Não estou na Lei Não estou na Lei, estou na graça! Esta é uma afirmação muito comum entre muitas denominações que precisa urgentemente ser desfeita. Mas… o que significa Graça? Esta palavra no hebraico é “Hessed”, pode ser traduzida como o “amor, a misericórdia, a bondade” e até mesmo, o perdão. Somos salvos pela graça (Hessed = bondade) de Elohim por meio da restauração da aliança por Ieshua, mas devemos crescer no conhecimento e prática da Torah. A palavra Torah deriva da palavra hebraica “Iarah”, que quer dizer “ensinar, instruir, apontar para o alvo”. Assim, podemos afirmar que a Torah fala da INSTRUÇÃO e ENSINO do Eterno, que deve ser recebida e praticada por aqueles que aceitaram fazer uma aliança com D´us através de Ieshua. Ieshua disse em Mateus 5:17 da importância da Torah: “Não penseis que Vim revogar (anular) a Torah ou os Profetas; não vim revogar, vim para cumprir”. O maior engano é acharmos, porque Ieshua cumpriu toda a Torah, não precisaremos cumprir, porque ELE já o fez por nós. Quem realmente conhece a Torah, sabe que todos os preceitos ensinados por Ieshua (Mateus Cap. 5 a 7) são 100% mitzvót (mandamentos) da Torah. As leis contidas na Torah foram idealizadas pelo Criador, e compreendem as leis “morais” (são leis para toda a humanidade; não matar, não furtar ou cobiçar os bens de seu semelhante…); as leis éticas (para o estilo
Os três poços Gn 26.18-33 O Midrash nos dá uma interpretação muito interessante sobre o episódio que Itschac vivenciou enquanto estava morando em terras estranhas, no reino do Avimelech. “Quando os servos do Rei Avimêlech viram como Itschac ficara rico, sentiram inveja. Maldosamente, entupiram todos os poços que pertenciam a Itschac. Estes poços haviam sido cavados pelo pai de Itschac, Avraham. Itschac ordenou aos servos: “Limpem meus poços de toda terra e sujeira com que os servos de Avimêlech os encheram.” O Rei Avimêlech se deu conta que a inveja de seus servos poderia lhe trazer problemas. “Vá embora,” ordenou ele a Itschac. “Você ficou muito mais rico que nós.” Itschac obedeceu, saindo da vizinhança da corte do rei, apesar de permanecer na terra dos pelishtim. Assim que havia se estabelecido, ordenou aos servos: “Cavem a terra. Talvez achemos novos poços de água.” Os servos cavaram fundo e encontraram um manancial. Assim que souberam disso, os servos de Avimêlech afirmaram: “Na realidade, este poço pertence a nós, porque Itschac achou-o em nossa terra.” Eles expulsaram os servos de Itschac para longe do poço e o tomaram para si. Mas algo estranho aconteceu! Quando os servos do Rei Avimêlech tentaram extrair água do poço, não saía água. O poço havia secado. Então, os servos de Avimêlech devolveram o poço aos servos de Itschac. Assim que Itschac recuperou a posse,
Multipliquem-se como peixes na Terra V`degu Larov B´querev há Aretz O que significa “multipliquem-se como peixes no meio da terra?” Certamente há uma incoerência nestas palavras, mas elas vieram da boca de um de nossos patriarcas com a finalidade de profetizar a multiplicação dos descendentes de Iosef no fim dos dias. A profecia diz: “E abençoou a Iosef, e disse: O Elohim, em cuja presença andaram os meus pais Avraham e Itshaq, o Elohim que me sustentou, desde que eu nasci até este dia; o mensageiro que me livrou de todo o mal, abençoe estes rapazes, e seja chamado neles o meu nome, e o nome de meus pais Avrham e Itshaq, e multipliquem-se, como peixes em multidão, no meio da terra” Gn 48.15-16. Este artigo tem a finalidade de demonstrar que a aparente “incoerência” da multiplicação de “peixes” na terra faz todo o sentido e que tal multiplicação está ligada de forma direta a promessa do Eterno para seu povo no fim dos dias. Aproveito para lembrar que o nome “Ieshua”, que significa “Iá é salvação” é o nome hebraico que o mensageiro enviado pelo Criador de Israel comunicou a Iosef, o pai do Salvador e também a sua mãe, Mirian. Vamos falar sobre as origens semíticas, israelitas e judaicas do povo hoje conhecido apenas por “Igreja do Senhor”, do qual a maioria, senão todos vocês, são
