ESTUDOS - ARTIGOS |
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Pedras que falam...
(Parte 2)
REINO DIVIDIDO
Após o reinado
de vários reis, tanto em Judá como em Israel, lemos nos livros
de Reis e Crônicas: da descendência de David reinaram 21 reis
durante 514 anos, seis meses e 10 dias. Exceto Sha'ul, que foi
o primeiro rei e que governou por 20 anos. No quarto ano do
reinado de Jeoaquim (II Cr 36.5), Nabucodonosor se tornou rei
da Babilônia, e com grande exército foi contra Neco, rei do
Egito, que dominava toda a Síria. O rei da Babilônia passou
o Eufrates, e tomou toda a Síria, e Pelúsia, exceto Judá. O
profeta Jeremias inutilmente avisava todo o povo, a cada dia,
que não alimentassem esperanças em relação ao Egito. Contudo
as profecias foram desprezadas, e Nabucodonosor acabou levando
cativos os principais homens e mulheres de Israel, três mil
ao todo, até mesmo o profeta Ezequiel, que ainda era bem jovem.
Levou também com ele todos os utensílios da casa do Senhor.
Com a conquista
do reino de Israel, as dez tribos que habitavam na área ficaram
em cativeiro. Com base neste evento datamos "As dez tribos perdidas
de Israel". Há muita especulação quanto ao destino destes presos.
Alguns estudiosos acreditam que esses judeus terminaram em lugares
distantes e exóticos, como o Afeganistão, Paquistão e a Etiópia,
baseando tais conclusões em evidências de vestígios da lei e
costumes judaicos em certas tribos. Israel foi conquistado pelos
assírios, mas não Judá, o reino do sul, então liderado pelo
rei Ezequias.
Ierushalaim havia se estendido pelo vale de Gei ao monte oeste,
no Monte Sião. Esta expansão urbana levou Ezequias a construir
uma nova muralha de defesa em torno da área (hoje conhecido
como o lado judeu da cidade antiga de Ierushalaim) e a simultaneamente
cavar um túnel para trazer águas mais para dentro de Gichon
e atingir a parte nova da cidade. Pode-se ver hoje um segmento
do muro de Ezequias no lado judeu de Ierushalaim, e caminhar
pelo túnel de Ezequias - 2.500 anos depois! Nos livros de Reis
e Crônicas, na Bíblia, aprendemos que os esforços de Ezequias
foram bem-sucedidos. Os assírios jamais capturaram Ierushalaim.
A cidade continuou como a capital da Judéia até a invasão dos
babilônicos.
| 922
A C
Reino dividido |
722
A C
Israel conquistado pela Assíria |
722
A C
O túnel de Ezequias |
O TÚNEL DE EZEQUIAS
Conhecido como o "Rei Virtuoso", Ezequias sucedeu a Acaz na
idade de 25 anos e reinou durante 29 anos. Fortalecido pelas
vitórias sobre os filisteus (II Reis 18.8), ele se preparou
para sacudir o odioso jugo da Assíria. Sua preparação consistia,
em parte, no aperfeiçoamento das fortalezas de Ierushalaim,
e em levar abundância de água por baixo da terra (II Rs 20.20;
II Cr 32.5).
Dados do
"Túnel de Ezequias"
533 m./ 1749 pés sob a terra.
320 m./ 1056 pés de superfície.
Altura: 1.1-3-4 m (3.6 pés - 11.22 pés).
Largura: 0.58-0.65 m de largura (1 ¾ -2 pés).
Profundidade: 52 m/ 170 pés do topo do morro.
Gradiente: 7 pés.
Tempo de construção: 7-9 meses. Dois
times de trabalhadores braçais, trabalhando simultaneamente,
um começando no norte, no vale Kidron, e um no sul, em HaGai.
"Junto aos rios de Babilônia nos assentamos
e choramos, lembrando-nos de Sião. Nos salgueiros, que há no
meio dela, penduramos as nossas harpas. Porquanto aqueles que
nos levaram cativos , nos pediam uma canção; e os que nos destruíam,
que os alegrássemos dizendo: cantai-nos um dos cânticos de Sião.
Mas como entoaremos o cântico do Senhor em terra estranha? Se
eu me esquecer de ti, ó Ierushalaim, esqueça-se a minha desta
de sua destreza. Apegue-se a língua ao paladar, se me não lembrar
de ti, se não preferir Ierushalaim à minha maior alegria"
Sl 137.1-6.
Durante esse período o povo judeu se tornou displicente para
com suas leis. Tornaram-se corruptos e descuidados com respeito
à justiça social, ao amor e à prática dos rituais. O profeta
Jeremias os preveniu seriamente sobre a catástrofe que estava
por acontecer, caso não melhorassem. Nabucodonosor enviou o
general do seu exército e ordenou que se queimassem todos os
pilares do Templo de Shelomo, e todo o palácio real; que a cidade
de Ierushalaim fosse transformada em poeira; e todo o povo fosse
levado cativo para a Babilônia. O templo de Shelomo foi queimado
quatrocentos e setenta anos após a sua construção. Isso aconteceu
1062 anos depois da saída do povo do Egito, com Moisés. Nabucodonosor
reinou 43 anos e seu império foi um dos maiores do mundo. Jeremias
profetizou não apenas o retorno dos judeus do cativeiro de Babilônia,
e isso debaixo dos medos e persas, como também a reconstrução
do Templo e da cidade de Ierushalaim, inclusive.
