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Reforma
ou Restauração? Qual é a saída para a História?
O que é restauração e como ela acontece? Parece que até o presente
momento a Igreja ainda não compreendeu o que realmente significa
a restauração. Vejamos qual é o projeto real do Eterno em relação
à Igreja e Israel no que diz respeito a restauração.
A definição de restauração
Restaurar não é reformar. A reforma é o ato de consertar um
objeto usando qualquer tipo de material no conserto ou reconstituição.
Na reforma o mais importante é o objeto em si e não o material
utilizado para tal. Já a restauração trata as coisas de um ângulo
diferente, pois na restauração a reconstituição é feita levando-se
em conta o material original que foi utilizado. Esta é a definição
real de restauração. Qualquer pessoa é capaz de fazer uma reforma.
Alguns a fazem de forma satisfatória, outros não. Isso não importa,
pois não levam em conta a originalidade daquilo que está sendo
reformado, mas sim o seu aspecto exterior. A restauração é diferente,
pois deve-se levar em conta que são necessários os materiais
originais, além de pessoas tecnicamente capazes a fim de realizarem
a restauração, que nem sempre é rápida e eficiente. Às vezes
ela é demorada, pois o objeto da restauração foi tão desfigurado
que faz-se necessário ir fundo a fim de descobrirem e retirarem
tudo o que obstrui a verdadeira aparência daquele objeto. Qual
seria então a forma utilizada pelo Criador para trabalhar com
seu povo? Seria Ele adepto de grandes reformas, através de rápidos
movimentos? Qual seria a estratégia bíblica utilizada pelo Eterno?
A restauração em Israel
Quem conhece a história de Israel sabe muito bem que o Eterno
nunca reformou a nação! No decorrer da história houve sempre
um anseio do Eterno a fim de restaurar em Israel sua presença,
as práticas bíblicas (quando delas se desviavam) e a obediência
à Sua Palavra. Durante o período de Samuel, quando foi introduzida
a monarquia em Israel, houve uma clara rejeição da Teocracia
(governo do Senhor) sobre seus servos por parte do povo. Suas
palavras espelham bem o que estava em seus corações:
"Então todos os anciãos de Israel se congregaram,
e vieram a Samuel, a Ramá, e disseram-lhe: Eis que já estás
velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos,
pois, agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como
o têm todas as nações. Porém esta palavra pareceu mal aos olhos
de Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos julgue.
E Samuel orou ao Senhor. E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz
do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a
ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles.
Conforme a todas as obras que fizeram desde o dia em que os
tirei do Egito até ao dia de hoje, a mim me deixaram, e a outros
deuses serviram, assim também fazem a ti. Agora, pois, ouve
à sua voz, porém protesta-lhes solenemente, e declara-lhes qual
será o costume do rei que houver de reinar sobre eles" (1
Sm 8:4-9).
Após
este pedido, Samuel explica qual seria a forma de agir de um
rei - para que o povo estivesse consciente daquilo que viria
sobre eles - mas mesmo assim todos os presentes optaram pela
manutenção de seu pedido: eles realmente queriam um homem reinando
sobre eles! "Porém o povo não quis ouvir
a voz de Samuel; e disseram: Não, mas haverá sobre nós um rei.
E nós também seremos como todas as outras nações; e o nosso
rei nos julgará, e sairá adiante de nós, e fará as nossas guerras.
Ouvindo, pois, Samuel todas as palavras do povo, as repetiu
aos ouvidos do Senhor. Então o Senhor disse a Samuel: Dá ouvidos
à sua voz, e constitui-lhes rei. Então Samuel disse aos homens
de Israel: Volte cada um à sua cidade" (1 Sm 8:19-22).
Quando percebemos o resultado desta atitude compreendemos que
o Eterno não desejou isso para seu povo! Ele apenas consentiu
que eles tivessem um rei! Isso faz uma diferença muito grande,
pois neste caso o eterno atendeu um pedido daqueles que insistiam
em Ter uma identidade igual à dos demais povos da terra. Eles
queriam ser iguais. O Eterno planejara que eles seriam diferentes!