Entre Alef e Tav “Sua palavra é uma lâmpada para os meus pés; uma luz para meu caminho” Sl 119:105. Salmo 119 é o Salmo mais longo no saltério e seu tema principal é “A palavra de D-us” que, por seu autor, é igual a Torah. Tem-se observado que no Salmo “há oito palavras principais usadas para Torah”; suas traduções em incluem: “palavra, lei, mandamento, regras, decreto, preceitos, ensinando” (JSB p. 1415). Talvez a coisa mais notável sobre o Salmo 119, após sua ênfase na Torah, são as circunstâncias de mudança, que o autor está vivendo. Seus inimigos parecem ser internos e não externos. Ele fala de um tempo antes que ele foi “humilhado” e “perdeu”, mas ele tinha retornado à palavra de D-us, sua Torah, e ele vivia e respirava os mandamentos de D-us. Mas agora ele estava cercado pelo “arrogante”, “insolente”, “mau”, “homens de coração dividido”, “os malfeitores”, o “falso e enganoso”, “perseguidores e inimigos” e “traidores”, que continuamente tentou desviar seu caminho de obedecer aos mandamentos de D-us, em seu pensamento, palavra e ação. Mas o autor tinha aprendido uma lição duradoura do seu desvio anterior de obedecer a Torah de D-us e ele decidiu nunca desviá-lo novamente, mesmo que isso significasse perder a vida. Hoje, muitos parecem estar a viver na mesma situação que o autor do Salmo 119. Eles permanecem fieis aos preceitos
Shekina no muro Shekinah: o resto de presença divina no muro das lamentações? “O meu amado é semelhante ao gamo, ou ao filho do veado: eis que está detrás da nossa parede, olhando pelas janelas, reluzindo pelas grades” (Ct 2:9). No passado, nós examinamos a história e a tensão internacional, em torno do muro das lamentações. Agora, tomaremos um olhar mais de perto seu significado espiritual. Hoje, porque ainda não foi reconstruído o terceiro templo, o muro das Lamentações é considerado por muitos o local de acessível e mais sagrado do judaísmo. Em todas as horas do dia e da noite, um fluxo constante de adoradores e turistas converge para este lugar sagrado que está localizado na cidade velha de Jerusalém. É muito mais do que um lugar nacional; é uma sinagoga ao ar livre enorme onde diariamente os serviços de oração de sábado são realizados, bem como eventos especiais, tais como Bar e Bat Mitzvahs. A presença divina Muitas pessoas relatam que elas experimentaram profundamente a presença de D-us no muro ocidental. Zalman Shazar, que serviu como o presidente de Israel de 1963 a 1973, descreveu uma sensação similar quando ele veio para ao Muro, durante sua primeira visita à terra de Israel, em 1911. “Você vai descer pelas estreitas ruelas da antiga Jerusalém e chegar ao muro e fique lá. Então você não vai apenas ver
Provérbios talmúdicos A sabedoria dos provérbios talmúdicos A busca pelo saber que o homem tem se empenhado através dos tempos é algo infindável. Na verdade, trata-se de um processo constante para se chegar, por vezes, à conclusão de que quase nada sabemos, pois toda a verdade é relativa e circunstancial, o que não invalida o valor da sabedoria que o ser humano acumulou através dos séculos. Povos dos mais diversos, pelos caminhos mais distintos, alcançaram ricas fontes de conhecimento que na prática muito pouco são aplicadas. De que nos vale saber sem se colocar em prática tudo aquilo que apreendemos? O que é realmente importante são as ações praticadas, como bem enfatizam alguns dos preciosos ensinamentos do Talmud, o riquíssimo manancial da sabedoria judaica que é praticamente universal: ”Fale pouco e faça muito”. Quem não conhece essa frase? Há certa relação entre este ensinamento com um outro que aborda o discurso dos pregadores religiosos: ”O sermão que você prega é lindo, mas será sua prática linda?” Já ao ouvir que ”comer demais mata mais do que comer de menos” tem-se a impressão de estarmos lendo uma recomendação muito atual sobre os cuidados amplamente divulgados com a alimentação nos dias atuais, mas é bem antigo. Dois provérbios talmúdicos de certa forma podem parecer um tanto feministas, mas vejam como são bem significativos: ”D-us concedeu às mulheres um sentido especial
Igreja católica Este artigo foi retirado da WEB por causa de sua historicidade; portanto estou mantendo-o intocado a fim de preservar as informações históricas transmitidas nele. Não vou comentar alguns pontos teológicos sobre os quais não concordo justamente para preservar o artigo em si, mas desejo salientar que não concordo com o argumento sobre a morte de Ieshua conforme citado aqui. No mais é um artigo esclarecedor e que nos mostra como ocorreu a questão da mudança do shabat para o domingo. Vale a pena ler e aprender com estes irmãos. Daqui por diante segue o artigo: A IGREJA CATÓLICA CONFESSA O CRIME “Fazemos bem em lembrar aos presbiterianos, batistas, metodistas e todos os demais cristãos que a Bíblia não os aprova em nenhum lugar a observância do domingo. O domingo é uma instituição da Igreja Católica Romana, e aqueles que observam este dia observam um mandamento da Igreja Católica.” (Priest Brady, em discurso publicando no Elizabeth, N. J. News, 18 de marco de 1903). “Se os protestantes seguissem a Bíblia, adorariam a Deus no dia de sábado. Ao guardar o domingo, estão seguindo uma lei da Igreja Católica.” (Albert Smith, Chanceler da Arquiocese de Baltimore, em carta subscrita em 10 de fevereiro de 1920). “A Igreja Católica… pela virtude de sua missão divina, alterou o sábado para o domingo.” (The Catholic Mirror, James Cardinal Gibbons, 1893). Sobre
