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Pedras
que falam...
Em Ierushalaim as pedras falam...
Cada período do tempo deixou sua marca nas pedras
usadas para reconstruir a cidade, e na arquitetura típica de
cada geração de construtores. Durante séculos pedreiros trabalharam
as pedreiras dos morros da Judéia, usando calcário rosa e branco
locais, que caracterizavam Ierushalaim. Nos tempos modernos
o uso desta pedra rosada tem se tornado mais do que um costume.
Todas as construções em Ierushalaim devem, por lei, ser feitas
com essa pedra. Os visitantes rapidamente aprendem a identificar
os locais históricos de Ierushalaim, por seu revestimento singular.
Aqui está um guia rápido para ajuda-lo a "juntar Ierushalaim".
No começo
ABRAÃO
Abraham (Abraão), não tendo filho algum, adotou Ló, seu sobrinho,
filho de seu irmão Harã. Em obediência aos mandamentos de D-us,
partiu da Caldéia, aos 75 anos, viajando de sua terra natal,
Ur (Mesopotânia), em direção à terra que D-us lhe prometera
- Canaã (Gn 12:1-9). Deixou sua parentela. Segundo Flavius Josephus,
Abraão era um homem de grande sagacidade, tanto para entender
todas as coisas como para convencer seus ouvintes, nunca se
equivocando em suas opiniões. Por esta razão determinou renovar
e mudar a opinião dos homens na sua terra, a respeito de D-us.
Foi o primeiro a divulgar publicamente sua opinião sobre a existência
de um só D-us, Criador do universo, e a ineficácia dos demais
deuses, que em nada contribuíam para a felicidade dos homens.
Em conseqüência de sua doutrina a respeito de um único D-us,
os caldeus e outras pessoas da Mesopotânia provocaram um grande
tumulto contra ele. Hostilizado por todos, recebeu a ordem de
D-us de deixar toda sua parentela e seguir para a terra por
Ele prometida, e a promessa de que abençoaria os que o abençoassem
e amaldiçoaria os que o amaldiçoassem (Gn 12:3).
Chegando a Canaã Abraão edificou um altar ao D-us que lhe aparecera
(Gn 12:7). Vários historiadores falaram sobre ele. Berosus disse
sobre Abraham: "Na décima geração depois
do dilúvio, havia entre os caldeus um homem justo e de grande
habilidade na ciência espiritual". Ierushalaim é mencionada
pela primeira vez nas peregrinações de Abraão pela Terra Prometida.
Lá ele encontra Melquisedeque, o rei justo que governava Ir
Shalem (o nome de Ierushalaim, em hebraico). Mais tarde, D-us
ordena a Abraão que retorne com seu filho Isaque, afim de o
oferecer em sacrifício (Akedah).
Apesar
de Isaque ter sido salvo da morte, o local adquiriu uma certa
reverencia, e foi chamado de Even He Shetiyah (A Pedra
Angular do Mundo). Este lugar santo no Monte Moriá seria mais
tarde o local do Templo. Centenas de anos mais tarde Josué conduziu
nas doze tribos de Israel à Terra Prometida (Eretz Israel -
A Terra de Israel), ou Canaã como era comumente conhecida. Os
relatos da conquista de Canaã descrevem muitas batalhas com
a população local (cananeus) e encontros com vários reis na
região. Um governador especificamente mencionado foi o Rei de
Ierushalaim, apesar de sua cidade não haver sido capturada.
Ierushalaim - do Hebraico, Habitação de Paz, tem 70 nomes.
Desde o tempo de Abraham o povo judeu tem expressado amor pela
Cidade Santa com nomes carinhosos e expressões poéticas. Aqui
estão alguns destes nomes: Moriá (Gn 22.2) - Jebus (Jz 19.10)
- Sião (II Sm 5.7) - Lareira de D-us (Is 30.14) - Ariel ou Leão
de D-us (Is 29.1) - Cidade de Justiça (Is 1.26) - Neve Tsedik,
ou Casa Nova (Jr 31.22) - Klilat Yofi, Modelo de Perfeição (Lm
2.15) - Cidade do Grande Rei (Mt 5.35) - Cidade de David (Lc
2.11) - Yerushalaim Shel Zehav, ou Ierushalaim de Ouro (Ap 21.18).
Dentro de Ierushalaim encontra-se o Monte Moriá, onde estava
o Templo Sagrado, o santuário do povo de Israel. No cume está
a Pedra da Fundação (Even Há Shetiyah), a base do mundo inteiro
e seu centro. Os sábios de Israel registraram: "E
foi chamada de Pedra da Fundação porque o mundo foi fundado
nela..." Principal cidade da Palestina, a cidade dos
judeus, dos cristãos e dos maometanos (muçulmanos). Centro espiritual
do mundo, é a cidade de maior influência sobre a esperança e
o destino do gênero humano. Cidade escolhida pelo único e verdadeiro
D-us, para ser o centro dos seus cultos, leis e revelações.
