Rosh Hashana – Aniversário do mundo

Rosh Hashana – Aniversário do mundo

Rosh Hashana – Aniversário do mundo O mês de Tishrei é o sétimo no calendário judaico. Isso pode parecer estranho, pois Rosh Hashaná, o Novo Ano, é no primeiro e segundo dia de Tishrei. A razão é que a Torah fez o mês de Nissan o primeiro do ano, para enfatizar a importância histórica da libertação do Egito, que aconteceu no décimo quinto dia daquele mês, e que assinalou o nascimento de nossa nação. Isso nos mostra que há uma metodologia totalmente diferente da parte do Eterno, pois Ele mesmo nos ensina que o “sete” está relacionado à plenitude e portanto o Ano Novo no sétimo mês indica que este é um mês de plenitude para o homem em sua história. Isso também nos mostra que Rosh Hashana – Cabeça do Ano – é o tempo em que o Eterno quer de fato nos dar a sua plenitude nos colocando como “cabeça” e a cabeça é justamente a parte mais importante do corpo, pois ela comanda todo o restante; sem ela o corpo anda sem qualquer direção e sem discernimento! Entretanto, de acordo com a tradição, o mundo foi criado em Tishrei, ou mais exatamente, Adam (Adão) e Chava (Eva) foram criados no primeiro dia de Tishrei, que foi o sexto dia da Criação, e é a partir deste mês que o ciclo anual se inicia. Por isso,

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Ki Tetze

Ki Tetze

Ki Tetze Quando Fores Dt 21.10–25.19 / Is 54:1-10 / I Co 5:1-5 Na Parasha desta semana continuaremos estudando sobre os resultados da guerra, sobre a educação de filhos, amor para com o próximo e também sobre as vestes masculinas e femininas. Moshe dá uma orientação quanto aos “prisioneiros de guerra” e neste caos há algo muito especial: uma mulher estrangeira que é tomada por um israelita como sua esposa. “Quando saíres à peleja contra os teus inimigos, e o IHVH teu Elohim os entregar nas tuas mãos, e tu deles levares prisioneiros, e tu entre os presos vires uma mulher formosa à vista, e a cobiçares, e a tomares por mulher, então a trarás para a tua casa; e ela rapará a cabeça e cortará as suas unhas. E despirá o vestido do seu cativeiro, e se assentará na tua casa, e chorará a seu pai e a sua mãe um mês inteiro; e depois chegarás a ela, e tu serás seu marido e ela tua mulher. E será que, se te não contentares dela, a deixarás ir à sua vontade; mas de modo algum a venderás por dinheiro, nem a tratarás como escrava, pois a tens humilhado. Quando um homem tiver duas mulheres, uma a quem ama e outra a quem despreza, e a amada e a desprezada lhe derem filhos, e o filho primogênito for

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Abrindo o Mar Vermelho

Abrindo o Mar Vermelho

Abrindo Mar Vermelho O Mar Vermelho abriu-se depois de uma situação extrema que os judeus viveram, pois eles haviam saído do Egito e o Faraó com seus seiscentos carros aparelhados veio para persegui-los. O que fazer numa situação destas? Moshe clama ao Eterno e Ele ordena aos filhos de Israel que marchem! Mas como isso pode ocorrer? Então é necessária uma atitude da parte de Moshe. Então novamente o Eterno ordena: “E tu, levanta a tua vara, e estende a tua mão sobre o mar, e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco” (Êx 14:16). A palavra aqui traduzida por “vara” é matteh e significa “vara, bordão, haste, tribo”. A vara é um símbolo da liderança e da autoridade conferida a alguém! A vara de Moshe seria um instrumento físico através do qual ele demonstraria sua autoridade e sua liderança novamente ao povo de Israel. Isto seria novamente uma forma de provar também a obediência de Moshe que, ao fazer o que o Eterno havia ordenado veria a realização de mais um grande milagre! Ao levantar sua vara (autoridade) em direção ao mar, Moshe estaria então colocando à prova a palavra do Eterno. Notemos que a vara foi dada a Moshe a fim de mostrar a autoridade que lhe havia sido conferida. Ela deveria ser usada em circunstâncias chave da vida

