MINISTÉRIO

.....CONG. SHEMA ISRAEL

.....MENSAGENS BÍBLICAS
.....SHOPPING
ESCRITURAS
.....ARTIGOS
.....DICIONÁRIO
.....FESTAS BÍBLICAS
.....NOMES JUDAICOS
.....PARASHÁ
.....PROFECIAS MESSIÂNICAS
.....SALMOS EM HEBRAICO
....SIDUR ONLINE
.....TORÁH
ISRAEL
.....CULINÁRIA
.....DOWNLOADS
.....FATOS HISTÓRICOS
.....FOTOS DE ISRAEL
.....GALERIA DE ARTE
.....MAPAS
.....MÚSICA
.....VÍDEOS
ESTUDOS - ARTIGOS

A SOCIEDADE JUDAICA

"E quem há como o teu povo, como Israel, gente única na terra, a quem Deus foi resgatar para seu povo, para fazer-te nome, e para fazer-vos estas grandes e terríveis coisas à tua terra, diante do teu povo, que tu resgataste do Egito, desterrando as nações e a seus deuses? E confirmaste a teu povo Israel por teu povo para sempre, e tu, Senhor, te fizeste o seu Deus" (II Samuel 7:23, 24).

A maior riqueza de Israel é seu povo. Embora o país seja pequeno, a população, sua população é muito diversificada, com os mais variados antecedentes étnicos, religiosos, culturais e sociais. É uma sociedade jovem com antiquíssimas raízes, que foi se consolidando durante as últimas décadas e ainda hoje continua sua evolução. Israel conta hoje com mais de 5 milhões de habitantes, dos quais 81,5% são judeus (mais da metade nascida no país, a maioria de primeira ou Segunda geração, enquanto que os outros provêm de cerca de 80 países diferentes), aproximadamente 17% são árabes (em sua maioria muçulmanos) e os restantes 1,5% incluem drusos, circassianos e outras pequenas comunidades.

A sociedade é relativamente jovem (a média de idade é de 26,6 anos) e se caracteriza pelo engajamento social, religioso e político-ideológico, pela engenhosidade econômica e pela criatividade cultural. Tudo isso contribui para o dinamismo que propulsiona o contínuo desenvolvimento do país.

SOCIEDADE JUDAICA

A base institucional, política e cultural da sociedade judaica moderna de Israel formou-se durante o período do Mandato Britânico (1918-1948). Motivados pela ideologia e pelo desejo de redenção em sua pátria histórica, de acordo com a visão do Sionismo (o movimento nacional de amor ao povo judeu), os membros da comunidade judaica do país desenvolveram padrões sociais e políticos que possibilitaram o exercício da autoridade sem soberania, em que todos estavam mobilizados para a consolidação e o crescimento. O voluntarismo era a espinha dorsal da vida política e o igualitarismo era o cimento.

A obtenção da Independência política em 1948, e a subsequente imigração em massa modificaram a estrutura e o tecido da sociedade israelense. O resultado foi uma mescla de valores ideológicos vigentes antes da independência com os padrões sociais de um estado formado por imigrantes, no qual o processo político se institucionalizava.
Desde sua formação, o Estado de Israel foi concebido como a pátria do povo judeu, e os judeus de Israel se consideram parte do judaísmo mundial. Este conceito básico é expressado pela Lei do Retorno, que garante plena cidadania a todo o judeu que vem viver no país, a partir do momento de sua chegada.

O processo de construção do Estado apresentou muitos desafios sociais e econômicos, assim como sérios problemas de segurança. Desde o início, a sociedade enfrentou as tensões geradas pela diversidade da população; teve de lutar para alcançar independência econômica e para se defender contra ações militares e terroristas, derivadas da persistente recusa dos árabes em reconhecer o direito de Israel à sua existência. Sob tais condições, a sociedade israelense está às vezes sobrecarregada de tensões, e sua vida política, superaquecida.