Portal para infinito A oração é um elemento essencial da religião. Os dias de Rosh Hashaná e Iom Kipur são dedicados a intensas preces. É o meio pelo qual o homem – ser finito – pode comunicar-se com o Criador Infinito do Universo. Mas, se por um lado as orações são parte indispensável da religião, são também as que mais perplexos nos deixam. Por que seria necessário orar? Um D’s Onisciente certamente está ciente de todas as nossas carências e anseios. Ele sabe o que há em nosso coração e nossa mente; Ele não necessita de nossa intervenção para poder articular esses anseios. A Torá nos ensina: “O homem vê o exterior, porém o Senhor vê o coração” (Samuel 16:7). Qual, então, o propósito da oração? A palavra hebraica para oração – tefilá – deriva de uma raiz que significa “juntar, unir”. A tefilá, portanto, serve para unir o homem a D’s. Através da oração, o indivíduo liga-se espiritualmente a D’s, e esta serve, portanto, como canal para invocar e irradiar as bênçãos divinas. O Zohar ensina que através do desejo de orar e da concentração ao fazê-lo, a pessoa pode vincular sua vontade a D’s. Fazendo-o, gera o poder de efetuar mudanças espirituais e físicas no mundo. Isto ajuda a explicar por que a oração deve ser expressa através de palavras, e não apenas de pensamentos ou
Ser Ofendido? Ótimo! Quem não responde a uma ofensa? No Pirkê Avót (Ética dos Pais) consta a seguinte mishná: Rabi El’azar Hamodai disse: “Aquele que profana as coisas sagradas, desonra as festividades, humilha o próximo em público, cancela o pacto de nosso patriarca Avraham ou, interpreta a Torah em desacordo com a Lei judaica – mesmo que possua estudo de Torah e boas ações – não terá parte no Mundo Vindouro.” Em seu livro, o Rabino Ari Friedman cita uma explicação e uma linda história sobre o trecho “humilha o próximo em público”: Uma humilhação é tão prejudicial se for realizada na frente de muitas pessoas quanto perante uma só pessoa. Daqui aprendemos o quão grave é o pecado de humilhar ou ofender outra pessoa. Existem três pecados em toda a Torá que, para não cometê-los, a pessoa deve entregar sua vida: a idolatria, os relacionamentos proibidos e o assassinato. Sobre o assassinato, nossos livros sagrados relatam que aquele que humilha o próximo age como se estivesse matando essa pessoa. A palavra hebraica para humilhar é “malbin”, que quer dizer “embranquecer”. Quando envergonhamos alguém, seu sangue “foge” do rosto, deixando a pessoa pálida, o que é comparado a alguém que “tira o sangue” do próximo. Além disso, nossos sábios ensinaram que aquele que é insultado e não retruca, recebe a recompensa especial de ter suas preces ouvidas pelo
Fé = emunah O que é fé? A definição desta palavra muitas vezes provoca confusão, pois algumas vezes fica parecendo que a “fé” é um salto no escuro rumo ao desconhecido. Quando tomamos a palavra “emunah” que significa “confiança”, a sua definição se aproxima de “obediência” e isso está em linha com aquilo que temos nas Escrituras. Então, segundo a nossa definição a Fé é a certeza de que estamos aqui por alguma razão e que, ao longo da nossa jornada pela vida, e sabemos que o Eterno está conosco, erguendo-nos quando caímos, perdoando-nos quando falhamos e acreditando em nós mais do que nós mesmos acreditamos. Isto não é apenas um pensamento positivo. É um fato. Mas não um fato simples. Assim como temos de treinar para ouvir as grandes sinfonias ou apreciar as grandes obras de arte, devemos treinar para conseguir sentir a presença do Eterno em nossas vidas. Este treinamento se apresenta a nós de duas formas: uma é a estudo da Torah e a outra está relacionada à obediência das mitsvót. Por meio da Torah aprendemos o que ele nos ordena. Por meio das mitsvót praticamos como cumprir sua vontade. É desta forma que nos abrimos para o Eterno. Então entendemos que a emunah (obediência) nos permite aceitar riscos e enfrentar o futuro sem temor. Às vezes pensamos que assuntos do espírito não são substanciais
