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Iom
Haatsmaút
Dia
da Independência do Estado de Israel
Na
véspera do Shabat, no quinto dia do mês hebraico
de Iyar de 5708, correspondente a 14 de maio de 1948, foi proclamado
o Estado de Israel pelo Conselho Provisório, com sede
em Tel Aviv. No ano seguinte, depois que as hordas invasoras
árabes foram decidida e heroicamente abatidas, e de D-us
realizar para nós o grande milagre de "entregar
os muitos nas mãos dos poucos", a Knésset,
o Parlamento Israelense, declarou o quinto dia de Iyar como
um feriado nacional, conhecido como Iom Haatsmaút, O
Dia da Independência.
A pergunta que, naturalmente, surgiu na mente de muitos foi:
será que Iom Haatsmaút deverá ser um mero
feriado secular, similar em sua forma e conteúdo, por
exemplo, ao 4 de Julho nos Estados Unidos ou ao 14 de regozijo,
dança a exibição de proezas físicas,
ou talvez um dia de elevação espiritual e agradecimento
a D-us pelas maravilhas realizadas para o povo de Israel e por
haver nos concedido a "Atchalta Digueulá",
o começo da redenção messiânica?
O Rabinato Superior de Israel deu a resposta a todas estas especulações
de forma verdadeiramente judaica . Este dia será uma
festa judaica de agradecimento, que será celebrada do
modo tradicional, tanto na sinagoga como no lar.
Em conseqüência, e levando-se em conta um antecedente
encontrando na Halachá, a Lei Judaica (TB Meguila
5a;TI Meguila 1 ,4), a Knésset estabeleceu
que, se 5 de lyar cair no Shabat ou na sexta-feira, lom Haatsmaút
será celebrado na quinta-feira anterior. Isso é
necessário para evitar qualquer profanação
do Shabat que poderia ocasionar os desfiles militares e o deslocamento
de multidões.
Dia de Agradecimento
A maioria esmagadora dos líderes de Israel estiveram
de acordo que o caráter desta festa devia manter-se dentro
do molde de outros dias de agradecimento judaicos, com suas
rezas especiais, cantos, cerimônias domésticas,
pratos festivos e atividades culturais, tudo enfatizando a moderna
festa do recebimento e restauração da existência
nacional independente, depois de cerca de dois mil anos de exílio,
sofrimento e perseguição, sublinhando o "Zeman
Matan Medinatênu", à época da concessão
da existência do Estado.
Em círculos responsáveis foi sugerido que deveria-se
redigir uma Meguilá especial, na qual se relatasse sobre
a fidelidade inquebrantável com que Israel guarda a sua
terra. Deveria-se relatar que, depois da destruição
do Templo, Israel jamais abandonou o país, mas, sim,
que 500 anos mais tarde ainda continuava a lutar por ele. Só
posteriormente foi criada a Golá (Diáspora), depois
de os árabes haverem despojado Israel da sua terra. A
Meguilá deveria contar a história da Galut, com
todas as caluniosas acusações das quais foi vitimado
o judaísmo. Deveria narrar o alvorecer do Movimento dos
Amantes de Tsion, a luta do Sionismo e a epopéia do reassentamento
em Eretz Israel, em dar ouvidos àquelas nações
que nos ajudaram e, finalmente, a proclamação
do Estado, a guerra de libertação e a Carta proclamando
Iom Haatmaút.
Processo de Evolução
É sabido que não se pode criar festividades artificialmente.
A história nos tem ensinado que, freqüentemente,
várias gerações se sucedem até que
uma festa adquira sua forma definitiva, enquanto lhe são
agregados costumes e práticas, a fim de dar-lhe mais
graça, cor e expressividade espiritual. Foi necessário
um processo evolutivo, particularmente em vista da nossa tradicional
aversão a preencher nosso calendário de dias comemorativos.
Assim,
paralelamente, à planificação geral e à
busca do caráter de Iom Haatsmaút, o judaísmo
religioso, em geral, e o Rabinato, em particular, discutiram
as implicações e fundamentos existentes na Halachá
para este "Grande e Maravilhoso Dia". Em outras palavras,
o problema centralizou-se em torno da busca de um precedente
na Halachá, segundo o qual se pudesse modelar os ofícios
religiosos e sua forma. Isto não foi um problema dos
mais fáceis e, apesar de que, com o passar dos anos,
já tenha surgido uma certa pauta definida, a discussão
entre os peritos continua com intenso interesse, ainda longe
de estar encerrado.
