Uma Leitura da Torah

Uma Leitura da Torah

Uma Leitura da Torah Cada semana, nos serviços da sinagoga de Shabat (sábado) em todo o mundo, a Torah e Haftará porções (profetas) são lidos. Enquanto todos os cinco livros da Torah publicamente são lidos todos os anos através de um conjunto de leituras do ciclo no Shabat, às segundas e quintas-feiras, a Haftarah constitui apenas partes selecionadas dos profetas e são lidas só no Shabat e em certos dias santos. As leituras das porções proféticas são entretanto incompletas. Mais importante ainda, muitas das profecias sobre a vinda do Messias prometido não são simplesmente lidas. Embora estas profecias destacam-se continuamente ao longo da Brit Hadashah, indicando que o povo de Ieshua de seus dias estavam familiarizados com elas, hoje o povo judeu quase não têm conhecimento delas. Não se sabe quando estas profecias foram excluídas das leituras, mas suspeita-se que eles foram deixados de fora pois apoiam fortemente a conclusão de que Ieshua é o Messias, e porque eles são mencionados na Brit Hadashah. O que é a Haftarah? O arranjo dos livros do Tanakh, ou a Bíblia hebraica, é um pouco diferente do que o arranjo da “Bíblia cristã”, embora os mesmos livros estão incluídos. Existem três seções: a Torah, o Nevi’im e o K’tuvim. Os cinco primeiros livros do Tanakh é a seção chamada a Torah (ensinamento, lei). A próxima seção é o Nevi´im, Que é

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Números na Bíblia

Números na Bíblia

Números na Bíblia Como os números bíblicos desbloqueiam segredos das escrituras hebraicas “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios” (Sl 90:12). Enquanto os números são banais para a maioria das pessoas, no Judaísmo têm uma personalidade e um sentido metafísico; eles ajudam a revelar as verdades universais da Torah (primeiros cinco livros da Bíblia), bem como os escritos dos discípulos dos profetas e de Ieshua. De fato, muitas pessoas notam quando eles estão lendo as escrituras que certos números aparecem com frequência, e sua aparição não parece coincidência. Enquanto é importante reconhecer que os números são significativos na Bíblia, devemos entender que eles não são mágicos. Justamente a interpretação das Escrituras requer a compreensão literal, bem como simbólica de numerologia bíblica. Ainda, este entendimento precisa ser combinado com procedimentos de interpretação do som e não deve ser utilizado como bruxaria ou adivinhação. Aqui está uma breve sinopse dos números de 1 a 7 na Bíblia, e como eles são vistos no judaísmo, por alguns estudiosos da Bíblia hoje e pelos primeiros crentes judeus. Echad (אֶחָד ou א / um, primeiro) “Há um só corpo e um só espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação” (Ef 4:4). Como um número, 1 é exclusivo no fato de que é o único número que pode ser multiplicado ou dividido por

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O dia do Senhor

O dia do Senhor

O Dia do Senhor Entre as diversas questões que temos hoje há uma que nos parece ser mais polêmica na restauração: a guarda do shabat ou do domingo. Qual é na verdade o dia de descanso determinado pelo Eterno em sua Palavra? Será possível encontrarmos as bases que nos permitam afirmar ser um ou outro? A única forma de descobrirmos a verdade sobre os fatos é recorrendo às Escrituras e quando necessário à história para fundamentarmos nossa argumentação. O que a Bíblia diz sobre isso Primeiro vamos abordar a Criação, pois nela há uma definição clara do que deve ser feito em relação a este dia em especial. A Torah nos diz assim: “E havendo Elohim acabado no dia sétimo a sua obra, que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou Elohim o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra, que Elohim criara e fizera” Gn 2.2-3. É notável que este dia que foi santificado se chama “shabat” – descanso. Este é então o dia em que o homem deve se separar para descansar imitando seu Criador e também para “recobrar” suas forças dos dias trabalhados. Então temos aqui um princípio que emana da Criação, estabelecido pelo Criador em sua soberania, e que não pode ser traspassado pelo homem, pois caso isso ocorra

