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Festa
de Chanucá
O
que é Chanucá ou festa das luzes? A
palavra chanucá em hebraico significa "Consagração",
e se refere à primeira medida adotada pelos heróicos
lutadores após a vitória: a purificação
e reconsagração do Templo de Jerusalém.
Mas porque esses heróicos lutadores tiveram que reconsagrar
o templo novamente? Vamos conhecer esta história. No
vigésimo quinto dia de Kislev, 168 a.C. o Rei Antiochus
da Síria, conquistador da Palestina, mandou colocar uma
estátua de Júpiter no Templo de Jerusalém.
Isso fez parte de seus esforços para impor à população
judaica os costumes pagãos gregos; o rei sírio
queria extirpar o modo de vida judaico e implantar no lugar
dele o paganismo do modo de vida helenístico. A violação
da santidade do Templo foi somente um primeiro passo na sua
campanha contra a religião judaica; ocorreram muitos
outros. A observação do Shabat e das festas judaicas
era proibida, sob pena de morte. Os judeus foram obrigados a
oferecer sacrifícios nos altares gregos e comemorar seus
festivais. Os rolos da Torá eram destruídos e
seus detentores assassinados.
Mas Antiochus, na sua determinação em destruir
o judaísmo, não contava com a existência
de um pequeno grupo de homens valentes. Matatias, o Hasmoneu
– um velho sacerdote da vila de Modi’in – e seus cinco filhos,
seguidos por outros fiéis, fugiram para as montanhas
onde deram início a uma rebelião. Quando Matatias
morreu, seu filho Yehudá tornou-se líder dos revoltosos,
que receberam o nome de "Macabeus", das letras iniciais
de seu grito de guerra: Mi kamocha B’elim Adonai – "Quem
entre os poderosos é como Tu, ó D-us?"
(Êx 15:11). Outra interpretação é
que o nome "Macabeu" foi derivado da palavra hebraica
makevet, que significa "martelo", devido à
grande força física de Yehudá. Apesar
das condições inferiores dos Macabeus frente ao
inimigo poderoso, eles conseguiram expulsar o exército
sírio da Terra Santa.
"Quando os gregos entraram no Templo, profanaram todas
as reservas de óleo dali; e os hasmoneus – após
a vitória sobre os gregos – encontraram um único
cântaro pequeno de óleo puro inviolado, ainda com
o selo do Sumo Sacerdote. Normalmente, esta quantidade de óleo
seria suficiente para manter a menorá acesa por apenas
um dia; mas um milagre aconteceu, e o óleo durou oito
dias. No dia 25 de Kislev do ano 165 a.C., exatamente três
anos após a profanação do Templo por Antiochus,
a menorá voltou a brilhar.
A menorá especial usada para comemorar o milagre de Chanucá
é chamada de chanuquiá. Ela possui oito braços,
todos do mesmo nível, correspondendo aos oito dias do
feriado, além de um braço elevado adicional para
o shamash, a vela auxiliar com a qual acendemos as outras. É
costume se colocar a chanuquiá no peitoril da janela
para que as pessoas de fora possam vê-la, divulgando assim
o milagre do óleo.
As velas são acesas após o pôr-do-sol, com
exceção de Sexta-feira à noite, quando
elas são acesas antes das velas do Shabat. Acende-se
o shamash e o seguramos, enquanto cantamos a seguinte bênção:
Baruch ata Adonai Eloheinu melech ha ‘olam asher kid’shanu b’mitzvotav
v’tsivanu l’hadlik ner shel Chanucá. Louvado sejas Tu,
ó Eterno, nosso D-us, Rei do Universo, quem nos santificaste
com Teus mandamentos e nos ordenastes acender a vela de Chanucá.
Porque o Sevivon faz parte da festa de Chanuká?
