Cheiro de penas finas

Cheiro de penas finas

Cheiro de penas finas As leis do korbanos são difíceis e complexas. Enquanto a teologia subjacente e filosofia confundem as mentes modernas, o enorme simbolismo, disciplina e compromisso que abrangem deixam aulas para os habitantes de um mundo techno para estimar. Uma dessas lições é recolhida do sacrifício do pobre homem. O primeiro capítulo nos ensina sobre a oferta Olah, uma que é totalmente queimada no altar. A oferta normal era um touro ou um carneiro macho; no entanto, um mendigo poderia trazer um pássaro. “Ele deve dividi-lo — com suas penas — ele não precisa separá-lo; o Kohen deve fazê-lo subir no fumo no altar, na madeira que está no fogo – é uma oferta de elevação, alguém oferecido no fogo, um aroma satisfatório a Hashem” (Lv 1:16-17). Os comentários explicam que, como a maioria dos restos de um pássaro são da propriedade de outra pessoa, e assim roubadas, a Torah não permite que as entranhas sejam servidas no altar. Portanto, a fim de embelezar um pássaro de outra forma muito insignificante oferta (sem trocadilhos), as asas permanecem, apesar de penas queimadas emitem um cheiro terrivelmente ruim. O que me incomoda é a seguinte pergunta: ao longo de toda a discussão das ofertas, o tema de “um aroma satisfatório para Hashem” é reiterado. E através de nossas narinas mortais, entendemos o conceito do suculento aroma de rosbife.

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O WAZE de HaShem

O WAZE de HaShem

O WAZE de HASHEM Aconteceu quando o Faraó enviou o povo, que D-us não os levou [por] caminho da terra dos filisteus, pois estava próximo, porque D-us disse, “para que as pessoas não reconsiderem quando veem a guerra e retornam ao Egito” (Shemos 13:17). “Para que as pessoas não reconsiderem: Eles terão [segundo] pensamentos sobre [o fato] de que eles deixaram o Egito e eles vão pensar em voltar (Rashi). Ao povo judeu foi finalmente concedida permissão para deixar o Egito, após 10 poderosas pragas. Há um atalho para ir para a “terra prometida” e eles tomam um desvio que os leva em uma armadilha pelo mar vermelho e uma rota tortuosa através do deserto. Por que eles foram levados para o longo caminho? Eles foram enviados pelo faraó. O cordão umbilical ainda não tinha sido cortado. Eles ainda eram como um yoyo na ponta de sua corda. A maior prova disso é quando eles estavam presos no mar. Faraó foi acompanhado por 600 carruagens escolhidas e eles conseguiram aterrorizar um grupo de mais de 3 milhões pessoas. O povo judeu ainda estava com o feitiço do faraó como seu chefe. Eles não estavam prontos para enfrentar a resistência guerreira necessária para entrar em Eretz Yisrael. Como uma nação que precisava passar por algumas sessões de treinamento enorme que iria instalar plenamente as lições de Emunah e bitachon – confiança

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Ensinando por exemplo

Ensinando por exemplo

Ensinando por exemplo “… Dizer aos Cohanim, os filhos de Aharon, e dizer-lhes: cada um de vocês não deve contaminar-se a uma pessoa (morto) entre o seu povo” (Lv 21:1) A Parshat começa com Hashem comandando Moshe para instruir o Cohanim quanto às suas responsabilidades particulares na manutenção de padrões mais elevados de comportamento Santo e pureza. Parece haver uma redundância nestas instruções, para Moshe é dito duas vezes “dizer ao Cohanim” – “Emor” e “ve’amarta”. O Ramban sustenta que esta expressão dupla é semelhante àquelas ocasiões em que os registros da Torá “daber El Bnei Yisroel ve’amarta” – “falam com Bnei Yisroel e dizem”. De acordo com o Ramban, a Torah usa uma expressão dobro a fim forçar a importância do mandamento, ou se envolve uma atividade que funcione contra a uma norma aceitada (21:1). Rashi, no entanto, cita o Talmude, que deriva desta redundância que os Cohanim estão sendo instruídos duas vezes, uma vez em relação a si mesmos e uma vez em relação aos seus filhos: “Lehazir gedolim Al haketanim” – “para advertir os adultos sobre seus filhos” (Ibid, Yevamos 114A). o que está implícito dentro das palavras “Emor ve’amarta” que aludem especificamente à instrução das crianças, embora não tais conclusões sejam extraídas das palavras “daber ve’amarta”? A diferença entre “Amira” e “dibur” é a seguinte: “Amira” é a retransmissão de informações sem qualquer imposição

