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Importa a diferença?
Sábado ou domingo?
Quem autorizou
a mudança?
Se consultarmos
um dicionário, teremos as seguintes definições:
Sábado: da voz latina sabbatum; sétimo e último
dia da semana.
Domingo: da voz latina dominicius diees; primeiro dia da semana.
Contudo, em edições mais recentes esta informação
é subvertida, com a justificativa de ser um conceito
mais moderno. O mesmo sucede com calendários e almanaques.
Qual é a causa de tudo isso? A razão é
que muitos intentos de mudar o calendário já foram
feitos, no intuito de conceder ao domingo uma ênfase maior,
como dia festivo e religioso. É censurável este
propósito? Façamos uma análise desta situação.
Fazem já muitos séculos que a cristandade vem
observando o descanso dominical, porém a maioria ignora
a origem deste costume. Se observamos religiosamente um dia
da semana devemos saber o porquê.
Há muitas pessoas que pensam que o domingo é guardado
em comemoração da ressurreição de
Cristo, e por cuja morte o sábado ficou abolido.
Outros opinam que a observância do domingo é uma
instituição cristã, e não uma lei
imposta por D-us, e que afinal de contas, dá na mesma
coisa guardar um dia ou outro, sempre que isso for feito para
adorar a D-us.
E há outros que acreditam que o sábado deve ser
guardado porque é mandamento dado por D-us, cuja santidade
em nada tem mudado até hoje.
O testemunho da história
Historicamente
pode-se definir o primeiro dia da semana, como consagrado ao
“venerável dia do Sol”, do culto mitraísta
oriental. Nas línguas inglesa e alemã, o nome
dado a este dia é a confirmação deste fato:
Sunday e Sonntag, ou que significa, Dia do Sol.
A história também nos confirma que foi Constantino
o Grande, imperador do terceiro século, quem no ano de
321 de nossa era, decretou pela primeira vez o descanso dominical,
com o intuito de unificar as duas grandes correntes espirituais
de seu império: Paganismo e Cristianismo; Apolo e Cristo.
A partir desta data, a causa da união da igreja com o
estado, o domingo passou a ser observado pela cristandade.
E antes desta data? Nenhum indício achamos sobre a suposta
santidade do domingo. Nem Cristo, nem os apóstolos, nem
os cristãos do primeiro século jamais guardaram
este dia.
Teólogos católicos e protestantes reconhecem abertamente
que na Bíblia não existe nenhuma confirmação
da santificação do domingo.
O arcebispo de Rheggio, no Concílio de Trento disse:
“O sábado, o célebre dia do decálogo,
tem-se mudado para o domingo... Estas e outras coisas semelhantes
não foram mudadas devido aos esninos de Cristo, senão
por autoridade da Igreja” (Discurso de abertura do dia
18 de janeiro de 1562), “Kanon and Tradition”, 263.
O padre Enright do Colégio Redentorista, escreveu em
“Tha American Sentinel” o seguinte: “A Bíblia
diz: lembra-te do dia de sábado. A igreja Católica
diz: Não! Por meu poder divino, eu anulo o dia de sábado,
e ordeno que vós observeis o primeiro dia da semana”.
O cardeal Gibbons em seu livro “La fé de nuestros
padres”, página 89 diz: “Podeis ler a Bíblia
desde o Gênesis até o Apocalipse, e não
encontrareis uma só linha que autorize a santificação
do domingo. As Escrituras impõem a religiosa santificação
do sábado”.
Augusto Neander, um reconhecido historiador, escreveu: “A
festividade do domingo, como a de outras festas, sempre foram
uma ordenança humana. Nunca foi a intenção
dos apóstolos estabelecer um mandamento divino sobre
este particular; não cabia nas suas mentes nem nados
membros da igreja apostólica primitiva, a transferência
das leis do sábado para o domingo...” História
de la Religion e Iglesia Cristiana, 186.
No Decálogo, D-us escreveu: “Então falou
D-us todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu D-us,
que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.
Não terás outros D-uses diante de mim. Não
farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança
do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra,
nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás
a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu D-us,
sou D-us zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos,
até a terceira e quarta geração daqueles
que me odeiam. E faço misericórdia a milhares
dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos. Não
tomarás o nome do Senhor teu D-us em vão; porque
o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu
nome em vão. Lembra-te do dia do sábado, para
o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda
a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado
do Senhor teu D-us; não farás nenhuma obra, nem
tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua
serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está
dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os
céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao
sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor
o dia do sábado, e o santificou. Honra a teu pai e a
tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra
que o Senhor teu D-us te dá. Não matarás.
Não adulterarás. Não furtarás. Não
dirás falso testemunho contra o teu próximo. Não
cobiçarás a casa do teu próximo, não
cobiçarás a mulher do teu próximo, nem
o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento,
nem coisa alguma do teu próximo” Ex 20.1-17.
D-us não muda, Ele mesmo declara: “Não quebrarei
a minha aliança, não alterarei o que saiu dos
meus lábios” Sl 89.34. “Eu sei que tudo quanto
D-us faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar,
e nada se lhe deve tirar; e isto faz D-us para que haja temor
diante dele” Ec 3.14.
O próprio Filho de D-us declarou que não tinham
vindo efetuar alguma mudança na lei. “Não
cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim
ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até
que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se
omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido” Mt
5.17-18.
Falando ainda sobre a profetizada destruição de
Jerusalém, recomendou a Seus discípulos e seguidores
a orarem e permanecerem fieis na prática do mandamento
do sábado: “E orai para que a vossa fuga não
aconteça no inverno nem no sábado” Mt 24.20.
Isto é muito significativo. Os mandamentos de D-us estão
acima de toda a legislação humana. O apóstolo
Pedro definiu o comportamento dos cristãos em tais circunstâncias
ao declarar: “Porém, respondendo Pedro e os apóstolos,
disseram: Mais importa obedecer a D-us do que aos homens”
At 5.29.
Não devemos então preferir a Bíblia à
tradição, a Palavra e D-us às ordenanças
humanas? Com relação aos que preferem as tradições
dos homens, o Salvador falou: “Em vão, porém,
me honram, Ensinando doutrinas que são mandamentos de
homens” Mc 7.7.
A prova da lealdade a D-us consiste na obediência aos
seus mandamentos. “E nisto sabemos que o conhecemos: se
guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o,
e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso,
e nele não está a verdade” I Jo 2.3-4.
Assim sendo, e na luz das declarações da Palavra
de D-us, importa a diferença entre o específico
reclamo de D-us, e os estranhos ensinamentos dos homens.
Texto extraído
do Folheto Importa a diferença?
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