"Assim diz o Senhor: uma voz se ouviu
em Ramá, lamentação, choro amargo: Raquel chora seus filhos,
sem admitir consolação por eles, porque já não existem. Assim
diz o Senhor: reprime a tua voz de choro, e as lágrimas de teus
olhos: porque há galardão para o teu trabalho, diz o Senhor,
pois eles voltarão da terra do inimigo. E há esperanças no derradeiro
fim para os teus descendentes, diz o Senhor, porque teus filhos
voltarão para os teus termos" Jr 31.15-17.
O RETORNO
Novamente a direção da história judia foi alterada pelas marés
das conquistas mundiais. A Babilônia fora dominada pela força
dos persas, sob Ciro, o Grande, cuja política oficial com relação
às nações que haviam sido conquistadas era totalmente diferente
da de Nabucodonosor. No primeiro ano do reinado de Ciro, setenta
anos depois dos judeus haverem sido removidos para Babilônia,
Ciro anunciou que os povos que haviam sido capturados poderiam
deixar Babilônia e retornar à sua terra de origem. Nessa época,
no entanto, muitos judeus babilônios haviam prosperado, e assimilado
a cultura e a civilização de seus anfitriões. Aprenderam a linguagem
local (aramaico), freqüentavam sinagogas, envolveram-se nos
negócios, na cultura e na política. Apesar de
Ierushalaim ser muito sagrada, e da grande oportunidade oferecida
por Ciro, o Grande, a maioria dos judeus preferiu permanecer
na Babilônia.
| 586
A C
Primeiro Templo destruído |
536
A C
Retorno do exílio Ester / Purim |
A essa altura, Esdras e Neemias foram usados por D-us para levar
o povo de volta a Ierushalaim. Esdras era um excelente mestre
da Torá; levou grandes grupos de judeus a Ierushalaim e Judá
e fundou escolas onda a Torá era ensinada. Neemias proveu o
tino comercial necessário para orquestrar a construção complexa
do Segundo Templo. Estes dois líderes deixaram registros fascinantes
de seus trabalhos nos livros da Bíblia que levam seus nomes.
O segundo Templo, construído anos antes, foi dedicado numa cerimônia
gloriosa dirigida por Esdras e Neemias, e assim o culto foi
restabelecido no Monte Moriá. Os muros de Ierushalaim foram
reconstruídos e a cidade reconquistou seu lugar como capital
judia.
"Então lhes disse: Bem vedes vós a miséria
em que estamos, que Ierushalaim está assolada, e que suas portas
tem sido queimadas a fogo: vinde pois e reedifiquemos o muro
de Ierushalaim, e não estejamos mais em opróbrio" Ne
2.17.
| 516
A.C
Segundo Templo |
440
A.C
Esdras Neemias
|
HELENIZAÇÃO
Helenização é a palavra usada para descrever a assimilação da
cultura dos países pela cultura grega. Alexandre, o Grande,
após ter vencido Dario, se tornou amigo dos judeus; considerou
a profecia de Daniel, que afirmava que um dos gregos destruiria
o império persa, e este seria ele. Deixou seus exércitos nas
vizinhanças de Ierushalaim. Alexandre conquistou não só o reino
persa, mas todos os territórios que faziam parte do Império
Persa. Incluía Mesopotâmia e Egito, Samaria e Judá. Por onde
estendesse suas conquistas, ele pretendia que fossem centros
de civilizações gregas.
Eram estabelecidas por gregos, administradas por gregos e defendidas
por gregos. A cidade egípcia se tornou a do seu próprio nome,
"Alexandria". Era talvez a maior delas no seu Império. A cultura
que compartilhavam era helenista, Hellas, o nome grego para
sua terra natal. Depois que Alexandre o Grande conquistou o
Império Persa, o impacto da cultura grega se espalhou pelas
províncias. Judá não foi poupada.
Duzentos anos de cultura grega deixaram forte impressão na vida
judia em Ierushalaim. Muita gente pobre e rica foi afetada pelas
idéias e práticas gregas, e quando os sacerdotes que trabalhavam
no Templo se helenizaram também, a situação ficou perfeita para
a revolta daqueles que não aceitaram essa mudança cultural.
Foi tamanha a influência grega sobre o povo judeu, que a Brit
Hadasha (Novo Testamento) foi escrito em grego. Alguns historiadores
consideram este fato importante para a divulgação do evangelho,
já que facilitou o crescimento posterior da Igreja Primitiva,
pois todos falavam grego. O rei Antiochus Epiphanes, procurando
exercer seu poder sobre a vida cultural e civil, decretou o
fim do estudo e da obediência da Torá.
Judá Macabeu,
que escreveu o livro dos Macabeus, liderou a revolta que permitiu
à população judia voltar à vida segundo suas tradições. O período
de influência helenista na Palestina, que começou com Alexandre,
o Grande, 332 a C., mostra que apesar da revolta de muitos ultra-ortodoxos
contra esta absorção de cultura do povo judeu, principalmente
escrita no livro de Macabeus, teve um saldo positivo, até mesmo
na divulgação da Palavra de D-us. Mesmo na época de Ieshua o
helenismo era uma força na Palestina, e o foi por três séculos.
