ESTUDOS - ARTIGOS |
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ISRAEL,
A ALIANÇA DE D-US E A IGREJA
O Oriente Médio, Israel, Egito, o Líder Palestino,
Hafez-al-Assad, Yasser Arafat, Arábia Saudita, Kuwait, Saddam
Hussein, Líbano, Síria, Cisjordânia, Netanyahu... são nomes
que nós ouvimos nos noticiários todos os dias. Como interpretamos
o que temos ouvido? Geralmente, a informação sem um conhecimento
mínimo necessário para interpretá-lo, traz confusão ou geral
desinteresse. Quando nós nos sentimos mal, a quem procuramos?
Nós não vamos a uma loja de sapatos, pois ali nada poderão fazer
por nós! Devemos ir a quem possa realmente nos ajudar, ou seja,
iremos a uma médico! O mesmo se dá com a Palavra!
Quando quisermos
interpretá-la de forma correta, precisamos conhecer e entender
o que os judeus entendem da palavra, pois ela foi dada primeiramente
à eles! Por isso, para aqueles que desejam obedecer a Bíblia
é importante entender o que está acontecendo com Israel e com
todos aqueles que de certa forma desempenham um papel importante
no cenário do Oriente Médio hoje, como participantes do desenrolar
das profecias bíblicas. Quando paramos para pensar em Israel
hoje em comparação a Israel no tempo da Bíblia, várias perguntas
nos vêm a mente:
* O Estado de Israel hoje, e Israel no tempo da Bíblia - é a
mesma terra?
* É correta a afirmação dos Árabes/Palestinos, de que Israel
de hoje não é o Israel da Bíblia?
* Porque D-us escolheu esta terra e a chama de "Sua terra"?
* Porque Ele escolheu os descendentes de Abraham, Isaque e Jacó
para morar nesta terra, bem como a deu a eles em aliança?
* Essa aliança foi feita para sempre?
Como cristãos, devíamos estar procurando respostas para estas
perguntas, pois há uma relação entre nós, a Bíblia, Israel e
o povo judeu. Em Efésios 2:11-13, Paulo diz: "em
Ieshua O Ungido nós, gentios, somos feitos participantes de
todas as promessas de D-us... somos feitos participantes da
comunidade de Israel, das suas promessas e esperança".
O cumprimento da lei e dos profetas da Tanach (Velho Testamento)
estão na vida, morte e ressurreição de Ieshua. Nossa salvação
traz consigo a aceitação do D-us de Israel, bem como da herança
e das raízes da história do povo Judeu, o povo escolhido de
D-us... e a terra de Israel. Para interpretarmos os fatos do
presente e do futuro, precisamos de conhecimento bíblico e histórico
do passado.
É importante compreendermos:
* A terra de Israel é o interessante lugar que ela ocupa em
relação às nações;
* A terra em relação ao povo que D-us escolheu para ocupá-la
e porque ocupá-la; e
* O papel do povo judeu na história - os descendentes de Abraham,
Isaque e Jacó.
Com essas informações, estaremos capacitados a nos situar biblicamente
em relação a Israel e o Oriente Médio.
A TERRA
Para sabermos se Israel hoje está localizado no mesmo lugar
do Israel no tempo da Bíblia, temos que buscar as descrições
bíblica. De que "terra" estamos falando? Em Gn 15:18 nos foram
dadas algumas dimensões: "O Senhor fez
uma aliança com Abraham, dizendo: dei essa terra para os seus
descendentes, do rio do Egito até o grande rio Eufrates."
Mais especificamente, Gênesis 17:8 afirma "toda
a terra de Canaã". Em Exodo 3:8 D-us fala a Mosheh no
deserto e diz: "Por isso desci para livrá-los
das mãos dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra para
uma terra espaçosa, para uma terra que mana leite e mel - o
lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do ferezeu, do heveu
e do jebuseu." Essa descrição compreende Israel hoje,
mais parte do oeste da Jordânia, oeste da Síria e a maior parte
do Líbano.
Mas, que tipo de terra é essa Terra Prometida?
Em Exodo 3:8 ela é descrita como: "uma
terra que mana leite e mel", e em Ezequiel 20:6 nós lemos
"...uma terra que mana leite e mel e é
a glória de todas as terras."