O primeiro problema enfrentado pelo Rabinato estava relacionado
com o fato de este dia incidir durante a Sefirá, que
é um período de semiluto, no qual festas não
são permitidas. Por isso, era imprescindível encontrar
apoio e precedentes na Halachá que permitissem transformar
este dia, com suas restrições no tocante a celebrações,
em um dia festivo. Mais ainda, havia de se investigar a questão
da qual é a autoridade existente, dentro do marco da
lei judaica, com competência para agregar novas datas
festivas ao calendário, e qual o valor de tais decisões
dentro do judaísmo.
Antecedentes Históricos
Um exame das nossas fontes prontamente provou que os princípios
para tais contingências estavam bem estabelecidos, e que
já haviam sido estabelecidos precedentes em circunstâncias
não muito diferentes às de outras épocas.
Ainda no alvorecer de nossa história, o dia 15 de Av
foi agregado às Festas Bíblicas, convertendo-se
me um Iom Tov muito popular e alegre por muitas gerações.
Seu eventual desaparecimento da lista de festividades constitui
um tema muito interessante para uma investigação.
O Talmud cita uma "Meguilat Taanit" (literalmente:
Rolo do Jejum), a qual enumera certos dias no quais o jejum
era proibido, já que neles comemoraram-se eventos alegres
ocorridos em tais datas. Segundo parece, esta obra data de antes
da destruição do Segundo Templo. Porém,
com o correr do tempo, essas efemérides caíram
em desuso.
Durante o exílio na Babilônia, Purim foi instituída
pelo Bet Din da época de Mordechai, e sua Meguilá
especial foi incluída no Tanach (Bíblia). Desde
os dias do Segundo Templo, Chanucá foi agregada ao nosso
calendário, com sua peculiaridade característica:
o acendimento das 8 velas e a recitação do Halel
(prece de louvor). Embora Chanucá também estivesse
mencionada na "Meguilat Taanit", não obstante,
permaneceu e sobreviveu como uma festa para todos os tempos
porque, como disse o Talmud, "seu milagre foi divulgado"
a todo povo judeu através da observência de seus
ritos, tendo chegado a ser tão considerada esta festa
como aquelas que foram ordenadas na Torá. Quem decretou
a recitação do Halel? Perguntaram nossos sábios,
e contestaram: "os profetas decretaram que Israel deve
recitá-lo em cada ocasião em que forem redimidos
da aflição e do infortúnio" (TB Pessachim
117a).
Vemos, assim, que nossos sábios consideravam que um dia,
no qual houvesse ocorrido um grande milagre nacional, deve ser
assinalado por orações e agradecimentos a D-us,
por Suas maravilhas e misericórdia. E assim como em Chanucá
foi instituída por eles a recitação do
Halel, em conformidade com o decreto profético, do mesmo
modo um dia, no qual tenha ocorrido um milagre similar, deve
ser assinalado com a recitação do Halel e de agradecimentos
a D-us.
Terceira República Judaica
O
Dia da Independência em Israel assinala uma libertação
e um milagre que trouxe consigo o estabelecimento da Terceira
República Judaica, redimindo e reunindo em seu seio centenas
de milhares de judeus do exílio, do sofrimento e da perseguição.
Tal sucesso autorizou, certamente, ao Rabinato Superior de Israel
a seguir o precedente de seus antecessores nos casos de Chanucá
e Purim, e a proclamar o Iom Haatsmaút como um dia de
alegria e de recitação do Halel.
Um membro do Rabinato Superior disse o seguinte, em relação
à proclamação de Iom Haatsmaút como
um novo feriado religioso: "É óbvio que me
nossa caso... no qual conseguimos soberania e independência,
e fomos liberados da morte com a qual ameaçavam-nos nosso
inimigos, que estavam dispostos a exterminar-nos, certamente
que temos o dever de proclamar um dia festivo. A data deste
aniversário é realmente apropriada, pois assinala
o dia em que teve lugar a essência do milagre, quando
avançamos da escravidão para a liberdade, através
da proclamação da independência".