DAVI
Duzentos
anos depois da conquista, o grupo fragilizado das tribos de
Israel se uniu para se tornar uma monarquia. David sucedeu Sha'ul
como segundo rei. Ele era conhecido por sua externa coragem
nas batalha, sua ousadia política e habilidade artísticas. O
primeiro ato de David, após ter se tornado rei de Judá, foi
haver enviado mensageiros para abençoar os homens de Jabes-Gileade,
por terem enterrado Sha'ul (2º Sm 2:4-7). David mostrou aqui
que os verdadeiros homens de D-us amam seus inimigos, ora pelos
que os perseguem e até mesmo procuram matá-los, como foi o caso
de Sha'ul.
David mostrou amor a Sha'ul durante todos os anos de sua vida,
e até na morte. Contudo David ainda
não se tornara rei de Israel, visto que Abner, tio de Sha'ul,
comandante do exército de Israel, fez do filho mais novo de
Sha'ul, Is-Bosete, o único parente de Sha'ul vivo, rei de Israel.
Isso impediu e atrasou por sete anos e seis meses a vontade
de D-us se cumprisse, e David se tornasse rei de Israel.
David não contestou a atitude de Abner, nem
provocou situação alguma para vir a ser rei de Israel. Simplesmente
esperou e confiou nas promessas de D-us, que nunca falham.
David escolheu Hebrom para ser a sede de seu governo, enquanto
Abner reinava em Judá.
Abner foi morto, e David foi então nomeado rei de Israel por
todos os principais homens de todas as tribos. Veio uma multidão
a Hebrom, com uma grande quantidade de trigo, vinho e toda a
sorte de alimento, regozijando-se e festejaram por três dias
em Hebrom.
Na época de David (1000 AC), Ierushalaim era governada pelos
jebusitas. Quando David expulsou os jebusitas da cidade, reconstruiu
Ierushalaim e a chamou de "Cidade de David", lá permanecendo
todo o tempo do seu reinado.
Em 2º Samuel encontra-se uma descrição do cidade, bem como as
razões que levaram a David a escolhe-la como capital do seu
reino unido de Israel. Certamente os vales de Kidrom (Cedron)
e Há Gal, que proviam muros de segurança e o constante abastecimento
de água em Gichon (Gion), eram duas fortes razões para mudar
a capital de Hebrom, a primeira cidade de David. Contudo havia
um terceiro motivo, político. Ierushalaim, na fronteira norte
da tribo de Judá, era uma área neutra não ocupada por nenhuma
das doze tribos. Esta era a escolha perfeita, e não era motivo
de briga nem de competição entre o povo de Israel.
Apesar de desejar construir um santuário no monte Moriá, David
era inabilitado para tal tarefa, pois era um guerreiro "com
muito sangue nas mãos". Mesmo assim ele comprou a terra para
o templo, em Aruná, que fora o local de provisão no caso do
sacrifício de Isaque. E entregou a tarefa da construção do templo
a seu filho Shelomo.
O período dos Templos
SHELOMO (SALOMÃO)
Shelomo, tendo edificado seu reinado, puniu seus inimigos
- conforme orientação de seu pai - e reconstruiu os muros de
Ierushalaim, mais largos e fortes, com altas torres. No quarto
ano de seu reinado (961 a C), Shelomo se entregou à tarefa de
construir a casa do Senhor no Monte Moriá. I Reis e II Crônicas
descrevem a magnificência desta construção, que era de bronze,
cobre e cedro do Líbano, este último sendo mandado pelo rei
Hiram de Tiro.
Com
o término do Templo, as doze tribos passaram a ter um centro
político, religioso e cultural em Ierushalaim. Agora no Templo
eram feitos os sacrifícios, eram também celebradas as festas
e dali era anunciada a Palavra do Senhor pelos sacerdotes. Shelomo
era pacífico, em todos os problemas públicos agia com justiça,
observando em tudo a lei de Moisés. Dedicava-se a cada obrigação
como um ancião, e não como jovem que era.
Era visível a sabedoria que D-us lhe concedera para governar
o povo, após o sacrifício que oferecera a D-us em Hebrom, no
altar de bronze construído por Moisés. Durante esse período
de tranqüilidade, as pessoas vinham em romaria à cidade, nos
feriados de Sucot (Tabernáculos), Pesach (Páscoa) e Shavuot
(Pentecostes), para trazer suas ofertas ao Templo. Shelomo viveu
94 anos e reinou por oitenta anos. Foi enterrado em Ierushalaim.
Sobrepujou a todos os reis em sabedoria, riqueza, felicidade.
Entretanto, com o avançar da idade deixou de observar as leis
do Senhor, o que trouxe grande prejuízo a todo o povo.
Após a morte de Shelomo (922 a C), o reino passou por um dramático
período de mudanças. Brigas políticas internas dividiram-no
em dois: Israel ao norte, e Judá ao sul, com sua capital em
Ierushalaim. Shelomo casou-se com 700 mulheres, e manteve 300
concubinas, algumas não judias. A maioria dos casamentos eram
arranjos políticos com as nações não judias, ao redor de Eretz
Israel. A divisão do reinado de Shelomo fora um castigo de D-us
pelos casamentos entre diferentes raças e religiões.
| 1950
A.C
Peregrinações de Abraão |
1250
A.C
Moisés / Êxodo |
1200
A.C
Conquista de Israel |
1000
A.C
Sha'ul / David |
|