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Jardim Bíblico

Jardim Bíblico

Jardim bíblico Eira A eira poderia ser construída por um muro baixo de pedras de forma circular ou também poderia ser uma área de terra batida próxima à casa do agricultor ou num local público. Os métodos de debulha poderiam ser três: o primeiro consistia simplesmente em malhar o cereal com um bastão para que o grão se soltasse da casca. Na ocasião em que o mensageiro do IHVH apareceu a Gideão ele estava justamente malhando o trigo (Jz 6.11). O segundo método consistia em fazer o animal pisar o cereal. Isso fazia com que os grão se soltassem da casca, podendo ser feita a seguir a separação entre os grãos e a palha. No terceiro, o trilho, que é uma prancha de madeira com dentes de pedra ou de ferro, é puxado sobre as espigas espalhadas pelo chão da eira por um boi ou jumento, a quem é permitido comer livremente (Mq 4.12, 13; Dt 25.4; I Co 9.9, 10). O trilho quebra os grãos, separando-o da palha (Is 41.15). Depois de trilhado, os grãos são peneirados, com a ajuda do tridente atirando-os para o ar (Jr 15.7). O vento sopra a palha e os grãos caem na eira. Esta separação pelo vento (que em hebraico é a mesma palavra para Espírito), é um símbolo do julgamento (Os 13.3; Lc 3.17). Numa terra onde as chuvas são

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Parasha Toledot

Parasha Toledot

Toledot (Gerações) Gn 25.19 – 28.9 / Ml 1:1–2:7 / Rm 9:1-13         Nesta Porção da Torah estaremos falando sobre as gerações de Itshaq e sobre os destinos tanto de Esav quanto de seu irmão Ia´aqov. Os destinos de dois grandes povos são traçados aqui através das palavras de Itshaq. Comprovemos então como as palavras tem um peso muito grande no reino espiritual e na vida das pessoas através deste passeio pela Escritura. Talvez não haja figura mais enigmática em toda a Torah que nosso antepassado Itshaq. Além da Porção desta semana, quase nada aprendemos sobre o homem, seu tempo, e o que fez durante sua vida. Em vez disso, somos levados a crer que após o clímax do seu feito de esticar o pescoço para receber o golpe da lâmina do pai, esta pessoa elevada retira-se a uma vida pacífica, cavando poços. Igualmente frustrante é o papel aparentemente passivo e sem destaque que ele desempenhou nos episódios em que aparece. É levado por seu pai para ser sacrificado a D’us; o servente de Avraham (Avraham), Eliezer, é enviado para encontrar-lhe uma esposa; sua mulher o pressiona para que envie Ia´aqov para encontrar uma esposa; seu filho Ia´aqov o manipula para receber suas bênçãos. Por que Itshaq parece ser movido como uma marionete, simples argila nas mãos daqueles que o rodeiam? Que lições podemos tirar do comportamento aparentemente

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Tatuagem: sim ou não?

Tatuagem: sim ou não?

Tatuagem: sim ou não? Ultimamente muito tem se falado sobre este tema que é tão antigo porém tão atual… Quais são os conceitos que estão por trás desta hoje tão difundida forma de marcar definitivamente a pele? Em primeiro lugar vejamos o que dizem as Escrituras sobre isso: “Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o Senhor” (Lv 19:28). Aqui o termo mais importante no texto para aquilo que desejamos analisar é a palavra “golpes”, que provém do termo hebraico “ketobet” e significa “marca na pele”. O verbo “katab” significa “escrever, registrar, alistar”. A ideia é de algo que é escrito de forma definitiva. Bem, então a tradução correta da primeira parte do versículo seria: “Pelos mortos não escrevereis (ou fazer-se uma incisão) sobre a vossa carne….”. Então isso muda completamente aquilo que conhecemos sobre essa prática, pois temos agora um conhecimento mais aprofundado sobre o assunto. Este mesmo termo ocorre somente mais três vezes nas Escrituras: “E, havendo-o passado, escreverás nelas todas as palavras desta lei, para entrares na terra que te der o IHVH teu Elohim, terra que mana leite e mel, como te falou o IHVH Elohim de teus pais” (Dt 27:3) “E naquelas pedras escreverás todas as palavras desta lei, exprimindo-as nitidamente” (Dt 27:8). “Toma o rolo de um livro, e escreve nele todas as

