ESTUDOS - ARTIGOS |
|
A
vingança é minha
"E
aconteceu que, ao terceiro dia, quando estavam com a mais violenta
dor, os dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná,
tomaram cada um a sua espada, e entraram afoitamente na cidade,
e mataram todos os homens" (Gênesis 34:25). Com todas
as grandes histórias de heróis e de fé que lemos através do
círculo da Torá então ocasionalmente emerge uma grande
intriga que levanta a questão; qual o seu propósito na história
da Torá e que lições podemos tirar disto. Tal como a
história escrita em Gn 34.1-31 conhecida como "o incidente de
Diná". Insere-se delicadamente entre a reconciliação de Esaú
e Jacó e seu retorno para Betel é um episódio que leva em conta
as palavras do salmista: Sl 62.12: "...pois
retribuirás a cada um segundo a sua obra".
Quando Jacó chegou de sua viagem seguro à Siquém, ele armou
sua tenda e comprou a terra, e levantou ali um altar ao D-us
de Israel. Parecia ser um tempo de paz na vida de Jacó e Diná,
a filha de Jacó com Léia, que saiu a ver as filhas da terra.
Durante sua caminhada, ela é raptada e seqüestrada por um príncipe
hivita. Siquém, filho de Hemor "tomou-a,
deitou-se com ela e a humilhou..." (v.2) Quando as notícias
chegaram a Jacó e seus filhos; "... ouvindo
isso, e entristeceram-se os homens, e iraram-se muito, porquanto
Siquém cometera uma insensatez em Israel..." (Gn 34:7).
No entanto, eles foram procurados por Hamor que estava desejando
um casamento entre as comunidades tribais com um grande dote
prometido à família de Diná.
Numa resposta surpreendente os filhos de Jacó disseram desejar
aceitar a aliança. Concordaram em habitar na terra juntos, comercializar
livremente e adquirir bens, dando seus filhos e tomando as filhas
da terra em casamento para assim tornarem-se um com os hivitas.
Porém os filhos de Jacó impuseram uma condição para o casamento:
que todo o macho de Siquém fosse circuncidado. Encantado com
a possibilidade, Hamor e Siquém reuniram todos os homens da
cidade no portão da mesma para solicitar sua aprovação quanto
à isso. Em um esforço de receber o favor político do Jacó, eles
convenceram os homens da cidade a aceitarem a oferta, "...E
seu gado, as suas possessões, e todos os seus animais (de Israel)
não serão nossos"? (Gn 34:23). Então os homens da
cidade ouviram a Hamor e Siquém e circuncidaram-se apenas para
encontrar o fio da espada três dias depois em um grande pânico
com Simeão e Levi vindo fortemente sobre a cidade, matando todos
os homens e resgatando Diná da casa de Siquém.
Os atos aterrorizantes de Simeão e Levi são vistos pela maioria
como agressivos. Mas o que parece estranho é o silêncio de Diná
através de toda a história. A parte da preocupação de Jacó sobre
como as mortes ocasionadas causariam impacto sobre sua própria
vida, nada é mencionado sobre tais mudanças que ocorreriam para
Jacó e sua família. Mas uma rápida olhada sobre o intento de
Hamor e Siquém trazem luz sobre a natureza terrorista de sua
conspiração. Não foi apenas Diná vítima de rapto e seqüestro,
mas ela continuou cativa durante as negociações entre Hamor
e Jacó. Este padrão histórico tem sido familiar também para
a casa de Israel. Procurando adquirir a mesma saúde que Jacó
tinha acumulado, Hamor e Siquém violaram as leis básicas que
D-us deu a Noé para nações viverem juntas.
Apesar do silêncio de alguma lei divina que apoie a teoria de
que através das ações de Simeão e Levi, eles tornaram-se os
veículos usados por D-us para retornar à Hamor e Siquém as sementes
de terrorismo que eles mesmo espalharam.
Agora, a semente do terrorismo ainda existe nos vizinhos do
atual Israel. A cidade de Siquém hoje pode ser colocada numa
área chamada "Faixa de Gaza" em Israel. E muito disso é vindo
de nossos antepassados; a "Faixa de Gaza" relembra-nos a semente
germinada da atividade terrorista contra a casa de Israel. Tomados
como suas vítimas, moças inocentes de Israel nos ônibus, e em
kibutzim remotos são raptados como no passado. Agora alguém
pode pensar que esta história nos ensina a viver pacificamente
com os nossos vizinhos. Mas se as nações vizinhas estão abrigando
atividades terroristas não existem coisas como paz ou negociações
honestas. Entretanto, em Israel tenta-se facilitar a paz no
Oriente Médio através e tratados, pactos e alianças; talvez
devamos relembrar, não apenas o incidente de Diná, mas também
as palavras do primeiro século do Rabi Paulo de Tarso: "Pois
que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá
repentina destruição..." (I Ts 5:3).
Todas as necessidades e desejos de D-us resumem-se em servos
que carreguem em seus corações a indignação justa contra os
atos malignos de violência. Se nós conhecemos algo sobre D-us,
é o retorno da humanidade para produzir as sementes que ele
tinha semeado. E se um semear as sementes do terrorismo contra
aqueles que são a menina dos olhos de D-us, na terra prometida
aos descendentes de Jacó, veja, por causa disso, as palavras
do próprio D-us: "A vingança é minha"
|