A voz profética A voz profética se faz ouvir por toda a cidade… Ouve-se a voz profética de entre os povos – uma voz que clama, proclama, conclama – voz daqueles que veem e ouvem do Senhor as coisas que hão de acontecer. Ela é a voz que proclama aos quatro ventos aquilo que está no coração de D-us e que chega aos lábios do profeta. Esta é a voz da intrepidez, a voz daqueles que não temem nem mesmo o descaso dos poderosos que dizem: “Ele está louco!”, pois sabemos que esta reação é tida por normal, pois as vozes proféticas são ouvidas por poucos (infelizmente), e enquanto houverem profetas do Senhor esta voz não se calará! Hoje, já não se ouvem tantas vozes proféticas no mundo… Que pena! As vozes que ainda restam, por vezes são silenciadas por aqueles que não querem admitir seu caráter profético… Onde está a Igreja? Bem, a Igreja de hoje anda na contra-mão da História; ela já não faz a História, já não protagoniza e anuncia ao mundo a História de D-us e já não fala do D-us da História, mas caminha a reboque da contra-História. Houve uma invasão que parece não poder ser contida. O mundo penetrou, entrou, e realmente se alojou na Igreja. Quando falamos de “mundo” nos referimos aos sistemas mundanos, satânicos, perversos, que estão hoje fazendo parte
A vingança é minha “E aconteceu que, ao terceiro dia, quando estavam com a mais violenta dor, os dois filhos de Ia´aqov, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um a sua espada, e entraram afoitamente na cidade, e mataram todos os homens” (Gn 34:25). Com todas as grandes histórias de heróis de fé que lemos através do círculo da Torah então ocasionalmente emerge uma grande intriga que levanta a questão; qual o seu propósito na história da Torah e que lições podemos tirar disto. Tal como a história escrita em Gn 34.1-31 conhecida como “o incidente de Diná”. Insere-se delicadamente entre a reconciliação de Esaú e Ia´aqov e seu retorno para Betel é um episódio que leva em conta as palavras do salmista: Sl 62.12: “…pois retribuirás a cada um segundo a sua obra”. Quando Ia´aqov chegou de sua viagem seguro à Siquém, ele armou sua tenda e comprou a terra, e levantou ali um altar ao D-us de Israel. Parecia ser um tempo de paz na vida de Ia´aqov e Diná, a filha de Ia´aqov com Léia, que saiu a ver as filhas da terra. Durante sua caminhada, ela é raptada e sequestrada por um príncipe hivita. Siquém, filho de Hemor “tomou-a, deitou-se com ela e a humilhou…” (v.2). Quando as notícias chegaram a Ia´aqov e seus filhos; “… ouvindo isso, e entristeceram-se os homens,
O mês de Elul No mês de Elul nosso acesso ao Eterno é “facilitado” por sua proximidade e também pela abertura que Ele nos dá para estarmos juntos. Que possamos aproveitar que “O Rei está no campo” para então gozarmos de sua Presença e também para vivenciarmos os dias festivos que estão às portas! Segundo o Sêfer Yetzirah, cada mês do ano judaico tem uma letra do alfabeto hebraico, um signo do Zodíaco, uma das doze tribos de Israel, um sentido e um membro controlador do corpo que correspondem a ele. Elul é o sexto mês do calendário judaico. Em Elul nos preparamos para a chegada dos Grandes Dias festivos, tocando o shofar todas as manhãs, tendo nossas mezuzot e nossos tefilin examinados para ter certeza de que ainda estão adequados, tendo mais cuidado com a cashrut e recitando selichot especiais (preces penitenciais) à medida que se aproxima o final do mês. Por que fazemos tudo isso no mês de Elul? Não podemos esperar até mais próximo de Rosh Hashaná e Yom Kipur? De qualquer forma, a maioria de nós “trabalha” melhor sob pressão! Estas questões podem ser explicadas por uma bela parábola: Uma vez por ano, um rei muito poderoso deixa seu palácio, seus guardas, seu luxo e vai até o campo para encontrar seus súditos. No campo, as pessoas podem perguntar o que quiserem ao rei.