A importância das idéias gregas, costumes, métodos de administração,
a grande expansão de construção de casas no estilo helenista,
tudo isso afetou a vida dos habitantes ricos da Palestina, a
aristocracia da capital de Judá, e Ierushalaim. Judeus falavam
grego, e termos gregos entraram no seu vocabulário diário. Havia
em Judá muitas colônias gregas, e muitos gregos se converteram
ao judaísmo.
| 332
A C
Alexandre /
Helenização |
167
A C
Revolta Macabeana |
A Menorah de sete ramificações (conhecido como
candelabro) ocupava uma posição central no Templo. Após a revolta,
os macabeus rededicaram o templo e reacenderam a Menorah, fato
esse que não acontecia desde há muito, pois fora extinto durante
o culto pagão. A pequena jarra de óleo puro que encontraram, suficiente
para um único dia, queimou durante sete dias. Para comemorar esse
milagre a Menorah usada em Chanukah tem oito ramificações. Os
líderes hasmoneanos que seguiam a Judá e sua família desenvolveram
e refortificaram a Ierushalaim.
Durante
esses anos os cargos do rei e do sumo sacerdote foram consolidados
numa única função da monarquia reinante. Com
o passar do tempo a visão macabeana de um país independente
se esvaiu, em face do tumulto político existente. Roma, que
era o poder em crescimento no Mediterrâneo, conquistou a Grécia
e logo depois Ierushalaim, no ano 63 a C., acabando com a independência
política. Os hasmoneanos continuaram a reinar, sob a proteção
de Roma, até 37 a C. A Menorah é o símbolo do estado moderno
de Israel. Durante o
Segundo período do Templo, os muros da cidade de Ierushalaim
se expandiram até sua máxima circunferência conhecida na história,
na era de Esdras e Macabeu, Judá Macabeu e Herodes o Grande.
Era o tempo de reconstruir o Templo, a cidadela perto da Porta
de Jafa, e um calidoscópio de outras estruturas, semelhantes
às que uma pessoa encontraria em qualquer cidade greco-romana
contemporânea. Ierushalaim assumira a aparência de uma grande
cidade helenística, embora com alma judia.
| 162
A C
Rededicação do Templo
(Chanucat Beit Hamikdash) |
141
A C
Dinastia Hasmoniana |
HERODES
Herodes, nomeado pelos romanos, foi Procurador da Judéia de 37
a C. a 4 d C. Tinha a fama duvidosa de ter sido o líder menos
popular da história judia. Diz-se que era judeu por religião.
Sua família veio da Iduméia, região no sul de Judá. Tinha geralmente
o cuidado de não ofender as leis judaicas, como por exemplo: pelo
fato de não permitir que suas moedas apresentassem efígie romana,
e não ser permitido colocar nos prédios em Ierushalaim símbolo
algum da ocupação Romana. Reconstruiu o Templo - no estilo helenista,
evidentemente - mas tão somente os sacerdotes judeus tinham a
permissão para tomar parte na sua reconstrução.141 A C Dinastia
| 141-37
A C
Dinastia Hasmoniana |
37
A C
Herodes torna-se procurador da Judéia |
19
A C
Herodes reconstrói Templo |
4
A C
Morte de Herodes |
4
A C - 4 D C
Nascimento de Ieshua |
"E acontecerá nos últimos dias que se firmará
o monte da casa do Senhor no cume dos montes e se exalçará por
cima dos outeiros: e concorrerão a ele todas as nações. E virão
muitos povos e dirão: vinde, subamos ao monte do Senhor, à casa
do D-us de Jacó, para que nos ensine o que concerne aos seus caminhos,
e andemos nas usas veredas; porque de Sião sairá a lei e a palavra
do Senhor de Ierushalaim. E ele exercerá o seu juízo sobre as
gentes, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas
espadas em enxadões e as suas lanças em foices: não levantará
espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerrear"
Is 2.2-4 (4 A.C)
| Primeiro
período do Templo |
Retorno
a Ierushalaim |
Dinastia
Hasmoniana |
Reinado
de Herodes |
Proterorado
Romano |
| Destruição
do Templo
586 A C |
Reconstrução
do Templo
516 A C |
Revolta
Macabeana
167 A C |
Expansão
do Monte do Templo - renovação do Templo
19 A C |
Destruição
do Templo
70 D C |
| Exílio
na Babilônia |
Esdras
e Neemias |
Retorno
da Adoração |
Jornada
para os Festivais em Ierushalaim |
Segundo
Exílio |
| Desejo
de voltar a Ierushalaim |
Nova
ênfase na lei e no ritual |
Período
de expansão de terra e religião |
Separação
do rei e do povo - origem dos zelotes |
Ano
novo em Ierushalaim |
COMO
O SEGUNDO TEMPLO FOI RECONSTRUÍDO
O Templo foi bem maior que o anterior, o que a princípio não
agradou aos judeus. Contudo Herodes os convenceu de que seria
bem mais bonito. No seu lado oeste havia quatro portões: o primeiro
levava ao Palácio real por uma passagem pelo vale intermediário;
o segundo e o terceiro conduziam aos subúrbios da cidade; o
último ia dar em outra cidade.