A
história continua seu curso e Israel continua se "misturando"
com outros povos - e, consequentemente perdendo parte de sua
identidade - quando o eterno intervém na história e envia seu
próprio Filho a fim de trabalhar na restauração de Israel. Dá-se
então o nascimento de Yeshua (Jesus). Paulo faz uma afirmação
surpreendente quanto à isso dizendo: "Mas,
vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido
de mulher, nascido sob a lei" (Gl 4:4). Paulo fala de
algo completo, pleno, numa época já determinada pelo Eterno
a fim de que esse homem especificamente, viesse a fim de mudar
o curso da história e trabalhar na restauração daquilo que fora
desfigurado pelo tempo! E assim foi! Quando, aos 30 anos Yeshua
inicia seu ministério, ele é compreendido por muito poucos,
pois suas palavras parecem causar um impacto tão profundo na
vida das pessoas que para alguns isso representa um grande perigo:
mudar muito daquilo que os homens haviam introduzido como um
legado seu na vida de Israel. Yeshua então traz à tona conceitos
muito conhecidos dos judeus. Todos estes conceitos faziam parte
da Lei e dos profetas, mas ele os traz à tona de uma forma nova,
restaurando o desejo inicial do eterno quanto à sua Palavra.
Nada do que fora dito na Lei e nos profetas é revogado por Yeshua.
Ele mesmo declara isso: "Não cuideis que
vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.
Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem,
nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido"
(Mt 5:17-18). Yeshua concordava com todas as palavras
que haviam sido ditas anteriormente pelo Pai e pelo Espírito
de Deus. Não poderia ser diferente, pois se Yeshua discordasse,
a Escritura não seria confiável e nem mesmo D-us mereceria nosso
crédito ou confiança! O que dizer de alguém que muda constantemente
de opinião? Você confiaria em alguém que diz algo e depois fala
outra coisa completamente diferente, anulando aquilo que fora
dito anteriormente?
Creio
que não e esta também não foi a intenção de Yeshua quando esteve
entre nós. Fala-se muito do dualismo lei versus graça. Alguns
teólogos pregam e ensinam que estamos na "Era da Graça". Seria
isso mesmo verdade? Vamos analisar os dois conceitos segundo
seus defensores: - Na era da Lei os judeus deveriam cumprir
a Lei à risca a fim de alcançarem o favor de D-us. Caso contrário
morreriam. - Na era da graça, estamos livres do jugo da Lei
e não precisamos mais cumpri-la, pois ela foi abolida completamente
por Yeshua. Como, na realidade, eram perdoados os pecados na
época de Moisés e dos profetas? Bem, naquele tempo o pecador
levava um animal até o sacerdote que o sacrificava a fim de
que, através de seu sangue, os pecados do ofensor (pecador)
fossem perdoados!
Os
teólogos chamam isso de Lei! Mas eu faria uma pergunta: como
se chama o ato de alguém morrer por outrem? Quando uma pessoa
inocente morre no lugar de um culpado, como chamamos isso? Isso
é favor imerecido, ou seja, graça! Agora, durante a época de
Yeshua e até hoje, as pessoas não necessitam mais do sangue
de animais, mas precisam sim, arrepender-se e clamarem pelo
sangue de Yeshua que lhes purificará de todo o pecado. Vamos
a outro exemplo: na época de Moisés e dos profetas o adultério
consistia num ato de infidelidade, quando um dos parceiros dentro
de um casamento cometiam traição e mantinham uma sexual relação
física com outrem.
Já
no período de Yeshua até hoje o adultério pode configurar-se
num simples olhar: quando um homem olha para uma mulher e a
deseja, está configurado o adultério! Agora cabe aqui a nossa
pergunta: onde está a graça? Hoje, na realidade, temos uma lei
muito mais severa e pesada sobre nossos ombros que nos obrigam
a andarmos em santidade interior e exterior diante do D-us Eterno!
Hoje não temos como nos "desculpar", pois temos o Espírito de
D-us vivendo dentro de nós! O que Yeshua veio fazer, na realidade,
foi restaurar aquilo que o eterno desejara desde a fundação
do mundo, mas que fora desvirtuado justamente porque os homens
escolheram que um governo humano seria muito melhor do que ter
o Criador reinando sobre eles!
Restauração na História de Israel
Após a dispersão do povo de Israel no ano 70 de nossa era, muitos
dos judeus que foram espalhados por todo o mundo preservaram
suas identidades, enquanto outros simplesmente a perderam de
forma quase definitiva. No ano de 1948 Israel milagrosamente
reaparece como uma nação na terra que lhes fora dada pelo Eterno.
Isso aconteceu para que fossem cumpridas várias profecias bíblicas
nas quais o Senhor enfatiza que seu povo retornaria novamente
- agora de forma definitiva - à posse de sua terra. Porém, quando
Israel retorna para sua terra, o povo que vem para ali habitar
procede de pelo menos 89 nações diferentes do mundo! Isso significa
uma pluralidade cultural, lingüística e de costumes que poderia
fazer de Israel uma verdadeira Babel nos dias atuais.