A Torah é como… Torah é como… Os rabinos compararam a Torah para muitas coisas: Água, Vinho, Leite, Mel, Fogo e uma Árvore, entre outros. Leia-os para fazer a sua criatividade fluir. Água As palavras da Torah são comparadas à água, como está escrito, Oh! todos que têm sede, vêm para as águas, (i.é. a Torah) Assim como a água vai de uma extremidade da terra para a outra, então a Torah irá de uma extremidade da terra à outra; Assim como a água é uma fonte de vida, assim é Torah uma fonte de vida; Assim como a água é livre para todos, assim é a Torah uma mercadoria livre; Assim como a água vem dos céus, assim também é a origem da Torah nos céus; Assim como a água faz muitos sons, assim é a Torah ouvida em muitas vozes; Assim como a água sacia a sede, assim Torah satisfaz a alma; Assim como a água purifica o corpo de impurezas, assim Torah purifica a alma; Assim como a água se origina em gotas minúsculas e acumula-se em rios e córregos, poderosos, assim a Torah é adquirida palavra por palavra hoje, versículo por versículo amanhã; Assim como a água desce de uma altitude elevada, assim a Torah sai de indivíduos arrogantes e permanecem em indivíduos que são humildes e modestos; Assim como a água não é
A questão do Nome O Nome Iehoshuah Na língua original da Tanach, o Hebraico, o nome (Iehoshua), ou sua abreviação Ieshua, é a forma masculina do substantivo ieshu’ah, que quer dizer “salvação”. “Iehoshuah” foi traduzido como “Josué” a partir do hebraico, e seu significado é “Iá é salvação“. Josué era chamado de “Oshea ben Num” – “Oséias filho de Num” (Nm 13.8; Dt 32.44). “Oshea” significa “salvação”. Mosheh mudou seu nome para Iehoshuah ben Num “Josué filho de Num” (Nm 13.16). Mas, após o cativeiro babilônico, o nome “Iehoshuah” foi abreviado para a forma “Ieshua” Qual a forma correta – Iehoshuah, Iahoshuah ou Ieshua? De antemão queremos deixar claro que a história e a ciência arqueológica (ciência que estuda o passado através de objetos antigos) comprova que o nome do Mashiach não é “Iaohushuah”, “Iehoshua”, mas sim, “Ieshua”, como veremos. Ieshua tornou-se a forma mais comum do nome após o exílio babilônico. Já no texto bíblico, por exemplo em Neemias 8.17, o nome de “Josué” aparece abreviado como Ieshua em vez de Iehôshuah. Esta é a opinião dos teólogos tradicionais; porém vemos que antes do cativeiro babilônico o nome “Ieshua” já aparecia nos Escritos Judaicos, não sendo portanto possível afirmar-se que a sua origem tenha sido após esta época. Quanto à raiz, Ieshua é de origem hebraica, mas foi absorvida pela língua aramaica. Por conseguinte, na língua hebraica
A origem da violência As origens da violência são até hoje desconhecidas, pois vemos que ela não pode ser “medida” da forma convencional e também ela só é notada a partir do momento em que pessoas se reúnem para dar vazão a esta manifestação da alma e espiritual do ser humano. Suas causas são diversas e suas consequências sempre trazem consigo dor, angústia, ferimentos (quer sejam físicos ou na alma) e às vezes até a morte! Consideremos então a violência, procurando sempre nos ater às suas causas, efeitos e também às considerações bíblicas sobre isso. A origem da violência A palavra “violência” na bíblia é HAMAS, que significa, “injustiça, ser violento com, tratar violentamente”. A palavra é usada frequentemente como ideia de violência pecaminosa. É também sinônimo de extrema impiedade. Observamos que a primeira ocorrência desta palavra na Escritura ocorre em conexão com outro termo muito forte: Shahat, que significa “cova, destruição, túmulo (corrupção)”. A palavra liga-se com o conceito de Sheol (mundo dos mortos). Em Gn 6.11 lemos: “A terra, porém, estava corrompida diante da face de Elohim; e encheu-se a terra de violência”. Aqui, literalmente, a terra (mundo) está na cova, no túmulo e se parece muito com o Sheol e por isso ela encheu-se de violência pecaminosa! A associação feita entre “corrupção” e “violência” é assustadora e demonstra que o estado do mundo determina seus
A oferta de Caim Muito se tem dito sobre a oferta de Caim, mas vamos tentar demonstrar algo inusitado até agora, que é a conexão desta oferta com o fim dos dias e a Era Messiânica. Bem, vamos ao nosso texto em questão: “E aconteceu no fim dos dias Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao IHVH” Gn 4.3. Este texto nos mostra que Caim veio à presença do Eterno e deu algo para Ele e o texto afirma ser “o fruto da terra” e somente isso. A palavra usada para definir “oferta” vem do termo hebraico “mincha”. Mas, o que é mincha? “Esta “oferta” é chamada de mincha (מִנְחָה) – “oferta de manjares”. O termo vem da raiz mnh, que significa “dar”. Remonta a outra raiz nhh, que significa “liderar”, “dirigir”. A palavra indica um presente dado aos superiores, especialmente aos reis, indicando uma atitude de respeito e submissão àquela pessoa. Novamente percebemos que a oferta é feita ao Senhor. E outra vez aqui temos o tetragrama para traduzir o termo que define o Eterno! A oferta poderia ser feita na forma de flor de farinha ou do cereal cru, o qual era tostado e esmagado, até virar farinha, e então ser transformado em pão ou bolos que eram assados no forno ou fritos no azeite. A flor de farinha vem do termo hebraico solet.