O
Sevivon é um pião de quatro faces, em cada uma
das quais se acha inscrita uma letra hebraica; nun, gimel, hei
e shin. Estas letras formam as iniciais da frase Nes Gadol Hayá
Sham, que significa "Um grande milagre aconteceu lá"
(em Israel, a letra shin é substituída pela letra
pei, inicial da palavra pó, "aqui" – formando-se
assim a frase Nes Gadol Hayá Pó, "Um grande
milagre aconteceu aqui"). Os Rabinos observaram um
fato interessante com relação às quatro
letras hebraicas usadas na diáspora: o valor numérico
destas letras dá um total de 358 (num = 50, gimel = 3,
hei = 5 e shin = 300), que é o mesmo valor total das
letras da palavra Mashiach "Messias" (mem = 40, shin
= 300, yod = 10 e chet = 8). De acordo com a tradição,
o uso do pião em Chanucá remonta à época
anterior à revolta macabéia.
Os sírios, no esforço de eliminar o judaísmo,
proibiram reuniões de estudo da Torá; os infratores
seriam punidos com a pena de morte. Para poderem continuar os
estudos da Tora, os judeus resolveram fingir que essas reuniões
eram de mero lazer. Assim sendo, cada vez que um fiscal sírio
se aproximava, eles se punham a girar o pião. O sentido
espiritual A luz da chanukiá faz com que reflitamos
sobre o significado contemporâneo de chanucá. A
essência desta festa está na nossa dedicação
a causa do Senhor e na rededicação da nossa vida
diante do altar do Senhor, santa, sem mácula e pura.
Devemos aprender com os nossos irmãos Macabeus a não
nos calarmos ainda que tenhamos que pagar com a nossa própria
vida.
Não
devemos aceitar passivamente que o templo do Senhor (físico
e espiritual) seja profanado. Temos que nos levantar e lutar
com as nossas armas espirituais que são poderosas em
Yeshua Ha Mashiach Yeshua ( Jesus ). Não podemos mais
conviver com o mundo entrando na igreja e nas nossas vidas.
Não existe ninguém capaz de impedir o agir do
Espírito Santo, quando lutamos pela causa do Senhor.
Mas essa luta tem que estar de acordo com a afirmação
do Profeta Zacarias: "Não
pelo poder, nem pela força, mas sim pelo meu Espírito,
diz o Senhor Todo Poderoso" (Zc 4:6). Temos que
tomar uma posição diante do D-us Todo-Poderoso,
de entrarmos no templo, arrancarmos todo o lixo que foi jogado
lá dentro e reconsagrarmos a D-us novamente.
Que possamos estar revoltosos, como os Macabeus ficaram ao verem
o templo de D-us ser profanados com outros deuses. Nós
temos o provedor do óleo. O ÓLEO NÃO
ACABOU! Ele está disponível para que possamos
manter acessa a lâmpada do Senhor continuamente. O dono
do óleo é que ficará encarregado de fazer
os milagres, nós somos somente os vasos que armazenam
o óleo. Não devemos nos esconder nem assimilarmos
o padrão do mundo, mas devemos transforma-lo com a renovaçào
da nossa mente, Não usando armas carnais, mas sim armas
espirituais, que são poderosas para estabelecer a vontade
de D-us para neste tempo do fim. O nosso convite para
você nesta festa de chanuká, é que você
reflita sobre a tua própria vida. Um grande milagre ocorreu
no templo, pois um óleo que duraria somente um dia, rendeu
oito dias.
A chama do Espírito Santo ainda continua acesa no seu
coração, ela não se apagou, ainda que ela
não esteja brilhando como devia. D-us pode neste tempo
fazer milagre em tua vida. Se você precisa de mais óleo,
o único que pode lhe conceder é o Espírito
de D-us e se você clamar com certeza Ele te ouvirá.
Nós somos o templo onde habita o Espirito de D-us, por
isso cabe a nós sermos os atalaiais do Senhor nesse tempo
do fim. A tarefa de estabelecer o reino de D-us na terra foi
dada a nós, filhos do Senhor. Que possamos lutar a favor
do Senhor, pois Ele pelejará por nós e termos
o nosso grito de guerra:
MI
KAMOCHA B’ELIM ADONAI –
"QUEM ENTRE OS PODEROSOS É COMO TU, Ó D-us?"
(Êx 15:11)
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