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O
TABERNÁCULO DE MOISÉS
Qual é a nossa posição diante do Eterno?
O Tabernáculo (Mikdash em hebraico – significa santuário, tabernáculo)
nos fala sobre muitas coisas e a principal delas é mostrar-nos
a nossa posição em relação à nossa vida para com D-us. Qual
é o nosso grau de avanço e de intimidade com o Eterno? Estamos
nós em processo de crescimento ou simplesmente nos acomodamos
numa determinada posição e lá ainda estamos? Que tipo de pessoas
somos? Após nossa conversão, o que aconteceu conosco? Neste
estudo teremos a oportunidade de ver e avaliar nossa posição
em relação ao Tabernáculo e o que é necessário fazermos a fim
de que possamos crescer e alcançar a plenitude em nosso relacionamento
com o Eterno!
De que partes se compõe o Tabernáculo?
O Tabernáculo, assim como o homem é composto de três partes
principais: o Pátio, o Lugar Santo e o Santo dos Santos (Visto
de fora para dentro). Uma curiosidade é que quando o Tabernáculo
era montado, a cada vez que o povo de Israel parava no deserto,
ele era montado de dentro para fora, ou seja do Santo dos Santos
até o átrio! Já aprenderemos aqui que o Eterno inicia seu tratamento
conosco a partir de dentro, daquilo que temos de mais interior:
o espírito! As divisões citadas do tabernáculo representam corpo,
alma e espírito. E é justamente por causa disso que o Eterno
inicia seu processo de redenção no homem a partir do espírito,
pois o Espírito de D-us tem comunhão com o nosso espírito nos
re-ligando ao nosso Criador! Já após nossa conversão, a evolução
do homem em sua caminhada para com o Eterno acontece de fora
para dentro. Nossa caminhada tem início pelo pátio em direção
ao Santo dos Santos.
A) - O PÁTIO
O pátio era o local mais exterior do Tabernáculo. Era totalmente
descoberto e compunha-se de três elementos: a porta, o altar
e a pia.
A porta: A porta é o local por onde entramos no Tabernáculo!
Não se pode entrar ali por outro lugar. A porta é Ieshua (Jesus)
“Eu sou a porta; se alguém entrar por
mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens”
(Jo 10:9). A porta do Tabernáculo ficava virada para o leste,
o lado onde nasce o sol. Quando o dia nascia a primeira coisa
que viam era o nascimento do Sol da Justiça! Ieshua (Jesus).
Isto nos fala de nossa primeira experiência com o Eterno: a
Salvação! Quando passamos pela porta (Ieshua), saímos do mundo
e entramos numa nova vida. Nossa vida recomeça então a partir
do zero, pois iniciamos uma nova caminhada, só que agora com
D-us. Nosso objetivo e alvo é crescermos até a estatura de “varão
perfeito” no Ungido (Messias).
O altar: o altar é o local de morte. É ali que nossa
vida é colocada como um sacrifício para D-us. No altar nós morremos
para as nossas próprias convicções, vontades, desejos, expectativas,
etc... No altar morremos para a nossa vida a fim de podermos
viver uma nova vida para com D-us. No altar tem fim o velho
homem. O desejo do coração do Eterno é que, após termos um verdadeiro
encontro com Ele, possamos verdadeiramente morrer. Quando o
sacrifício queimava, subia um cheiro que se desprendia da vítima!
E é isso que o Eterno espera, que quando nossa vida for a ele
oferecida, possamos liberar um cheiro suave a fim de agradarmos
ao Senhor! “Assim queimarás todo o carneiro
sobre o altar; é um holocausto para o Senhor, cheiro suave;
uma oferta queimada ao Senhor” (Êx 29:18).
A pia: A pia nos fala sobre mais um aspecto da vida cristã:
o batismo. Após a nossa “morte”, agora temos de consolidar nossa
vida cristã testemunhando de forma plena a experiência da conversão.
Por isso a pia nos fala de “limpeza”, onde os pecados são “lavados”
publicamente e somos integrados a uma nova realidade. Tipifica
nossa morte e ressurreição a fim de vivermos uma nova vida com
o Ungido (Messias). “De sorte que fomos
sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como o Ungido
(Messias) foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do
Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Rm
6:4).
O Pátio: O pátio ficava na parte mais exterior do tabernáculo
e era descoberto. Isso significa que quem está ali (e a maioria
dos crentes ainda estão no pátio) está exposto às intempéries
do tempo - sol, chuva, ventos, etc... – além de tipificar a
primeira experiência que todo homem deve ter para com D-us.
Essa experiência é fundamental, porém ainda é parcial. Não é
algo profundo, que possa realmente impactar a vida do homem.
Esta fase nos fala que o pátio é somente uma parte do caminho
a ser percorrido!
B) - O LUGAR SANTO
O Lugar Santo é uma fase mais interior do Tabernáculo e ele
representa a alma. É ali que adentramos na presença do Eterno,
pois todos os mobiliários do Lugar Santo são de ouro. E o ouro
nos fala da divindade, nos fala da realeza e da eternidade!