Mas,
o Eterno cuidou para que tudo saísse conforme Seus planos! A
restauração foi sendo efetuada gradativamente até atingir sua
totalidade:
- Israel volta para sua terra, conforme as promessas do Senhor;

- A língua falada em Israel voltou a ser o hebraico - depois
desta língua estar inativa por mais de 1900 anos;
- A moeda corrente em Israel hoje é o shekel - ou em português,
o siclo, conforme nossas traduções registram na Tanach (Velho
Testamento);
- A reunificação de Jerusalém e seu conseqüente retorno como
a capital do Estado de Israel - assim como nos tempos bíblicos;
- Etc...
Ou seja, o Eterno realmente trabalhou - e ainda trabalha - a
fim de que seu povo seja plenamente restaurado às práticas e
tradições bíblicas, que realmente espelham o desejo de Seu coração
para com seu povo.
Israel é o único país do mundo onde pode-se observar as normas
e padrões bíblicos de forma plena e correta. Esteja um judeu
onde estiver ele não é capaz de observar - e às vezes cumprir
- tudo aquilo que está estabelecido na Tanach (Velho Testamento)
em obediência ao Eterno e sua Palavra. Israel é não só um lugar
especial como também tem um povo que é especial! Há ainda um
mistério na razão pela qual o Eterno escolheu Israel a fim de
manifestar neles seus propósitos eternos. A Escritura nos ensina:
"O Senhor não tomou prazer em vós, nem
vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos
os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos
os povos; mas, porque o Senhor vos amava, e para guardar o juramento
que fizera a vossos pais, o Senhor vos tirou com mão forte e
vos resgatou da casa da servidão, da mão de Faraó, rei do Egito.
Saberás,
pois, que o Senhor teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda
a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e
guardam os seus mandamentos. E retribui no rosto qualquer dos
que o odeiam, fazendo-o perecer; não será tardio ao que o odeia;
em seu rosto lho pagará"
(Dt 7:7-10).
Isso
somente faz com que nós tenhamos um maior temor diante do Eterno,
pois realmente os seus propósitos jamais podem ser frustrados!
O Eterno realmente tem o controle absoluto da história da humanidade
e encaminha todas as situações a fim de que os seus desígnios
se cumpram conforme Ele planejou! Nós cremos que ainda restam
algumas coisas a serem restauradas em Israel. Uma delas é o
seu povo, que continuará a voltar à sua pátria ancestral, a
fim de que se cumpra aquilo que foi dito pelo profeta Ezequiel:
"Portanto assim diz o Senhor Deus: Agora tornarei a trazer os
cativos de Jacó, e me compadecerei de toda a casa de Israel;
zelarei pelo meu santo nome. E levarão sobre si a sua vergonha,
e toda a sua rebeldia, com que se rebelaram contra mim, quando
eles habitarem seguros na sua terra, sem haver quem os espante.
Quando eu os tornar a trazer de entre os povos, e os houver
ajuntado das terras de seus inimigos, e eu for santificado neles
aos olhos de muitas nações, então saberão que eu sou o Senhor
seu Deus, vendo que eu os fiz ir em cativeiro entre os gentios,
e os ajuntarei para voltarem a sua terra, e não mais deixarei
lá nenhum deles" (Ez 39:25-28) - grifo nosso.
Este
aspecto tem sido fundamental na restauração do povo de Israel,
pois o seu povo é parte integrante do projeto de D-us para trazer
de volta à nação todos aqueles que outrora foram obrigados a
fugirem em virtude das perseguições. Outro aspecto que já está
em andamento neste projeto de restauração é a reconstrução do
Templo em Jerusalém. Nós sabemos da necessidade desta reconstrução
- e esse fato funciona como um sinal de que Yeshua muito breve
voltará - pois segundo Paulo é no Templo que o homem do pecado
se assentará querendo exercer o papel divino em e sobre Israel!
Isso está relatado em II Ts 2.3,4: "Ninguém
de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que
antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o
filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo
o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará,
como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus".
E
o projeto de reconstrução do Templo já está pronto. Os objetos
e vestuário que serão utilizados pelos sacerdotes já estão todos
prontos em Jerusalém! A restauração de Israel encaminha-se para
seu ápice antes da volta de Yeshua. Isso está acontecendo de
uma forma bem acelerada, demonstrando-se assim que o Eterno
tem pressa na execução de seus planos a fim de que a história
seja conduzida ao seu pleno cumprimento e assim atinja o propósito
de D-us.