Iniciador: Herodes
Arquitetos: artesãos romanos
Mão-de-obra: população local - 10.000 homens.
Tempo de construção: aproximadamente 10 anos.
Apoio: 1.000 vagões.
Renovação do próprio Templo: 18 meses.
Mão-de-obra para o mesmo Templo: sacerdotes.
O Monte do Templo: 40 acres.
Altura: canto sudeste 48 m do leito da rocha (158 pés).
Muro oeste: 485 m (1.600 pés).
Muro Norte: 313 m (1.033 pés).
Muro sul: 280 m (924 pés).
Muro leste: 470 m (1.550 pés).
Pedras: Calcário local talhados no norte da cidade. Acabamento
com estrutura e centro liso "saliente".
Altura: 1.3 m - 1.85 m de altura (3.3-6 pés).
Comprimento médio: 1m - 10m (3 pés - 30 pés).
Peso médio: 1-40 toneladas.
Maior pedra: 12.5 m de comprimento (41 pés), 5 m de grossura,
400 toneladas.
DOMINAÇÃO ROMANA
Existe pouca informação quanto a Ierushalaim durante os primeiros
anos da ocupação romana, exceto o fato de os judeus terem, ocasionalmente,
permissão para orar entre os escombros do Monte do Templo. No
ano de 132 d C., o imperador Adriano anunciou seus planos para
a reconstrução da cidade, mudando seu nome para Aelia Capitolina.
A comunidade judia, sob a liderança de Bar Kochba e Rabi Akiva,
deu início à malfadada revolta judia contra Roma. Após um período
de conflito, Bar Kochba e seus seguidores foram derrotados e
Adriano retornou a seu plano de construir a nova cidade romana.
A rua principal,
Cardo, com barracas de mercado, começava no Portão de Damasco,
indo até a estrada leste-oeste, chamada Decamanus. O fórum e
a quadra abrigavam divindades romanas. A população judia, proibida
até mesmo de visitar o interior dos muros de Ierushalaim, estabeleceu
novas fortalezas em Yavneh e na Galiléia. Os romanos tentaram
apagar a rebelde nação judia do mapa. Mudaram o nome oficial
da região, de Judéia para Palestina, que lembrava as tribos
filistéias expulsas fazia muito tempo. É claro que o povo judeu
nunca aceitou a tentativa romana de erradicar seu nome do mapa,
sempre chamando a região de Eretz Israel. Quando Julius César
foi assassinado, em 44 a C., Octavius, de 19 anos, neto da irmã
de Julius César, foi rapidamente da Grécia para Roma, a fim
de reivindicar sua herança como cabeça do Império Romano.
Depois de algumas batalhas ele passou a reinar, e reinou durante
45 anos. O suicídio de Marco Antonio e Cleópatra, rainha do
Egito, deixou Octavius em ótima posição no domínio Romano. Deram-lhe
o título de honra de Augustus. Foi nesse período que Ieshua
nasceu e cresceu numa das províncias romanas, tempo esse que
foi como uma era de ouro. Augustus restituiu ao Senado Romano
alguma dignidade, da que lhe fora roubada por Julius César.
Tentou trazer de volta a antiga religião romana, reconstruindo
templos e revivendo rituais antigos. Esforçou-se por soerguer
os padrões morais da família. A literatura e a arte floresceram.
Ovídio (Ars Amoris), Virgílio e Horácio escreveram sobre essas
virtudes levantadas por Augustus. Após sua morte, em 14 d C.,
seu filho adotivo, Tibério, o sucedeu.
Depois
veio Gaio, conhecido como Calígula, em 41 d C., a seguir Cláudio
e finalmente Nero. Mesmo após o incêndio que deixou ilesas tão
somente quatro regiões da cidade, ele construiu a Domus Aurea,
um vasto complexo de edifícios, com cerca de 125 acres. Nero
suicidou-se em 68 d C., após uma revolta no seu exército. Foi
nesse tempo que os apóstolos Pedro e Sha'ul (Paulo) atuaram.
"Como se acha solitária aquela cidade,
dantes tão populosa! Tornou-se como viúva; a que foi grande
entre as nações, e princesa entre as províncias, tornou-se tributária!"
Lm 1.1
| 4
D C
Morte de Herodes |
70
D C
Destruição
do Templo |
132-135
D C
Revolta
de Bar Kochba |
200
D C
Judah HaNasi compila o Mishnal |
328
D C
Conquista Bizantina |
PERÍODO
BIZANTINO
Constantino, filho de Constantinus e Helena, foi promovido a
César sob o reinado de Maximiano, em 293 d. C. Posteriormente,
Constantino se casou com Fausta, filha de Maximiano, quando
veio a dominar toda a metade do Império, na parte noroeste.
A parte leste estava sob o controle de Liticinius. Eles se encontraram
em Milão e fizeram um acordo político de liberdade de adoração
aos cristãos e restauração de todos os bens confiscados. O edito
veio a ser conhecido como o "Edito de Milão", de grande importância
para os cristãos, pois estabeleceu o cristianismo como religião
oficial do império. Por que Constantino deu esse passo?
