Sem solução

Herman Glanz, presidente da Organização Sionista do Brasil

Se nos perguntam sobre a situação atual em Israel, diremos que continua a mesma: sem solução, interna e externa. Internamente acabarão dando solução porque se acabará votando. Mas o grande problema externo, devemos dizer, é insolúvel, por enquanto. Até quando? Vejamos: um noticioso apresenta o seguinte: “Exército de Israel mata palestino. Alegam fontes do exército israelense que, num enfrentamento, palestino, atira coquetel Molotov e é morto. A trégua existente tem sido rompida diariamente”. Ora, quem ouve essa notícia acaba achando que Israel rompe diariamente a trégua, matando palestino. A realidade é outra. Primeiro, palestino vinha atirando coquetéis Molotov sobre tropas do exército, dentro do que consideram território de Israel (não está em discussão a Linha Verde, isto é, Israel pré-1967). Segundo, quem rompe diariamente a trégua são os palestinos que atiram mísseis e obuses sobre território de Israel. Essa a forma de criar uma opinião contra Israel. Anti-semitismo existe.
Ainda mais: o presidente francês, Nicolas Sarkozy, visitou Israel e falou que seria necessária a retirada dos israelenses que vivem na Margem Ocidental – a Judéia e Samária (ou Samaria) como é conhecida sucintamente Judá ve Shomron (como era o nome em 1948, e assim escreviam os jornais de todo o mundo), para que se criasse o mais cedo um Estado Palestino Democrático. Taí, o discurso carece de exatidão. O presidente francês, que se diz bom amigo de Israel, se permite sugerir uma limpeza étnica, e ninguém protesta. Se se cogita de um Estado Democrático, os seus habitantes, quem quer que fossem, poderiam lá viver tranqüilamente, tendo respeitados direitos e diferenças.

Pensar que oferecendo um país independente aos
palestinos os farão aceitar Israel é ilusão, ingenuidade

Se há habitantes a expulsar, o Estado nunca será democrático (lembremo-nos de Kosovo). E um presidente francês se permite falar assim. Já pensaram se fosse o contrário? Se o mesmo presidente francês propusesse a retirada dos árabes de Israel, que grita o mundo inteiro faria? A União Européia vota pela deportação de imigrantes ilegais, fato normal em qualquer país independente. Há protestos por xenofobia, isso para imigrantes ilegais. Ilegais são expulsos de todos os países: brasileiros que entram ilegalmente nos EUA são expulsos. Alguém aqui fala em xenofobia? Agora, expulsar residentes indesejáveis é limpeza étnica. Entendemos que devem ser retirados, pois do contrário serão trucidados. Mas aí não se trata de Estado Democrático. Anti-semitismo perdura.
Por essa razão voltamos ao início: a situação não tem solução, por enquanto. Pensar que oferecendo um país independente aos palestinos os farão aceitar Israel é ilusão, ingenuidade, e até traição ao povo judeu. Os dirigentes palestinos, os sheiks, pregam diariamente contra os judeus e contra Israel, baseados num princípio do qual não abrem mão: uma vez conquistado um território, mesmo pela força, passa a território perpétuo muçulmano. Veja-se que a Síria capturou o golã na guerra que fez a Israel em 1948, e acha que é dela perpetuamente. E mundo assim acha, pela Lei Internacional. Israel retomou o Golã, na outra guerra que a Síria fez, em 1067, e o mundo acha que não vale. O Golã nunca foi da Síria. Anti-semtismo mesmo.
O problema atual é o Irã. E disso têm consciência os EUA e demais países. O presidente do Irã já falou e repetiu que é fará varrer Israel do mapa, uma explícita declaração de genocídio, mas até agora não mereceu condenação das Nações Unidas. A notícia, de hoje, é que o Irã já falou em atingir, com mísseis, a região de Dimona, em Israel, onde deve estar o reator nuclear israelense. A guerra tem previsão de acontecer. O chefe do Estado-Maior americano visita Israel. Mais uma guerra se divisa no horizonte, enquanto a paz continua oculta. Até quando? Até quando não aceitarão a presença do Estado de Israel? Até quando o ódio nazista permanecerá? Parecia que se caminhava para uma paz, mas como diziam os romanos, se queres paz, prepara a guerra.


Ouve, ó Israel, o Senhor nosso D-us é o único Senhor

© 2001 - 2008 - MINISTÉRIO PROFÉTICO SHEMA ISRAEL - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS - Desenvolvido por