A Restauração da Noiva
Quem é a Noiva de Yeshua? A Noiva são todos os crentes em Yeshua
- quer sejam eles judeus ou gentios - na realidade, judeus e
gentios crentes formam um conjunto que a escritura chama de
"Noiva". Como já dissemos, a dispersão dos judeus fez com que
muitos deles perdessem suas verdadeiras identidades judaicas,
e muitos, nem mesmo sabem que são judeus! Esse processo á chamado
de "assimilação", onde um judeu que perdeu suas raízes é assimilado
de tal forma que perde, inclusive, a consciência de sua identidade
nacional, tornando-se assim um cidadão comum no país em que
vive.
Isso, nos últimos tempos, já vem sendo restaurado pelo Eterno,
pois o Senhor tem mostrado a muitas pessoas sua verdadeira identidade.
Muitos tem descoberto de descendem de famílias ancestrais judaicas
e portanto são também judeus! Esse aspecto acrescenta algo mais
à vida destas pessoas, que via de regra são crentes salvos em
Yeshua e que nada sabiam sobre "serem judeus" na carne! Durante
séculos de história a Igreja vem recebendo influências que mudaram
o curso da mesma, conduzindo-a a uma condição de paganismo em
vários aspectos de sua identidade. Prova disso é que foi feita
uma "reforma" que é conhecida como "Reforma Protestante". Essa
reforma foi feita por Martinho Lutero (que era padre católico)
e que "descobriu" que a salvação dava-se unicamente pela fé
em Yeshua (Jesus)! Isso abriu uma perspectiva totalmente nova
na época, pois cria-se que o homem poderia "comprar" sua salvação,
assim como poderia "pagar" a fim de terem seus pecados perdoados.
É assim que Lutero divide a Igreja Católica e nasce então a
chamada Igreja Protestante.
Esta igreja nasce já com alguns problemas que se agravariam
durante o decorrer da história. Lutero preservou muito daquilo
que ele havia aprendido na Igreja Católica, e entre estas coisas
que foram "preservadas" por ele está o anti-semitismo (ódio
contra os judeus), a abolição dos símbolos bíblicos e judaicos
(colocando-se no lugar outros símbolos "cristãos", como por
exemplo a cruz), a teologia da substituição (que fala sobre
o fato de Israel ter falhado como nação que levaria a Palavra
do Eterno e que agora foi substituído pela Igreja), etc... Outro
aspecto é que a chamada "Igreja de Cristo" recebeu através das
eras uma nefasta "herança" espiritual que a corrompeu ainda
mais e que permanece até hoje. Essa herança é composta de vários
aspectos, quer sejam doutrinários, quer sejam culturais, quer
sejam ministeriais. Isso fez com que a Igreja perdesse sua verdadeira
identidade!
Senão,
vejamos alguns aspectos que nós "herdamos" de outras religiões:
- O ministério proeminente do pastor, ou o sacerdócio "papal"
dentro da Igreja. A Escritura é muito clara quando fala sobre
os ministérios, e desde a Tanach (Velho Testamento) já nos é
mostrado que há uma inter-relação entre os vários ministérios
dentro do povo de Israel. Em Efésios 4.11 Paulo fala sobre os
ministérios como ferramenta de edificação do Corpo. Mas, porque
isso não acontece hoje? Por que temos tantos ministérios "singulares"?
Por que temos tantos pequenos "papas" em nossas Igrejas?
- A negação da Tanach (Velho Testamento). A grande maioria das
Igrejas e pastores nega o Velho Testamento, usando-o somente
conforme a sua conveniência. Segundo estas pessoas, o Velho
Testamento ficou para trás e não precisa, necessariamente, ser
obedecido. Essa linha de conduta nega totalmente a unidade das
Escrituras e também a sua eficácia. Se o Velho Testamento já
não tem mais "tanta importância assim", porque o mantemos em
nossas Bíblias?Essa postura inclusive nos faz pensar que o próprio
D-us não é uma pessoa em quem possamos confiar, pois se Ele
deu aos seu povo uma palavra, e mais adiante mudou de idéia
- pois nós não precisamos mais cumpri-la - então Ele não é digno
de confiança, pois é extremamente inseguro quanto ao que diz!
- A inserção de "Festas Pagãs ao Senhor" no calendário da Igreja.