Com a expressão "leite e mel" D-us estava descrevendo uma terra
que poderia sustentar animais que produziriam leite e onde cresceriam
árvores frutíferas para as abelhas. Na Tanach, o mel poderia
se referir também ao que nós chamamos hoje de geléia de frutas,
o que confirmaria a idéias de árvores frutíferas. Uma terra
que mana leite e mel numa região desértica, podemos considerar
como sendo uma preciosa promessa do Senhor.
Com o termo "glória das nações" D-us queria dizer que Israel
seria líder entre as nações, não só espiritualmente, mas que
também refletiria as nações do mundo temporariamente em seu
solo, flora e fauna. Israel é pequeno (241 x 80 km), mas é abençoado
pelo clima, solo e sua privilegiada localização na terra, tornando
possível encontrar vegetação e animais de quatro diferentes
zonas ecológicas - África, Ásia, Mediterrâneo e Euro-Sibéria,
pois essas quatro zonas fazem limite com Israel.
Israel tem montanhas elevadas, desertos, florestas, pântanos,
litoral, bem como o lugar mais baixo da terra (-400m). Tem verão
e inverno intensos, frutas tropicais, verduras e legumes. Na
verdade, em Ierushalaim você pode cultivar maçãs e laranjas,
uma fruta de clima frio e outra de clima tropical no mesmo pomar!
Em Israel há o dobro de espécies de plantas do que em seu vizinho,
o Egito, o qual possui o rico Delta do Nilo. Pássaros vêm de
longe passar períodos em Israel, tanto da África do Sul como
da Islândia. Israel também é visitado pelo lobo da longínqua
Sibéria no extremo norte e pelo leopardo da África, no sul.
Verdadeiramente, Israel não é somente a glória das nações no
sentido espiritual, mas também no físico. Mais do que isso,
é muito importante entender que D-us possui a terra. Levítico
25:23 afirma: "A terra não será vendida
perpetuamente, porque a terra é minha, e vós estais comigo como
estrangeiros e peregrinos". D-us possui a escritura da
terra. Da mesma forma que nós transferimos o título de domínio
de um carro ou de uma casa que nós possuímos, D-us escolheu
transferir o título de sua terra a Israel, para um povo particular
para sempre.
D-us escolheu um homem, Abraham, para possuir a Sua Terra, Israel,
porque Ele tinha um plano: a redenção do mundo.
A TERRA, EM RELAÇÃO AO POVO ESCOLHIDO
DE DEUS
A aproximadamente 4.000 anos atrás, D-us chamou um homem chamado
Abram para uma tarefa especial. Ele era originalmente de Ur
dos Caldeus (perto da Basra, no Iraque hoje), estava morando
em Harã, sul da Turquia hoje, quando D-us o chamou. Quando ele
tinha 75 anos D-us falou com ele: "Saia
do seu país, deixe a sua parentela e a casa de seu pai, para
uma terra que eu te mostrarei. Farei de ti uma grande nação,
e te abençoarei e te engrandecerei o nome, e tu serás uma bênção.
Abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem;
e em ti serão benditas todas as famílias da terras" (Gn
12:1-3).
Abram, sua esposa estéril Sarai e seu sobrinho Ló, saíram de
Harã para Canaã, onde D-us disse a ele: "Levanta
agora os teus olhos e olha desde o lugar onde estas, para o
norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente. Toda esta
terra que vês, hei de dar a ti, e a tua descendência para sempre.
Farei a tua descendência como o pó da terra, de modo que se
alguém puder contar o pó da terra, também a tua descendência
será contada. Levanta-se, percorre a terra, no seu comprimento
e na sua largura, pois eu a darei a ti" (Gn 13:14-17).
Depois de dez anos de espera pelo filho da promessa em Canaã,
Abram e Sarai se tornaram impacientes. Sarai ofereceu sua serva
Hagar para Abram e eles tiveram um filho chamado Ismael. Porém,
esse não era o filho que D-us havia prometido.