A noiva de Itshaq A noiva de Itshaq Avraham sabe que, antes de morrer, ele deve encontrar uma noiva adequada para seu filho, Itshaq. Por conseguinte, ele envia seu servo em uma missão para encontrá-la de entre seus parentes. Toda esta história de encontrar uma noiva para Itshaq é tão interessante em suas implicações mais profundas, proféticas. Avraham fez seu servo jurar pelo IHVH Elohi dos céus e da terra que ele não tomaria uma noiva para Itshaq dentre as filhas dos cananeus. Bem, então a Noiva de Itshaq deveria ser uma mulher que, além de única deveria também ser da “parentela” de Avraham, ou seja, deveriam compartilhar uma herança genética e espiritual em comum. Todos nós sabemos que Itshaq é uma figura do Ungido – Messias – e portanto aquilo que aconteceria com ele seria como que um ato profético acerca dos tempos do Ungido e de seu casamento com sua “Noiva”. Existem duas evidências muito interessantes acerca disso: uma delas está em Bereshit – Gênesis – quando o Eterno ordena a Avraham que “sacrifique” seu único filho para Ele. A passagem diz o seguinte: “E vieram ao lugar que Elohim lhes dissera, e edificou Avraham ali um altar, e pôs em ordem a lenha, e amarrou a Isaque seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha. E estendeu Avraham a sua mão, e
A mulher de Iob Reabilitando a mulher de Iob Durante toda a nossa existência como crentes no Ungido Ieshua temos ouvido falar sobre a mulher “louca” de Iob. Mas será que isso é verdadeiro? Vamos analisar agora alguns dos fatos. Em primeiro lugar vamos considerar nossas traduções de algumas das Bíblias no Brasil. Sobre esta passagem elas dizem: “Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Elohm, e morre. Porém ele lhe disse: Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Elohm, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios” Jo 2:9-10. [ACF – Português Corrigia e Fiel]. “Então sua mulher lhe disse: Você ainda mantém a sua integridade? Amaldiçoe a Elohim, e morra. Ele respondeu: Você fala como uma insensata. Aceitaremos o bem dado por Elohim, e não o mal? Em tudo isto Jó não pecou com os seus lábios” Jo 2:9-10. [A Rocha: A Bíblia que conduz às escolhas corretas]. “Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua integridade? Amaldiçoa a Elohim, e morre. Porém ele lhe disse: Falas como qualquer doida, temos recebido o bem de Elohim, e não receberíamos também o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios” Jo 2:9-10. [A Bíblia Vida Nova]. “A esposa de Jó revoltada exclamou: Você ainda vai tentar ser muito
A montanha da bênção Reeh – A montanha de bênção Re’eh (veja!) Dt 11:26–16:17; Is 54:11–55:5; Jo 16:1-17:26 “Veja [re’eh], eu propus que neste dia a bênção e a maldição” (Dt 11:26). Na porção passada, na Parasha Eikev (porque), Moshe continuou seu discurso de encerramento aos israelitas, que começou na Parasha Devarim. Prometeu-lhes que se eles obedecessem aos mandamentos da Torah, eles iriam prosperar suas vidas na terra prometida. Na porção da Torah desta semana, D-us coloca diante do povo de Israel uma escolha clara: eles poderiam obedecer a D-us e seus mandamentos (mitzvot) e desfrutar de uma vida de bênção (brakha), ou desobedecer e sofrer a resultante maldição (klalah). As bênçãos são para ser proclamadas no Monte Gerizim e a maldição sobre o Monte Ebal, quando o povo atravessar o Jordão para a Terra Santa. “E será que, havendo-te o IHVH teu Elohim introduzido na terra, a que vais para possuí-la, então pronunciarás a bênção sobre o monte de Gerizim, e a maldição sobre o monte de Ebal” (Dt 11:29). Essas duas montanhas estão situadas nas proximidades da cidade da Cisjordânia de Nablus (Shechem bíblico). Sobre o Monte Gerizim há um assentamento israelense chamado Har Brakha (Monte da bênção). Está localizado perto de uma aldeia samaritana chamada Kiryat Luza (Cidade de Luza). Esta montanha foi um ponto de divergência entre o Shomronim (samaritanos) e o povo judeu.