Alguns afirmam que foi por influência de sua mãe Helena; outros,
que foi uma ferramenta política, já que Constantino se mostrava
muito forte na época. Seguindo a rebelião de Bar Kochba, a presença
dos judeus em Ierushalaim dependia da boa vontade dos diferentes
conquistadores que estariam no comando. Em 326 d. C. o Cristianismo
se tornou a religião oficial do então Santo Império Romano.
Muitas igrejas foram construídas. A importância de Ierushalaim
como centro cristão foi temporariamente interrompida pelo Imperador
Juliano, que se voltou para a antiga religião grega. Sua ordem
de reconstrução do Templo, em 363 d. C., trouxe esperança aos
judeus, mas foi eliminada no ano seguinte, ao ser ele morto
numa batalha. Nos anos que se seguiram os muros da cidade foram
reconstruídos, e um novo programa de reconstrução foi iniciado.
Uma imagem da cidade é preservada no mapa de Madaba, do século
VI. O aspecto que mais chamava a atenção era o Cardo, a rua
principal que ligava o Portão de Damasco à área do Portão de
Sião. Proeminentemente nessa rota estavam as igrejas do Santo
Sepulcro, e a nova igreja, Nea. A área do Monte de Templo permanecia
deserta. Os judeus estavam proibidos de visitar este local,
tão sagrado. Foi nessa época que surgiu a idéia da Ierushalaim
Espiritual, para a tão dispersa nação judia. A cidade não poderia
ser fisicamente tocada, no entanto judeus pelo mundo afora poderiam
sonhar em retornar a Ierushalaim e orar diante do Monte do Templo,
situado a milhares de milhas.
Desse período em diante, qualquer casamento testemunharia a
centralização de Ierushalaim, pois a tradição de o noivo quebrar
um copo com o pé significava lembrar a destruição do Templo.
A cada festa de Pessach (Páscoa) os judeus culminariam o Cedron
tendo esperança para o próximo ano em Ierushalaim! Três vezes
por dia os judeus olhavam em direção ao leste, quando oravam,
voltando o rosto para a terra de Israel, a terra espiritual
judia. Quer estivessem em Portugal, no Paquistão, na Pensilvânia,
África do Sul, ou Dakota do Sul, oravam por chuva ou tempo seco,
de acordo com as necessidades climáticas de Israel. E suplicavam,
ansiando pela volta à independência judia em sua terra natal:
"Que possamos ver o misericordioso retorno a Sião!"
| 328
D C
Constantina e Helena em Ierushalaim |
363
D C
Término do Talmude de Ierushalaim |
614
D C
Conquista persa de Ierushalaim |
638
D C
Omar Conquista Ierushalaim |
CONQUISTA
MUÇULMANA
Logo após a conquista muçulmana, em 638 d. C., o califa Omar
veio a Ierushalaim e imediatamente iniciou a renovação da cidade,
começando com o entulho que sujava o Monte do Templo. De acordo
com a tradição local, Omar atirou sua bolsa cheia de moedas
de ouro nos escombros que cobriam o Monte Moriá. Os pobres e
necessitados cuidavam de limpar o lugar, tendo as moedas como
recompensa. Omar rededicou a área como um local de adoração
muçulmana. Seu filho Abdel-Malik venerou a memória do pai num
memorial construído sobre a rocha da lenda (a pedra da fundação,
o local onde Isaque fora oferecido como sacrifício, o ponto
onde o Templo tinha permanecido), o Domo da Rocha em 691 d.C.
Continuando a dinastia, El-Walid construiu a mesquita de Al-Aksa,
em 701 d.C., que se tornou o terceiro santuário mais sagrado
do Islã. Os muçulmanos chamavam a plataforma do Templo inteiro
por um novo nome, Haram el-Shariff (santuário nobre). Esses
muçulmanos fizeram muita coisa para melhorar a cidade de Ierushalaim:
seus muros foram reparados, e a vida em geral retornou à normalidade.
A comunidade judia cada vez mais voltou a morar na cidade, construiu
sinagogas e centros de estudo.
Quando
o califa Omar visitou Ierushalaim, logo após a conquista perguntou
aos judeus: Em que parte da cidade vocês gostariam de morar?
Eles responderam: Na parte sul. Era o mercado dos judeus. Sua
intenção era estar perto do Templo e seus portões, bem como
das águas do Siloam, para seus banhos rituais. O emir dos fiéis
lhes concedeu isso.