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Parasha Bemidbar

Parasha Bemidbar

Bemidbar No deserto Nm 1.1–4.20 / Os 2:1-22 / Rm 9:22-33         Na Parashá desta semana estaremos dando início ao livro de Números e a novas lições que serão aprendidas com o povo de Israel no deserto. É justa­mente isso que significa o título da Parasha: “No Deserto”. No início desta Parasha temos o Eterno se apresentando à Israel nova­mente como IHVH! Está escrito assim: “Falou mais o IHVH a Moshe no de­serto de Sinai, na tenda da congregação, no primeiro dia do segundo mês, no segundo ano da sua saída da terra do Egito, dizendo” (Nm 1:1). O interessante é que o Eterno se apresenta a Moshe como “Aquele que se torna aquilo que eles precisam que Ele se torne”. Novamente fica explícito aqui que o povo de Israel servia – e ainda serve – ao D-us vivo, pois está escrito que Ele “falou a Moshe”. Neste período de caminhada pelo deserto do Sinai esta é uma carac­terística fundamental no Eterno, pois Ele como sendo o Criador de todas as coisas poderá guiar o seu povo através de caminhos que Ele mesmo traçou e conhece! Não haverá erro enquanto o povo obedecê-lo. Por que D’us revelou a Torah no deserto O livro de Bamidbar e por conseguinte esta parashá iniciam-se com as palavras: “Bemidbar Sinai – no deserto de Sinai”. Isto vem nos indicar que D’us escolheu

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Shavuot

Shavuot

Shavuot Em meados do mês de Nissan, o povo de Israel saiu do Egito, da escravidão para a liberdade, e nem passados dois meses, os escravos hebreus chegaram ao Monte Sinai. Qual o motivo de tanta pressa? A Torah descreve a escravidão no Egito como algo brutal, cruel, que entorpecia a mente dos escravos. Ainda no deserto, libertos fisicamente, os hebreus continuaram a protestar e se lamentar, sem sair do seu torpor, e assim, sem compreender a grande transformação de suas vidas. Qual era o remédio necessário para que o povo pudesse entender o grande momento que viviam? Somente a Torah, com seus valores humanistas, com as Mitzvót práticas, éticas e morais nela apresentados, poderia elevar seus corações e atingir suas mentes doentias. Não foi uma tarefa simples e fácil manter esse ideal em um povo escravizado durante séculos. Mesmo no deserto ainda pleiteavam contra Moisés, com saudades dos tempos no Egito. Foram necessários quarenta anos, durante os quais os conflitos e o desejo de retornar ao Egito fossem eliminados, para que então estivessem aptos a valorizar sua liberdade. A liberdade da escravidão física e a liberdade espiritual deviam caminhar juntas, sem demora. E assim no Monte Sinai, a Revelação e os Dez Mandamentos, princípios fundamentais da fé judaica, valores estes que foram transmitidos a toda a humanidade civilizada, foram os elementos que uniram o povo e lhe

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Shavuot Os Dez Mandamentos

Shavuot Os Dez Mandamentos

Shavuot Os Dez Mandamentos Shavuot, o sexto dia do mês de Sivan, é o dia mais importante do calendário judaico. Nessa data OCORREU a revelação inédita de D-us perante o povo de Israel e a outorga dos Dez Mandamentos, no Monte Sinai. Se esse dia histórico não houvesse ocorrido, não teríamos a Torah e seus mandamentos, as festas e preceitos religiosos. Seríamos um povo sem lei e sem propósito, sem princípios e sem a Terra de Israel. Enfim, seríamos pessoas sem rumo na vida. Os Dez Mandamentos foram entregues em duas tábuas de safira, conhecidas como as Tábuas da Lei. Porém, na realidade, a Torah contém 613 mandamentos, não apenas dez. Por que, então, diz-se que o Povo Judeu recebeu apenas os Dez Mandamentos no Monte Sinai? De acordo com Rav Saadia Gaon, os Dez Mandamentos sintetizam todos os 613 mandamentos do judaísmo. O grande sábio demonstrou em sua obra que todas as instruções contidas na Torah são ramificações dos Dez Mandamentos entregues no Monte Sinai. É, portanto, errôneo acreditar que a religião judaica se limita aos Asseret Hadibrot. O Baal HaTurim, sábio que fez uso da Guematria para revelar segredos da Torah, aponta que o texto dos Dez Mandamentos contém 620 letras hebraicas. Esse é o número de todos os mandamentos da Torah, pois além das 613 mitzvot há também 7 leis rabínicas que, como ensina o

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O mês de Sivan

O mês de Sivan

O mês de Sivan Segundo o Sêfer Yetzirah, cada mês do ano judaico tem uma letra do alfabeto hebraico, um signo do Zodíaco, uma das doze tribos de Israel, um sentido e um membro controlador do corpo que corresponde a ele. Sivan é o terceiro dos doze meses do calendário judaico, o mês da Outorga da Torá ao povo judeu. Letra: zayin Sivan é o terceiro mês do ano que está conectado ao terceiro dos atributos Divinos que é a misericórdia. O número três está associado aos eventos ocorridos neste mês: a outorga de uma tripla Torah [Torah, Neviim e Ketuvim] a um povo triplo [Cohanim, Leviim e Israelim] no terceiro mês [Sivan] por três [Moshê, Aharon e Miriam]” – o número que mais destacadamente aparece em toda a Torá é o número sete, o valor da letra zayin. A Torah foi outorgada no Shabat, o sétimo dia da semana. Segundo Rabi Yosi, a Torah foi entregue no sétimo dia de Sivan. Zivebulun, a tribo de Sivan, começa com a letra zayn. Nossos Sábios identificam o zayin com a palavra zeh (“isso”), significando o excepcional nível de profecia de Moshê (“a vidraça transparente”), o doador da Torah (ele próprio nasceu e faleceu a sete de Adar [o 12º mês do ano; 12 = zeh]). As porções da Torah em Sivan são do início do Livro de Bamidbar. Na

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