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Os Livros Judaicos

Os Livros Judaicos

Os Livros Judaicos Apresentarei o significado breve e específico de vários livros como: Torah, Tanách, Talmúd, Midrásh, Mishnáh, Halacháh, Hagadáh, Guemará, Targúm, Kabaláh. Como seguidores do Rabi Ieshua ha Mashiach, todos os livros escritos acima, exceto a Torah e o Tanách, confrontamos com os ensinamentos do Mashiach, usando os Escritos Messiânicos (B’rit Chadasháh), pois são os escritos dos mestres e discípulos que viram e viveram com Rabi Ieshua ha Mashiach e neles encontramos a verdadeira interpretação da Torah Escrita, como Moshêh a recebeu de HaShem. Muito dos Escritos Messiânicos (B’rit Chadasháh) estão de acordo com os do Talmúd mas, nem todos. Torah, significa “instrução” e deriva do verbo “Iaráh” (instruir), “Ioráh” (ele instruiu), não significa “Lei” como mal se ensina. Também se chama Torah à Torah Shebijtav (Torah Escrita), e à Torah Sheba-al peh (Torah Oral). Na Torah se encontra uma cultura dada por HaShem. A Torah é a máxima sabedoria revelada ao homem. A Torah contém os cinco livros de Moshê: Be’reshít (Gênesis), Shemôt (Êxodo), Va’ikrá (Levítico), Be’midbár (Números) e Devarím (Deuteronômio). Também se chama Torah a Bíblia inteira, ou seja os cinco livros, os profetas e os escritos. Tanách O Tanách é a Bíblia, na realidade Tanách é uma sigla formada com termos hebraicos. O Tanach compreende três seções e se forma desta maneira: Torah – (Ensino/Instrução) Neviím – Profetas Ketuvím – Escritos Se tomou a primeira letra das três seções para formar a palabra Tanách (TaNaK). Na maioria dos casos a letra “K” ao final de uma palavra

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Iran

Iran

Iran Pérsia & Iran – Ontem e Hoje O Irão ou Irã é um país asiático do chamado Médio Oriente, que limita a norte com a Arménia, o Azerbaijão, o Turquemenistão e o Mar Cáspio, a leste com o Afeganistão e o Paquistão, a oeste com o Iraque a a Turquia, a sul com o Golfo de Omã e com o Golfo Pérsico. A sua capital é Teerão, a sua língua oficial o persa e a sua moeda é o rial. Conhecido até 1935 como Pérsia, passou então a ser conhecido como Iran (transliterado em Portugal como Irão e no Brasil como Irã), palavra que significa literalmente “terra dos arianos” (no sentido étnico do termo e não no seu sentido religioso, ligado ao arianismo). Em 1979, com a Revolução Islâmica promovida pelo aiatolá Khomeini, o país adoptou a sua actual designação oficial de República Islâmica do Irã(o). Os seus nacionais se chamam iranianos, embora o termo persas seja ainda utilizado. Durante a história, o território do país tem tido grande importância geográfica, visto a sua posição entre o Oriente Médio, Cáucaso, Ásia Central e o Golfo Pérsico, além da proximidade entre o Leste Europeu e o subcontinente Indiano. A Origem bíblica Temos na origem deste povo um casamento: Esav casa-se com Adah que é uma das filhas de Canaã: “Esaú tomou suas mulheres das filhas de Canaã; a

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Está consumado!

Está consumado!

Está consumado! Quais foram as últimas palavras que Ieshua disse quando estava na estaca de execução? As palavras foram: “Está consumado!” Mas o que está por trás destas palavras? Vamos entender aquilo que foi dito por Ele e o significado disso para nós hoje. O momento era para ser festivo, pois estamos falando sobre momentos que antecediam a Festa de Pessach, a Festa da libertação do povo de Israel do Egito. Mas o momento na realidade torna-se trágico, pois o Ungido do Eterno está suspenso numa estaca de execução como um marginal, um bandido qualquer sendo punido apenas por ser quem Ele é: o Ungido! Não havia crime ou acusação contra Ele e tudo o que Ele sofrera até aquele momento foi por causa da injustiça da humanidade. Mas, Ele suportou tudo isso com muita força e já nos últimos instantes de sua vida Ele declara: “Está consumado!” São palavras que em português não traduzem a verdadeira dimensão daquilo que Ele disse e nem daquilo que ocorreria por causa destas palavras. A palavra “consumado” vem do termo hebraico “nishlem” que em sua raiz significa “estar completo, sadio, pleno”. Na raiz desta palavra temos os termos: shalom que significa: “paz, prosperidade, bem, inteireza, segurança e saúde”; shelem, que significa “oferta pacífica”; shalam que significa “estabelecer uma aliança de paz” e finalmente shillem que significa “recompensa”. Bem, vamos então agora

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