"A comunidade judia uma vez mais floresceu, e os judeus estavam
entre aqueles que guardavam os muros de pedra. Em troca eles
foram empregados para limpar a área de Haram, de lixo. Existe
também evidência de que outros judeus fizeram o vidro e os pavios
para as lamparinas, e que essas eram as ocupações tradicionais
dos judeus do século VIII em diante" (Mujir al-Din, História
de Ierushalaim e Hebrom).
| 638
D C
Conquista Muçulmana |
750
D C
Lei Abbasid |
900
D C
Estabelecimento do Karaite em Ierushalaim |
969
D C
Lei Fatimids |
1099
D C
Conquista dos Cruzados |
REINO
LATINO DE IERUSHALAIM
Respondendo ao chamado do Papa para libertar a Terra Santa das
mãos dos infiéis, os cruzados sitiaram Ierushalaim durante um
mês, no verão de 1099. Guiados pelos cavalheiros franceses e
alemães, tomaram a cidade pelo Norte. Os muçulmanos e os judeus
eram considerados pagãos pelos cruzados cristãos, e eram mortos,
caso - na hora - não se tornassem cristãos. Os cruzados restabeleceram
Ierushalaim como cidade cristã. Mapas desse período retratam-na
como centro do mundo. No entanto, nem todos eles estavam entusiasmados
com o idealismo da sua missão. Muitos eram desajustados e criminosos,
que seguiam os cavaleiros levados pela esperança de ganhar fama,
fortuna e aventura. Muitas igrejas e mosteiros foram construídos
nos locais que de alguma forma estavam conectados com a vida
de Ieshua e de seus discípulos. No final do reino dos cruzados
em Ierushalaim, bairros foram estabelecidos para as comunidades
latinas, armênias e sírias, enquanto muçulmanos e judeus, em
grande número, eram impedidos de nela viver.
| 1099
Reinado latino em Ierushalaim |
1167
Benjamim de Tudela |
1187
Salahadin conquista Ierushalaim |
IERUSHALAIM
- CENTRO DA RELIGIÃO
| JUDAÍSMO
|
CRISTIANISMO
|
ISLAMISMO
|
| 2000
A C
Promessa de D-us a Abraão |
30
D C
Ministério de Ieshua |
632
A C
Maomé - Meca - Medina |
| 1250
A C
Moisés / Dez mandamentos / Torá |
135
D C
Igreja muda-se Ierushalaim para Antioquia |
638
A C
Omar em Ierushalaim |
| 1200
- 1020 A C
Período dos juízes |
328
D C
Conquista Bizantina - construção do santo sepulcro
|
691
- 701 D C
Saladino restaura Islã |
| 1000
A C
Primeiro período do Templo |
1099
D C
Reino latino em Ierushalaim |
|
| 922
- 587 A C
Período dos Profetas |
Século
19
Estabelecimento de igrejas européias |
|
| 586
A C
Destruição do Templo |
|
|
| 540
A C
Segundo período do Templo |
|
|
| 70
D C
Destruição do Segundo Templo - dispersão dos judeus
|
|
Oração
-
Cinco vezes por dia - Caridade e observação dos festivais
|
| Princípios
básicos religiosos:
Crer em um D-us |
Princípios
básicos religiosos:
Crer em um D-us |
Princípios
básicos religiosos:
Crer em um D-us |
| Sábado:
o dia de descanso - aceitação da Bíblia e escritos proféticos;
Talmude |
Domingo:
o dia de descanso - Novo Testamento sagrado; Ieshua como
Messias - acreditar na ressurreição |
Sexta-feira:
dia de descanso Alcorão é seu livro central - Maomé é
o profeta de D-us |
| Conceito
de todo Israel - Um povo observador do Shabbat
Kashrut (leis alimentícias) e Brit Milah (circuncisão)
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Santa
Ierushalaim -
local da última semana de Ieshua |
Conceito
de Haj - Peregrinação sagrada a Meca. Meca,
Medina e Ierushalaim -
Cidades sagradas |
RETORNO DOS MUÇULMANOS
No ano de 1187, Ierushalaim já não estava nas mãos dos cruzados.
Os muçulmanos, liderados pelo general árabe Saladino, recapturaram
a cidade. Foi quando estes governaram Ierushalaim que o rabino
Moshe bem Nachman (Nachmanides) se mudou para lá e estabeleceu
a sinagoga Ramban, hoje bairro judeu. Uma réplica da carta que
ele enviou a seu filho está hoje em exposição na sinagoga Ramban.
"Encontramos somente dois judeus, irmãos, tintureiros, uma casa
em ruínas com pilares em mármore e um lindo domo que julgamos
ser uma sinagoga (...) Fomos á cidade de Sechem para trazer
de lá os Pergaminhos da Lei, que antes se encontravam em Ierushalaim,
e haviam sido roubados pelos tártaros.
Construímos
uma sinagoga, e nela oraremos". Vieram então os mamelucos, ex-escravos
que à força se haviam convertido ao islamismo. Como acontece
freqüentemente, eles eram mais zelosos com a identificação de
sua religião do que os muçulmanos haviam sido com sua fé. Os
mamelucos pouca atenção prestavam às estruturas políticas e
de defesa de que Ierushalaim necessitava. Em vez disso, construíram
edifícios religiosos (madrassas), que demonstravam seu amor
pelo Islã. A evidência da bela arquitetura mameluca pode ser
vista abundantemente na área do Shuk (bazar, mercado) e no Monte
do Templo. Na história dos judeus, 1492 marca sua expulsão da
Espanha, pelo Rei Ferdinando e a rainha Isabel, que enviou Colombo
à sua famosa missão ao novo mundo. Muitos judeus que foram forçados
a deixar o lar foram para Ierushalaim.
