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Shavout
De
ano em ano, durante mais de 30 séculos e em circunstâncias diversas,
ora afortunadas, ora trágicas, o povo judeu celebra uma de suas
festas mais significativas e felizes: Matan Torá. Das 3 grandes
festividades judaicas: Pessach, Shavuot e Sucot, nas que recordamos
fatos históricos transcendentais transcorridos desde o êxodo
do povo do Egito até seu estabelecimento em Eretz Israel, fatos
que forjaram nossa complexidade nacional- religiosa, é Shavuot
- ainda que a mais curta das festas - a de maior flexibilidade,
de maior riqueza de totalidades e de mais fecundas sugestões.
É uma festa de um profundo conteúdo e de amplas possibilidades
evolutivas. Em seu constante desenvolvimento enriqueceu-se de
valores e ideais múltiplos: místicos, econômicos, nacionais,
culturais e humanitários.
É como um verdadeiro ser vivo, como a mesma Torá que não é somente
lei sagrada senão "ciência viva" (Torat Chaim); seus conceitos
e ensinamentos crescem e se desenvolvem constantemente, plasmados
pela vida real e pela capacidade potencial do povo.
Todas as festas judaicas possuem esta elasticidade, porém Shavuot
é a de maior elasticidade. Festa puramente agrícola - ritual
em suas origens; adota, mais tarde, na era do segundo Templo,
o caráter de Festa da Lei e da Ordem Moral - o decálogo e seus
respectivos comentários constituem sua inspiração e norma. Durante
a diáspora, nos anos de pouca sorte, soube infundir fé e esperança
num porvir do povo, enriqueceu seu conteúdo com uma missão consoladora,
de saber messiânico, animou a fé na "Gueulá", que se converteu
em um de seus mais caros motivos. E em nossos dias as pregações
e cânticos de esperança por um futuro melhor acompanha ideais
de renascimento, aspirações e ações nacionais de ordem construtiva.
Curiosidades de Shavuot
A festa de Shavuot recebe outros nomes como:
Chag Hashavuot - a Torá chama essa festa de Chag Hashavuot
porque sete semanas são contadas desde Chag Hapessach. Essas
semanas também são chamadas de "contagem do Omer".
Chag Hakatzir - outro nome da festa relacionado com a
ceifa dos cereais.
Atzeret - na Mishná e no Talmud chamam essa festa de
Atzeret, que significa reunião festiva de multidão do povo.
Chag Habikurim - esse nome é popular, significando a
festa quando levava-se as primeiras sete espécies (Shivat Haminim:
trigo, cevada, uva, figo, romã, azeitona tâmara) para o templo
Sagrado (Beit Hamikdash). Sendo esta uma das 3 vezes que se
peregrinava para o Templo; as outras duas eram em Pessach e
Sucot.
· Matan Torá - esse nome não aparece na Torá; é o nome tradicional
que foi dado pelo povo. Foi nesses dias que entregou-se a Torá
para o povo de Israel, no Monte sinai.
Tradições e Costumes
Contagem do Omer - 49 dias entre Pessach e Shavuot.
Folhagem para Shavuot - decorar a sinagoga e a casa com
plantas de cor verde.
Leitura da Meguilat Ruth - uma das 5 Meguilot do Tanach
que descreve a colheita e demonstra até que ponto a legislação
judaica considerava a situação dos desamparados.
Comidas de leite - costuma-se comer produtos derivados
de leite, como queijo e bolos de queijo.
Caminhada ao túmulo do Rei David - ele é descendente
de Ruth e morreu em Chag Hashavuot.
Leva-se os primeiros frutos - as crianças levam as primícias
do campo que são entregues ao Keren Hakaiemet .
Chag Hashavuot - é uma festa única, que não tem limitação
de comidas ou orações específicas.
Estudo noturno - costuma-se estender a noite com o fim
do estudo da Torá.
Em Shavuot come-se o que quiser e onde quiser.
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