ISAQUE, O FILHO DA PROMESSA
Finalmente, quatorze anos depois (24 anos depois que eles chegaram
em Canaã), D-us falou com Abram sobre Sua promessa. Foi então
quando D-us mudou o nome de Abram para Abraham (pai duma multidão),
e o de Sarai para Sara (princiesa) que D-us começou a cumprir
Sua promessa. Em Gênesis 17:7-8 D-us diz: "Estabelecerei
a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de
ti em suas gerações, como aliança perpétua, para ser o teu D-us,
e a tua descendência depois de ti. Darei a ti e a tua descendência
depois de ti a terra das tuas peregrinações, toda a terra de
Canaã, em perpétua possessão; e serei o seu D-us." Esse
texto confirma que a aliança de D-us seria perpétua e incondicional,
não seria temporária. Nessa época Abram tinha 99 anos e Sara
tinha 90 anos e continuava estéril. Por causa disso, ele entendeu
que Ismael, que era seu filho, seria o filho da promessa. Em
Gênesis 17:18 Abraham disse a D-us: "Oxalá
viva Ismael diante de ti".
Esse não era o plano de D-us, o qual Ele explicou: Ismael não
era o filho da promessa e Sara realmente teria um filho: Isaque
é que seria o herdeiro, teria as promessas e o título da terra.
Para que Abraham não tivesse dúvida, D-us disse: "Na
verdade, Sara tua mulher te dará um filho e lhe porás o nome
de Isaque; com ele estabelecerei a minha aliança, aliança perpétua
para a sua descendência depois dele" (Gn 17:19).
Como ficaria Ismael? Ele também não é filho de Abraham? Sim,
mas não o filho da promessa.
Quanto a isto D-us disse: "E quanto a
Ismael, também te tenho ouvido: certamente o abençoarei; fá-lo-ei
fecundo e o multiplicarei grandíssimamente. Doze príncipes gerará,
e dele farei uma grande nação. A minha aliança, porém, estabelecerei
com Isaque, que Sara te dará neste mesmo tempo, daqui a um ano".
(Gn 17:20-21).
Isaque recebeu a bênção da aliança e não Ismael. Isso nos traz
para a atualidade porque, a pergunta no momento é: "Quem na
verdade tem direito de possuir a Terra de Israel - os Árabes
ou os Judeus"? D-us prometeu abençoar Ismael e seus descendentes,
mas não com a terra de Canaã, a qual D-us passou o direito de
posse para os descendentes de Abraham via Isaque.
Esse é um ponto crítico, pois muitos Árabes reivindicam o direito
sobre a terra de Israel como descendentes de Abraham através
da linhagem de Ismael! Como descendentes de Abraham através
de Ismael estava previsto que eles recebessem muitas bênção
prometidas, mas NÃO a terra de Israel. Esta foi reservada aos
descendentes de Abraham, Isaque e Jacó.
Sabemos que Abraham teve outros filhos os quais também NÃO receberam
o direito sobre a terra de Canaã. Em Gênesis 25:1-6 lemos que
os outros filhos de Abraham receberam presentes e foram enviados
para as terras do Oriente: "Abraham deu
tudo o que possuía a Isaque. Mas aos filhos das concubinas que
tinha, deu Abraham presentes e, ainda em vida, separou-os do
seu filho Isaque, enviando-os ao Oriente".
Jacó, o filho prometido: Mais tarde, Isaque teve dois filhos,
Jacó e Esaú, e nós podemos ver D-us fazendo uma promessa similar
para Jacó. Em Gn 35:11-12, D-us disse a Jacó: "Eu
sou o D-us Todo-Poderoso; frutifica e multiplica-te. Uma nação,
sim, uma multidão de nações sairão de ti, e reis procederão
dos teus lombos. E te darei a terra que dei a Abraham e a Isaque,
a ti a darei; também à tua descendência, depois de ti, a darei".
Como ficaria Esaú? Em Gênesis 36:6-9, lemos que Esaú pegou sua
família e saiu de Canaã, para longe de Jacó. Isso porque Jacó
era tão rico que aquela terra não era suficiente para sustentar
todos os seus animais. Ele se mudou para Edom, do outro lado
do Mar Morto, sul da Jordânia hoje. Considerando a aliança de
D-us e a história, a terra de Israel biblicamente pertence aos
Judeus, aos descendentes de Abraham, Isaque e Jacó.
Mas, será que os Árabes foram enganados? D-us disse que os abençoaria
e hoje existem 21 países Árabes soberanos e apenas UM estado
Judeu. Se somarmos a área de todos os países Árabes do mundo
verificamos que eles possuem uma área que é 650 vezes maios
do que Israel. Em outras palavras, Israel é do tamanho da metade
do estado do Espírito Santo. Entretanto, os países Árabes possuem
uma área que é seis bilhões de metros quadrados maior do que
o Brasil somado a mais uma vez a área do estado do Amazonas,
em contraste com o estado do Espírito Santo, sem contar que
eles praticamente têm o controle do suprimento de petróleo nas
mãos. Bem, os Árabes não foram enganados pelo fato de os judeus
terem retornado para a terra que é deles desde os tempos antigos,
Israel.