O rabino Ovadia de Bartinora (1450-1510) manteve registros de
sua viagem por Ierushalaim. Ele descreveu uma cena de desolação
e pobreza, com as famílias judias estabelecidas na cidade, aparentemente
sem meios de sustento material. No entanto de algum modo - talvez
por sua força espiritual - os judeus se prenderam tenazmente
à vida de sua querida cidade sagrada. O rabino Ovadia também
se estabeleceu em Ierushalaim, apesar de todos os perigos e
dificuldades, e sua liderança carismática inspirou o aliyah
(imigração) de muitos judeus, da Espanha e de Portugal (Sephardim).
| 1250
O governo mameluco em Ierushalaim |
1267
Moshe bem Nachman Ramban |
1488
Rabi Ovadia Bartinora |
1517
Império Otomano |
O IMPÉRIO OTOMANO
Muitos governantes estrangeiros conquistaram e perderam Ierushalaim.
Em 1517 os turcos tomaram posse da cidade, e a Palestina e Ierushalaim
se tornaram parte do Império Otomano (muçulmano turco). Suleiman,
o Magnífico, Sultão do Império Otomano, ordenou, em 1538, que
os muros de Ierushalaim fossem reconstruídos. Com um ponto de
vista diferente dos mamelucos, que se dedicavam à construção
de estruturas religiosas, Suleiman percebeu que a construção
de um muro em torno de Ierushalaim criaria uma defesa adequada
à sua recente conquista.
Os engenheiros de Suleiman, na intenção de agradar o sultão
e terminar logo o enorme trabalho, deixaram de fora o canto
sudeste da antiga cidade - o Monte Sião -, fora dos muros. Em
razão de sua displicência, os engenheiros foram decapitados,
e enterrados em duas sepulturas no Portão de Jafa.
| 1500
Misticismo centrado em Safad |
1600
Judeus se estabelecem em Tiberíades
|
1625
1500 Judeus em Ierushalaim |
1700
Imigração Européia |
Os turcos
aderiram ao conceito islâmico de considerar os judeus cidadãos
de Segunda classe. Eles eram chamados de "Dhima" e só eram tolerados
por serem considerados "povo do Livro", compartilhando a crença
monoteísta do Islã. Eles não confiavam nos judeus, e os perseguiam,
em razão de sua rejeição a Maomé e seus ensinamentos. As sinagogas,
por lei, não poderiam ser mais altas que as mesquitas da cidade.
Os judeus tinham que usar um emblema especial. Seu testemunho
na corte não tinha valor algum, se fosse contra um muçulmano.
Até hoje existe o status de "Dhima" em alguns países árabes.
| 1801
Vilna Gaone em Ierushalaim |
1840
Gabinete do rabino-chefe estabelecido pelos turcos
|
1881
Eliezer Bem Yehuda, fundador do novo hebraico se estabelece
em Ierushalaim |
1897
Primeiro congresso sionista |
SÉCULO 18 EM DIANTE
"Parece que todas as raças e cores e línguas da Terra devem
ser representadas entre as catorze mil almas que vivem em Ierushalaim.
Superabundam trapos, desolação, pobreza e sujeira, sinais e
símbolos que indicam a presença de liderança muçulmana, mais
do que a própria bandeira". Mark Twain, Os inocentes no exterior.
Em 1860, os judeus começaram a passar para fora dos muros de
Ierushalaim. O governo turco Otamano deu início a muitas reformas
civis, que proporcionaram aos judeus uma sensação cada vez maior
de status e liberdade. Quando o rico filantropista inglês Sir
Moses Montefiore contemplou a construção de Mishkenot Sha'ananim
(Residências Tranquilas), fora dos muros da cidade, muitos dos
residentes do bairro judeu concordaram em relocar. Não há dúvidas
que Sir Moses lhes deu "gratificações" financeiras por suas
corajosas atitudes modernas.
Sem os muros da cidade para protegê-los, os colonos de Ierushalaim
voltavam à noite às suas moradias dentro dos muros. O eventual
sucesso de Mishkenot Sha'ananim levou a uma maior expansão para
fora do muro. O estabelecimento de Mea hearim (cem medidas)
em 1875 foi típico do que se transformou em êxodo de tipos.
Iemenitas, húngaros e outros grupos comunitários se mudaram
para fora dos muros à medida que Ierushalaim se expandia para
o norte e para oeste. O retrato de Ierushalaim começou a mudar
no final de 1880, com o influxo de poderes europeus que abriram
consulados. Com sua política segura, os peregrinos cristãos,
bem como os judeus, se estabeleceram na cidade. O caráter de
Ierushalaim foi realçado pela construção de vários prédios públicos.
O Hospício Italiano e a Igreja Russa, ambos construídos nessa
época, refletem o estilo arquitetônico trazido à cidade por
grupos novos.
MANDATO BRITÂNICO
Na virada do século, o Império Otomano começou a desmoronar.
