa-ra nós hoje:

1) - Shofar: o som do shofar é uma chamada para o despertamento e ajuntamento diante do Santo D-us. O instrumento é feito de chifre de carneiro, para lembrar-nos do carneiro que o D-us gracioso providenciou no lugar de Isaque, depois que Ele ordenou a Abraão oferecê-lo sobre o altar.

2) - Lembrança: por toda a Torah, Israel é exortado a lembrar-se de seu D-us, e o toque da trombeta é a principal lembrança nesse tempo. Igualmente a mesma trombeta toca para que D-us lembre-se de Israel com favor.

3) - Monarquia: D-us é o grande Rei, que assenta-se em julgamento sobre toda a humani-dade. O shofar anuncia a proximidade do Rei, e convoca o ouvinte a preparar-se. A ora-ção que talvez melhor personifica o festival é Avinu Malkenu, "Nosso Pai, nosso Rei". O tema da monarquia estende-se também a D-us como Criador, e é em Rosh-Hashanah que se reflete sobre o nascimento do mundo.

Dez dias após o toque do shofar, no Yom Kippur, o antigo Israel encontra-se com o Rei e com seu representante, o sumo sacerdote, que entrava no Santo dos Santos. Ali, na verdadeira presença de D-us, com base no sacrifício expiatório, ele pedia por Israel para que D-us se lembrasse deles com misericórdia e perdão. Como era Israel preparado para este momentoso encontro? Era através dele que teriam a renovação espiritual, que está disponível para nós hoje - teshuva e arrependimen-to. Teshuva literalmente significa voltar: voltar para longe do pecado e retornar para D-us. Esta é a nossa pedra de toque em nossa observância dos dias de reverência. Sem isso nós teremos meramente o cerimonialismo.

Teshuva requer que nós voltemos nossos corações para D-us, admitindo que nós temos nos desgarrado. Nós confessamos nossos pecados e quedas sem descul-pas. Tradicionalmente esta confissão é reforçada através da cerimônia do tashlikh, na qual o adorador lança migalhas de seus bolsos ao mar, ou num rio, evocando Mq 7.19 "...e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar". Finalmente, teshuvav requer que nós desejemos corrigir nossos caminhos e fazer reparações em condutas passadas.

A tradição diz que durante os dez dias entre Rosh HaShanah e Yom Kippur, o livro do julgamento fica aberto e no Yom Kippur o veredito para o ano é introduzido. De uma forma prática, este é o tempo de colocar arrependimento em prática, fazer retificações, re-conciliar-se com os outros quando possível, então nós estamos prontos para o clímax da época de Yom Kippur.

Se Rosh HaShanah e os dias seguintes centralizam-se na preparação, poderia dizer-se que Yom Kippur centraliza-se na reposta de D-us. Nós não podemos vol-tar totalmente para D-us com nossas próprias forças. D-us providencia os meios do retor-no através do sacrifício expiatório, como é lembrado em Lv 17.11: "Porque a vida da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expia-ção pela alma". Yom Kippur, como descrito em Levítico 16, ensina que a expiação é conseguida a-través de um substituto que é provido por D-us. O homem faz sua parte através da confissão de pecados. Isto era feito pelo sacerdote no antigo Israel que colocava suas mãos sobre a cabeça do bode, declarando seus próprios pecados e os do povo, e simbolicamente os colocava sobre o bode. Então ele envia o bode para o deserto, carregando os pecados para fora do acampamento, para morrer. Arrependimento e expiação, são o único caminho bíblico para D-us, e isto difere de todos os sistemas religiosos, até do Judaísmo Rabínico.

No ano 70, o Templo foi destruído, e o sacrifício expiatório que D-us proveu cessou. Os rabinos acham que agora o homem pode alcançar expiação por ele mesmo através de orações, arrependimento e boas obras. O rabino Yohanan Bem Zakkai disse: "Nós temos um meio de expiação que é tão eficiente quanto o templo, e chama-se amor benevolente. Esta é agora nossa oferta pelo pecado. Centenas de anos atrás o grande Maimonedes escreveu: "Agora, em nossos dias, quando a casa do Santuário não existe mais, não temos mais altar de expiação... o arrependimento expia todas as transgressões". Qual é a forma bíblica de comemorar os dias de reverência? Os juD-us messiânicos ainda crêem que o único D-us provê expiação. O Messias morreu para expiar os pecados de todos aqueles que crêem. Para nós, Yom Kippur continua a ter um tremendo significado:

1) - Relembra "a última ordenança" (Lv 16.29), mas agora como expiação completa;

2) - É tempo de renovo espiritual, quando nós confessamos nossos pecados e os lançamos sobre o Messias, então nós podemos tornar-mos livres. A tradicional oração Al Chet dá tempo para uma profunda confissão de pecados durante a liturgia do Yom Kippur.

3) - Este é um ponto vital de identificação com nosso povo tanto que mantemos uma posi-ção de intercessão. Como Israel ora, confessa pecados e procura o favor de D-us du-rante essa época; nós oramos para que toda a vontade seja direcionada para conhece-rem o único que fez expiação uma vez por todos, Yeshua, o Messias.

Yom Kippur conclui ao entardecer depois de um dia de jejum. A congregação recita o Shema junta, e então repete sete vezes a grande confissão de fé feita no Monte Carmelo, quando Elias desafiou os profetas de Baal: ADONAI HU HA-ELOHIM - "O Senhor, Ele é D-us". Finalmente o shofar soa pela última vez para concluir os dias de reverência e chamar o adorador para preparar-se para o jubilante festival das cabanas, ou Sukkot, a festa da colheita, apenas quatro dias depois.

 

 

Baruch Há Shem!
Bendito seja o Nome!


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