Mesmo assim, seu sistema democrático, caracterizado por um parlamento ativo, pelo governo da lei, pela independ6encia do judiciário e pela liberdade de imprensa, conseguiu superar as dificuldades. Atualmente em sua Quinta década de independência, com uma economia cada vez mais forte e contando com a aceitação de um crescente número de países árabes, o sistema social do país permanece essencialmente estável, testemunhando o desenvolvimento de uma cultura política baseada no entendimento entre os vários grupos sociais, em que todos se sentem comprometidos com os valores essenciais: uma nação judaica em sua pátria ancestral, o incremento da imigração judaica, a democracia e a busca da paz.

O Longo Caminho de Volta


Ao longo de sua história, o povo judeu foi atacado e dispersado por seus inimigos, na tentativa de erradicar a nação física e espiritualmente. Os judeus foram expulsos da Terra de Israel em grandes números de pessoas (cativeiros e dispersão) em três datas marcantes: em 720 a C. pelos assírios, em 586 a C. pelos babilônicos e em 70 d. C. pelos romanos. Vezes sem fim, durante a longa diáspora, os judeus foram perseguidos e expulsos como em 1290 pela monarquia inglesa; em 1492 pela coroa espanhola; em 1881-81 pelos russos; em 1933-45 pela Alemanha nazista. Cada uma destas perseguições teve um por que: o motivo era o "ser judeu!"

Embora a preservação do judaísmo fosse a preocupação prioritária das comunidades judaicas na Diáspora, o conceito de "reunião dos exilados" - o retorno à Terra de Israel "da terra que não é sua" (Gn 15.13-16) - sempre alimentou as esperanças dos judeus de todo o mundo com a expectativa de redenção de sua pátria ancestral. Este é o princípio fundamental do sionismo e a razão de ser do Estado de Israel.

Unidade na Diversidade


Em termos da história e religião, os judeus formam um só povo! Não é possível quebrar a unidade nacional que reside no coração e na alma de cada judeu que ainda hoje não retornou à Israel!
No entanto, em conseqüência da dispersão dos judeus pelo mundo, foram se acentuando durante os séculos diferenças significativas nos costumes e estilos de vida. Assim, a sociedade judaica de Israel pode ser dividida em três grandes grupos:

Judeus Ashquenazitas (ashquenazim), de origem européia, inclusive os que emigraram para as Américas do Norte e do Sul, África do Sul, e Austrália. Os membros desta comunidade, muitos dos quais chegaram à terra de Israel no final do século XIX e durante a primeira metade do século XX, formaram e dominaram a sociedade sionista antes da independência e constituíram a primeira geração de líderes israelenses. Nos anos 30 houve uma grande imigração de judeus provenientes da Alemanha e Polônia, e a chegada destes grupos contribuiu para o crescimento da comunidade judaica.

Judeus Sefaraditas (sefaradim), descendentes dos judeus que, após terem sido expulsos da Espanha e de Portugal no final do século XV, estabeleceram-se na Turquia e em vários países europeus, sobretudo na Holanda, na Itália, Bulgária e Grécia. Estes judeus chegaram à terra de Israel em diversas épocas, individualmente ou em pequenos grupos.

Judeus Orientais, com origens nas antigas comunidades judaicas dos países islâmicos da África do Norte e do Oriente Médio. Alguns membros destas comunidades estabeleceram-se na Terra de Israel há centenas de anos; outros imigraram no final do século XIX e princípio do século XX; o maior fluxo dei migração ocorreu durante os anos 50.

Os caraítas, uma seita judaica que remonta ao século VII, professa a aderência estrita à Torá (o Pentateuco de Moisés), considerando-a a única fonte da lei religiosa. Embora considerados uma facção do judaísmo e não uma comunidade me separado, os caraítas mantém suas próprias cortes religiosas e tendem casar-se dentro de sua seita. Cerca de 15.000 caraítas vivem hoje em Israel, principalmente em Ramla, Ashdod e Beer Sheva.

 

Baruch Há Shem!
Bendito seja o Nome!


Contatos com o autor:
mmoreno@shemaysrael.com
Copyright © by Mário Moreno - Todos os direitos reservados ao autor.


Shema Israel Adonai Elohenu Adonai echad!
Ouve, ó Israel, o Senhor nosso D-us é o único Senhor
Copyright © 2001 - 2007 - MINISTÉRIO PROFÉTICO SHEMA ISRAEL . All rights reserved.