PORQUE DEUS ESCOLHEU UM POVO E UMA TERRA
ESPECÍFICOS?
Havia uma razão importante para D-us estabelecer alianças com
um povo escolhido em uma terra que Ele separou para esse povo.
Veja que, D-us escolheu um lugar específico, Israel, e um povo
específico, os descendentes de Abraham, Isaque e Jacó, para
um propósito específico.
O povo Judeu foi escolhido:
1) - Para testemunhar que D-us é único no meio de toda a idolatria
do mundo.
2) - Para mostrar às nações a bênção que é servir ao D-us verdadeiro.
3) - Para receber, preservar e transmitir as Escrituras (64
dos 66 livros da Bíblia foram escritos por judeus) e,
4) - Pare serem a ligação humana (elo histórico) para a vinda
do Messias, o Salvador do mundo.
A terra foi escolhida por uma razão. Como é dito nas propagandas:
localização, localização, localização. Apesar de pequena em
tamanho, a terra de Israel está estrategicamente situada bem
no meio das grandes e importantes rotas do mundo antigo - entre
os grandes impérios da Assíria e da Babilônia no norte e o Egito
ao sul. Uma das melhores descrições para Israel seria "A Terra-Sanduíche"
(uma terra entre as outras). Isso era exatamente o que D-us
queria para o Seu povo.
Israel é praticamente um eixo, como a dobradiça de uma porta,
entre grandes regiões do mundo antigo. Quem quer que fosse,
que controlasse a terra de Israel, poderia exercer grande influência
no mundo. É por isso que conquistar Israel era, e ainda é, um
objetivo estratégico para nações que querem controlar o Oriente
Médio. Porém, esse pedaço de terra não está à disposição para
ser apossada, pois, D-us tinha e ainda tem um plano para ela.
D-us colocou Seu povo escolhido num lugar precário, exatamente
onde Ele os queria, para um propósito específico. Em tempos
de guerra ou em tempos de paz, a mensagem de D-us será exposta
ao mundo. Por que? D-us poderia tê-los levado para longe do
deserto do Oriente Médio e ter criado um outro Jardim do Éden
para eles. Lá eles poderiam ser aquecidos pela glória e provisão
de D-us, removidos dos conflitos do mundo. Na verdade, fora
do deserto onde nenhum viajante pudesse notá-los, até que chegassem
neste século, quando nossos satélites finalmente os fotografassem
de cima. Bem, D-us tinha outros planos.
1) - A localização estratégica da terra criaria pressões especiais.
Podemos dizer que essas pressões seriam "o território de D-us
para provar a fé." Nessa terra haveria muita pressão e muitas
provações. Mas, através dessas provações, com tudo desfavorável
aos israelitas, D-us mostrou seu poder miraculoso ao sustentá-los
e abençoá-los, mesmo diante de situações tão difíceis. Isso
fez com que as pessoas parassem e os notassem.
2) - O fato de toda a comunicação, negócios e até os exércitos
daquele tempo, terem que passar por esta terra; a história do
relacionamento do homem através do Seu povo escolhido se espalharia
por todo o mundo.
O povo de Israel foi escolhido para ser o testemunho vivo de
D-us através de suas vidas e de suas mensagens.
Em tempos de paz, os viajantes poderiam ver e ouvir a mensagem
de D-us e levá-la ao mundo. Em tempos de guerra, D-us mostrou
seu poder miraculoso ao defendê-los. Esta mensagem também foi
espalhada pelo mundo. Por exemplo, o Rei Senaqueribe da Assíria
invadiu Judá em 720 a.C., quando ele atingiu Ierushalaim, ele
cercou a cidade e zombou do Rei Ezequias e do D-us de Israel.
D-us agiu. O anjo do Senhor liquidou os soldados e os oficiais
de Senaqueribe. II Cr 32 diz que Senaqueribe deixou um relato
sobre esse evento esculpido nas pedras, o qual testifica o que
D-us fez nesse dia em Israel.
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