Ofício Religioso
O Rabinato Superior de Israel ordenou o uso de roupas festivas,
banquetes e o acendimentos de velas, e aprovou um ritual especial
de orações, que consiste-se de alguns Salmos de
agradecimento e louvor, e orações. O ofício
vespertino é iniciado com o Salmo 107 e continua com
alguns trechos do ofício de Cabalat Shabat e de algumas
estrofes do Lechá Dodi. Após a oração
de Avrit, lê-se o primeiro verso do Shemá, a declaração
"Só o Eterno é D-us", um toque de Shofar
e a exclamação "No ano vindouro em Jerusalém
reconstruída". Conclui-se com o canto de Shir, Hamaalot
com a melodia do hino do Estado de Israel (Haticva), e Ani Maamin
(Eu creio).
Durante
o ofício matinal é acrescentado o Halel (Prece
de Louvor) (discute-se ainda veementemente se o Halel deve ser
lido completo ou incompleto e sem as bênçãos),
e a Haftará (porção extraída de
Isaías 10,32 – 12,6). Recita-se também a oração
de Yizcor em memória aos mártires do Holocausto
e pelos que caíram na luta pela independência.
Convém mencionar que a véspera de Iom Haatsmaút
é comemorada em Israel como o Dia da Recordação
(Iom Hazicarón) por todos aqueles que fizeram o supremo
sacrifício na Guerra de Libertação. Orações
especiais de recordação; incluindo o salmo 144,
são pronunciadas nas sinagogas, além do acendimento
de velas em memória.
Além das celebrações gerais, que expressam-se
no desfraldar de bandeiras, luzes, queima de fogo e desfiles
militares, o Grão-Rabino Níssim, de Israel, promulgou
um "Heter" (autorização) em resposta
a uma consulta rabínica, no qual permite a realização
de casamentos e o corto dos cabelos e da barba em Iom Haatsmáut,
apesar de cair no período da Serifá, quando isto
não é permitido.
Na Diáspora
Enquanto em Israel Iom Haatsmáut está evoluindo
gradualmente em sua forma, e é observado plenamente como
um Iom Tov no qual suspendem-se todas as atividades comerciais
e rotineiras, a Diáspora, por sua vez, está longe
de o haver recebido da mesma maneira. Isto se deve, naturalmente,
às condições peculiares e às dificuldades
particulares enfrentadas pelos judeus da Golá. Apesar
disso, já celebra-se ofícios especiais, banquetes
e festas ao estilo Israel e número crescente ao redor
do mundo, e durante a manhã oficia-se o Halel.
Vestindo roupas de festa, a congregação deve
reunir-se ao entardecer com galhardia. Antes da oração
de Arvit, diz-se:
Hodú Ladonai ki tov, ki leolam
chasdo. Iomru gueulê Adonai, asher guealam miyad tsar.
Umearatsot kibetsam, mimizrach umimaarav, mitsafon umiyam. Taú
vamidbar bishimon dárech, ir moshav lo matsáu.
Reevim gam tsemeim, nafsham bahem tit’ataf. Vayits’acu el Adonai
batsar Iahem, mimet-sucotehem iatsilem. Vaiadrichem bedérech
ieshará Ialéchet el ir moshav. Iodú ladonai
chasdo venifleotav livenê adam. Ki hisbiá néfesh
Hodú
Louvai ao Eterno, porque Ele é
bom, porque a Sua benignidade dura para sempre. Digam-no os
remidos do Eterno, os que remiu da mão do inimigo e os
que congregou das terras do oriente e do ocidente, do norte
e do sul.
Andaram desgarrados pelo deserto por caminhos solitários,
não acharam cidade para habitarem. Famintos e sedentos,
a sua alma nestes desfalecia. E clamaram ao Eterno na sua angústia,
e os livrou das suas aflições. E os levou para
caminho direito, para irem a uma cidade de habitação.
Louvem estes ao eterno pela sua bondade e pelas suas maravilhas
para com os filhos dos homens, pois fartou a alma desejosa,
e encheu de bondade a alma faminta. Os que se assentam nas trevas
e sombras da morte, presos em aflição e em ferros,
porquanto se rebelaram contra as palavras de D-us, e desprezaram
o conselho do Altíssimo. Porque abateu-lhes o coração
com trabalho; tropeçaram e não houve quem os ajudasse.
Então clamaram ao Eterno na sua angústia, e os
livrou de suas aflições. Tirou-os das trevas e
sombras da morte e quebrou as suas prisões. Louvem estes
ao Eterno pela sua bondade e pelas suas maravilhas para com
os filhos dos homens. Pois quebrou as portas de bronze e despedaçou
os ferrolhos de ferro. Os estultos, por causa de sua transgressão
e por causa de suas iniquidades, são aflitos. A sua alma
aborreceu toda a comida e chegaram até às portas
da morte. Então clamaram ao Eterno na sua angústia
e Ele os livrou das suas aflições. Enviou a sua
palavra, e os sarou; e os livrou da sua destruição.