Hoje
as "celebrações" das quais a Igreja participa - e até incentiva
- não passam de festas pagãs maquiadas como "cristãs". Exemplos
disso são o Carnaval (igrejas desfilando com blocos e trios
elétricos), a Páscoa (comemorada com coelhinho que bota ovo
de chocolate), as Festas Juninas (os "arraiais dos crentes)
e o Natal (com Papai Noel e a mentira de que Jesus nasceu em
25 de dezembro).
- A música profana dentro da Igreja. Hoje tudo vale dentro da
Igreja. Alguns "santificaram" músicas e ritmos para o Senhor!
Pessoas trazem para dentro da Igreja o samba, o reggae, o rock,
e outros ritmos que estão (ou estiveram) em "alta" e adaptam
estas músicas como "louvores" ao Senhor! Nós importamos aquilo
que o mundo fez para "louvarmos" ao Senhor? Seria isso necessário?
Será que o Eterno recebe estes "louvores"? Ou melhor, será que
estes "louvores" trazem a presença do Eterno para o meio onde
estão sendo entoados? Se a resposta for não, creio que o Senhor
não está "recebendo" estas músicas!
- As "campanhas" ou "desafios" para buscarmos bênçãos das mãos
do Eterno. Nós realmente não encontramos nenhuma base para tais
atitudes. Hoje vemos muitos crentes correndo atrás de bênçãos!
O interessante é que mais uma vez o homem inverteu a palavra
que lhe foi dada pelo Eterno! Fala-se muito de "buscar" à D-us,
de ir à Igreja, de levar dízimos e ofertas ao altar, e como
resultado dessas atitudes o crente receberia as bênçãos das
quais ele tanto necessita. Ir à Igreja durante um certo período
(sete, dez, treze) semanas seguidas somente buscando por aquele
propósito certamente farão com que o Senhor "amoleça" seu coração
e nos abençoe! Ou então o crente deve levar uma "oferta de sacrifício"
e então fazer seu desafio à D-us!O resultado será que ele receberá
cem vezes mais daquilo que ofertou! O interessante é que a Escritura
nos informa que: "E será que, se ouvires
a voz do Senhor teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os
seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o Senhor teu Deus te
exaltará sobre todas as nações da terra. E todas estas bênçãos
virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do Senhor
teu Deus" (Dt 28:1-2) - grifo nosso. Moisés nos informa
que a obediência faz com as as bênçãos corram atrás de nós e
não o contrário! Será que é por isso que muitos não estão recebendo
o que pedem? Poderíamos falar sobre muitas outras coisas, porém
queremos apenas enfatizar que o eterno hoje está trazendo um
avivamento ao seu povo no sentido de que ele retorne à Sua Palavra!
Creio que quando retornarmos à Palavra do Senhor muitos de nossos
problemas cessarão, pois estaremos abandonando práticas mundanas
e retornando ao Senhor e àquilo que está escrito. Não creio
em movimentos passageiros, mas sim na perpetuidade da Palavra
que é a única capaz de produzir mudança na vida do homem e conduzi-lo
à presença do Eterno! Nós rogamos ao Senhor que possamos juntos
participar deste imenso projeto de restauração da Noiva do Cordeiro.
Isso
requer várias coisas, mas creio que as mais importantes são:
- Humildade em reconhecermos que precisamos voltar às nossas
raízes e origens dentro da Palavra;
- Honestidade a fim de reconhecermos que aprendemos e ensinamos
muitas coisas erradas e que agora precisamos nos consertarmos
a fim de consertarmos também o que dissemos aos nossos ouvintes;
- Coragem, pois muitos nos acusarão de várias coisas, pois não
compreendem que estamos no tempo do fim e que agora é a hora
do Espírito de D-us atuar desta forma, pois a Noiva precisa
muito de maturidade e equilíbrio a fim de receber o seu Noivo.
- Amor, pois precisamos amar aos nossos irmãos que não entendem
que a restauração começa no coração e se estende ao resto de
nosso ser. É individual, mas atinge à coletividade. É lenta,
mas às vezes rapidamente se propaga. Só depende de nós, pois
o Senhor já iniciou o processo e espera nossa resposta a Ele.
- Persistência, pois os resultados poderão não aparecer imediatamente,
mas certamente virão e abençoarão à todo o Corpo do Messias.
Que o D-us Eterno nos ajude a entendermos e absorvermos em nossos
corações tudo aquilo que Ele deseja para nós neste tempo do
fim!
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