A Mesa dos Pães: A mesa dos pães nos fala do alimento
que provém do Eterno a fim de saciar nossa fome. Mas o que é
o pão? Em primeiro lugar, o pão é a Palavra do D-us Eterno,
que nos foi dada a fim de saciar a fome de nossos espírito por
D-us. Em segundo lugar, o pão é o próprio Ieshua, que disse:
“E Jesus lhes disse: eu sou o pão da vida;
aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca
terá sede” (Jo 6:35). Um detalhe interessante é que os
pães eram colocados em duas fileiras de seis, perfazendo um
total de doze pães. Já isso nos fala das doze tribos de Israel.
O Eterno nos ensina que o pão que alimenta (o verdadeira) viria
das doze tribos de Israel (a palavra e o próprio Ieshua).
A Menorah: A Menorah é a outra coisa que vemos no Lugar
Santo. A palavra Menorah é um acróstico de Zc 4.6, que diz:
“...Não por força nem por violência, mas
sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc
4:6). Então a Menorah nos fala de várias coisa, como por exemplo:
tudo o que conseguimos ou é feito no reino de D-us deve ser
obtido pelo mover do Espírito. Nunca pela força ou por violência!
A Menorah nos fala ainda da presença do Espírito o Santo em
nossas vidas! Isso nos lembra que a Menorah era alimentada pelo
óleo, que nos fala da unção do Eterno sobre nossas vidas. Já
o fogo nos fala da iluminação que precisamos a fim de caminharmos
com Ele. Iluminação em nossa vida e também na Palavra, que somente
nos pode ser revelada se o Espírito de D-us iluminá-la para
nós!
O Altar de Incenso: O Altar de Incenso nos fala sobre
nossas orações. Aqui é que acontecem as verdadeiras orações
do crente! Aqui ele não ora mais segundo seus desejos carnais.
É no Lugar Santo que suas orações são feitas no Espírito! “Fazendo
sempre com alegria oração por vós em todas as minhas súplicas...”
(Fp 1:4). Aqui as orações não são um peso, elas se transformam
em prazer! Elas são acompanhadas da verdadeira adoração e louvor!
Há uma diferença muito grande deste tipo de oração para a oração
que é feita no pátio! Enquanto que no pátio oramos sem entendimento,
no Lugar Santo nossas orações são dirigidas pelo Espírito
o Santo. Enquanto no pátio oramos para satisfazermos a nós mesmos,
no Lugar Santo desejamos satisfazer os desejos do coração do
D-us Eterno! Aqui há realmente uma nova dimensão da oração do
crente!
C) - O SANTO DOS SANTOS
Este é o lugar mais interior do Tabernáculo. Ali há somente
a arca e a presença do Eterno! Ali tudo pára: o tempo, nossa
vida, nossos anseios e finalmente poderemos desfrutar da presença
do Pai e receber d’Ele aquilo que está em seu coração.
O véu: O véu é a única coisa que separa o Lugar Santo
do Santo dos Santos! E como fazer para entrarmos no Santo dos
Santos? O véu nos mostra que a barreira é muito fina, mas que
somente poderemos entrar ali pela oração! A oração é a chave
para penetrarmos na doce presença do Altíssimo! Com a morte
de Ieshua, algo aconteceu: “E o véu do
templo se rasgou em dois, de alto a baixo” (Mc 15:38).
Agora temos livre acesso à presença do Eterno!
A Arca da Aliança: A Arca da Aliança é o objeto mais
sagrado de todo o Tabernáculo, e é sobre a arca que o Eterno
se manifestava em Israel. Ali é o lugar onde Ele vinha para
falar com Moisés e com seu povo! Dentro da arca haviam três
objetos:
As Tábuas da Torah – Isto nos fala da Palavra do Eterno
D-us que nos foi dada como uma dádiva a fim de que o conheçamos.
Esta não é uma Palavra comum. Aqui estão as tábuas que Ele mesmo
havia escrito e dado ao povo! Isso tipifica a pureza da Palavra,
escritas em tábuas lavradas por Moisés, porém com o conteúdo
divino!
O maná – O maná nos fala do alimento diário que foi dado
por D-us ao seu povo enquanto caminhavam no deserto durante
quarenta anos! O alimento era diário, mostrando-nos que a cada
dia nos dá o Senhor a sua porção! Outra coisa interessante é
que este alimento originava-se do céu. Era o pão dos anjos que
fora dado ao povo a fim de se alimentarem! Novamente aprendemos
que o Eterno nos dá o alimento diário e se preciso for seremos
socorridos pelo alimento celestial, trazido pelos próprios anjos
a fim de não perecermos! Durante todo o período de provação
no deserto seremos alimentados e cuidados pelo Senhor!
A vara de Arão que florescera – A vara nos fala da autoridade
conferida a alguém. Esta autoridade fora colocada diante do
Eterno e floresceu! Ou seja, nossa autoridade quando colocada
diante do Eterno brota, aparece para que todos vejam e saibam
que nosso ministério foi realmente dado a nós por D-us!
Lembremo-nos do seguinte: tudo isso acontece no Santo dos Santos!
O desejo do coração do Eterno é que todos nós estejamos em sua
presença neste lugar! Ele quer que possamos adquirir uma maturidade
tal que possamos iniciar nossa vida com Ele no Pátio, passando
depois pelo Lugar Santo e chegando finalmente ao Santo dos Santos,
que é o ponto alto e final de nossa comunhão com o eterno. Quem
chega ali não quer mais abandonar aquele lugar, pois é o melhor
lugar do mundo para se adorar ao Eterno.
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