Louvem estes ao Eterno pela sua bondade e pelas suas maravilhas
para com os filhos dos homens. E ofereçam os sacrifícios
de gratidão e relatem as Suas obras com canto.
Os que descem ao mar em navios, mercando nas grandes águas,
esses vêem as obras do Eterno e as Suas maravilhas na
profundidade do mar. Pois Ele manda e faz levantar o vento tempestuoso
que eleva as suas ondas. Sobem aos céus, descem aos abismos,
e sua alma se derrete em angústias. Andam e cambaleiam
como ébrios, e perdem toda a sua sabedoria. Então
clamam ao Eterno na sua angústia e Ele os livra das suas
aflições. Faz cessar a tormenta e colam-se as
ondas do mar. Então se alegram porque se aquietaram;
assim Ele os leva ao seu porto desejado. Louvem estes ao Eterno
pela Sua bondade e pelas Suas maravilhas para com os filhos
dos homens. Exaltem-No na congregação do povo
e glorifiquem-No na assembléia dos anciãos. Ele
converte os rios num deserto e as fontes de água em terra
sedenta.
A terra frutífera em estéril, pela maldade dos
que nela habitam. Convertem o deserto em lago, e a terra seca
em fontes de água. E faz habitar ali os famintos, para
que edifiquem cidade para habitação; e semeiam
os campos e plantam vinhas que produzem frutos e produtos. Também
os abençoa, de modo que se multiplicam muito; e o seu
gado não diminui. Depois se diminuem e se abatem, pela
opressão, aflição e tristeza (por causa
do mal que fazem). Derrama o desprezo sobre os príncipes
e os faz andar desgarrados no lugar onde não há
caminho. Porém, leva os necessitados da opressão
a um lugar alto e multiplica as famílias como rebanhos.
Os retos O verão e se alegrarão, e todo o homem
de iniquidade tapará a boca.
Quem é sábio observará estas coisas, e
eles compreenderão as benignidades do Eterno. Veal
culam Yitbarach veyitromám veyitnassê shimchá
malkenu tamid leolam vaed (E por
todas estas coisas seja o Teu nome abençoado constantemente
e exaltado e enaltecido, ó Rei Nosso, para todo o sempre).
Ao finalizar esta bênção, deve-se repetir
o procedimento da Bênção "Avot"
(a primeira), no que se refere a dobrar os joelhos e curvar-se.
Vechol hachayim iodúcha sêla,
vihalelú vivarechú et shimchá hagadol beemét
leolam ki tov, hael ieshuatênu veezratênu séla,
hael hatov. Baruch ata Adonai, hatov simchá ulechá
naê Iehodot (Que todos os
seres vivos Te rendam ações de graças e
seja o Teu grande Nome verdadeiramente louvado e abençoado
para sempre porque é bom o D-us de nossa salvação
e de nossa ajuda, ó D-us de bondade. Bendito sejas Tu,
Eterno, porque Bondade é o Teu nome, e a Ti são
devidas as ações de graças).
Sim shalom tová uverachá,
chayim chén vachéssed verachamim, alênu
veal cól Yisrael amêcha. Baruchênu avínu
culánu keechad beór panêcha, ki veór
panêcha natáta Iánu Adonai Elohênu
torat chayim veahavat chéssed, utsedacá uverachá
verachamim vechayim veshalom. Vetov yihiê beenêcha
levarchênu ulevarech et col amechá Yisrael bechou
ét uvechol shaá bishlomêcha (Faze
recair uma grande paz, bem-estar e bênção,
vida, graça e misericórdia sobre nós e
sobre todo o Teu povo Israel, e abençoa-nos a todos conjuntamente
com a Luz da Tua Presença; porque com o fulgor dessa
mesma Presença deste-nos, Eterno, D-us nosso, leis para
a vida e amor benevolente, justiça e misericórdia,
bênção e paz; e seja agradável a
Teus olhos abençoar-nos e abençoar o Teu povo
Israel em todo o tempo e em todos os lugares, as bênçãos
da Tua paz).
Baruch ata Adonai, hamevarech et amó
Yisrael bashalom.
Bendito seja Tu, Eterno, que abençoas
Teu povo Israel com paz.
Yihiu leratsón imrê
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