A população de Ierushalaim foi engolida pela primeira e Segunda
Aliyah da Europa e milhares de judeus do Iemen. Muitos se estabeleceram
na parte oeste da cidade. A primeira guerra mundial trouxe o
fim para a lei otomana. O general Allenby entrou na cidade Velha
pelo Portão de Jafa para assumir o controle de Ierushalaim,
para os britânicos. Sob o governo britânico, os serviços aumentaram
e bairros com jardins, como Rehavia, foram reestruturados. Talbiah,
as colônias gregas e alemãs e Romena se desenvolveram, e sedes
municipais foram centralizadas na nova prefeitura, na Estrada
de Jafa. Em 1917, a Declaração Balfour levou a população local
e os judeus do mundo inteiro a acreditar que a Terceira comunidade
Judia estava pronta.
Este documento, uma carta de Lorde Balfour ao Dr. Chaim Waizman
(posteriormente primeiro presidente de Israel), falava sobre
a intenção do governo britânico de estabelecer um local na Palestina
onde os judeus pudessem viver. No entanto, quando tumultos aconteceram
em Ierushalaim e em outras cidades, entre 1929 e 1936, o governo
britânico deu início a um programa de reconciliação com os árabes.
O infame White Paper (1939) limitava a imigração judia à Palestina.
A sua publicação, na época em que Hitler aumentou sua perseguição
ao povo judeu europeu, foi um tempo negro para os judeus em
Ierushalaim.
| Ano
|
Judeus
|
Muçulmanos
|
Cristãos
|
| 1800
|
2.000
|
|
|
| 1840
|
7.000
|
5.000
|
3.300
|
| 1860
|
10.000
|
7.000
|
5.000
|
| 1882
|
14.000
|
7.500
|
7.500
|
| 1900
|
30.000
|
7.000
|
10.000
|
| 1917
|
45.000
|
10.000
|
15.000
|
| 1931
|
51.000
|
19.500
|
19.500
|
| 1948
|
100.000
|
40.000
|
|
SEGUNDA
GUERRA MUNDIAL E INDEPENDÊNCIA
Muitos sobreviventes, com cicatrizes profundas e desolados com
suas experiências nos campos de concentração, estavam determinados
a construir uma nova vida com os judeus. Muitos deles se mudaram
para a Palestina, apesar das restrições para a entrada dos britânicos,
e se tornaram os pioneiros da Israel moderna, fundando Kibbutzim
e cidades e criando uma conscientização judia de coragem e independência.
Eles se uniram à recém formada força de defesa de Israel e ajudam
na luta que levou a fundação do que é hoje o moderno estado
de Israel, em 15 e maio de 1948 (5 lyar, 5708).
Depois
da guerra da independência, a velha cidade de Ierushalaim estava
sob o controle jordaniano. Muitos imigrantes novos vindos de
países orientais incharam a população de Ierushalaim. Novos
projetos de casas populares foram realizados em Katamom e Shmuel
HaNavi para absorver o número cada vez maior de imigrantes.
Com a cidade dividida, muitos ex-residentes do bairro judeu
se estabeleceram em subúrbios ao norte e a oeste, e este se
tornaram parte de Ierushalaim.
| 1917
Declaração de Balfour |
1939
White Paper Mundial |
1939-1945
Segunda Guerra |
1947
Plano de Partição |
1948
Guerra da Independência |
GUERRA
DOS SEIS DIAS
"Motta estava encostado contra um dos muros, sentindo como se
houvesse retornado a casa, a meta de suas aspirações. Nomes
da história lhe rodam no pensamento. O Monte do Templo, Monte
Moriá, Abraão e Isaque, o Templo, os Macabeus, Bar Kochba, romanos,
gregos. Nós no Monte do Templo. O Templo é nosso." O portão
do Leão, reproduzido no Muro Ocidental, Meir Bem Dov. A Guerra
dos Seis dias, em junho de 1967, restaurou a Israel a velha
cidade de Ierushalaim. A cidade capital, que fora dividida durante
19 anos, estava unida. Na euforia que se seguiu à libertação
de Ierushalaim, milhares de pessoas foram ao Monte do Templo,
a Kotel, para ver tocar e agradecer junto ao Muro, que se tornou
o centro nacional, cultural e religioso do Estado de Israel
e do povo judeu pelo mundo afora. Um avião contendo um grupo
de brasileiros que realizava um tour pelo oriente, Seul, Egito,
Israel, chegara à Ierushalaim na 5ª feira. No Sábado, que é
o Sabbath, em meio a ruas tranqüilas, de repente toca a sirene
de alarme, avisando que a Guerra havia começado.
IERUSHALAIM NO FUTURO
Com a reunificação de Ierushalaim, mais terra ficou disponível
para a expansão da cidade. Novos bairros residenciais com estilos
arquitetônicos únicos começaram a surgir em Ierushalaim: Ramor,
French Hill, Gilo e NveYaacov foram estabelecidos como um cinturão
de segurança, assegurando a integridade de Ierushalaim. Os nomes
das ruas de algumas dessas áreas lembram a coragem nas batalhas
da Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967. Depois de 1967 Ierushalaim
continua a crescer e a desenvolver-se. A população dobrou e
os novos bairros estão completos. Grandes parques, boulevards
e áreas públicas muito bem cuidadas compõem hoje o retrato de
Ierushalaim, uma cidade moderna e próspera. Ierushalaim é uma
cidade de contrastes, o novo e o velho girando em cima de 4.000
anos de história. Ela é a cidade eterna, nas encruzilhadas do
mundo, ansiosamente contemplando o futuro.
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