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Abençoar-te-ei…

Abençoar-te-ei…

Abençoar-te-ei… Abençoar… o que exatamente signi­fica isso? Quais são as dimensões de “abençoar” a alguém e as consequências de tal ato? Isto restringe-se apenas a esfera material – que significa acrescentar um bem a alguém – ou tem este ato implica­ções que para nós são desconhecidas à primeira vista? Isso pode ser feito através de uma oração que geralmente inicia-se com as palavras: “Baruch ata Adonai Elohenu…” ou pode ocorrer através de palavras que são liberadas por alguém em benefício de outrem. Necessitamos compreender melhor o que é e como funciona o ato de abençoar e suas consequências – bênçãos visíveis e invisí­veis – para que possamos então, receber­mos os benefícios advindos de tal ato di­vino. Para isso examinaremos e buscaremos nas Escrituras as respostas às nossas dúvidas sobre o assunto. Porém, não pretendemos somente adquirir conhecimento sobre este assunto, algo que seja “mágico” e que funcione quando mais necessitarmos, nos facilitando assim recebermos as bênçãos de D-us, mas que através deste conheci­mento possamos aprofundar nossas rela­ções com a Divindade, e como consequência desta intimidade com D-us, pos­samos então ser abençoados, e por exten­são, abençoarmos àqueles que estão à nossa volta em nome de Ieshua! A palavra “Abençoar” vem hebraico “BA­RAK”, que basicamente significa “dar poder a alguém para ser próspero, bem-sucedido e fecundo”; “dotar de um poder benéfico”. Sendo assim, o ato de “abençoar” originalmente significava uma

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A História de Israel – de 1948 até hoje

A História de Israel – de 1948 até hoje

A História de Israel – de 1948 até hoje Independência Em 14 de maio de 1948, o Estado de Israel foi proclamado de acordo com o plano de partilha da ONU (1947). Menos de 24 horas depois da proclamação, os exércitos regulares de Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque invadiram o país e forçam o Israel a defender a sua soberania recém- recuperada em sua terra ancestral. No que foi conhecida como a Guerra da Independência de Israel, os recentemente formados exércitos de Israel, conhecidos como Forças de Defesas de Israel, (IDF) pobremente equipadas, repulsaram os invasores lutando intermitente e ferozmente contra os inimigos. Essa guerra durou uns 15 meses e ceifou mais de 6.000 vidas israelitas (quase um por cento (1%) da população judia do país na ocasião). Durante os primeiros meses de 1949, negociações diretas foram conduzidas sob os auspícios da ONU entre o Israel e cada dos países invasores (menos o Iraque que se recusou a negociar com Israel para fechar o acordo de cessar fogo), resultando em acordos de armistício que refletiram a situação ao término da batalha. Adequadamente, a planície litorânea, a Galiléia e o todo o Negev ficaram dentro da soberania de Israel, Judéia e Samaria (o Banco Ocidental) estavam sob os auspícios da Jordânia, a Faixa de Gaza ficou sob a administração egípcia, e a cidade de Jerusalém foi dividida, com

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A voz profética

A voz profética

A voz profética A voz profética se faz ouvir por toda a cidade… Ouve-se a voz profética de entre os povos – uma voz que clama, proclama, conclama – voz daqueles que veem e ouvem do Senhor as coisas que hão de acontecer. Ela é a voz que proclama aos quatro ventos aquilo que está no coração de D-us e que chega aos lábios do profeta. Esta é a voz da intrepidez, a voz daqueles que não temem nem mesmo o descaso dos poderosos que dizem: “Ele está louco!”, pois sabemos que esta reação é tida por normal, pois as vozes proféticas são ouvidas por poucos (infelizmente), e enquanto houverem profetas do Senhor esta voz não se calará! Hoje, já não se ouvem tantas vozes proféticas no mundo… Que pena! As vozes que ainda restam, por vezes são silenciadas por aqueles que não querem admitir seu caráter profético… Onde está a Igreja? Bem, a Igreja de hoje anda na contra-mão da História; ela já não faz a História, já não protagoniza e anuncia ao mundo a História de D-us e já não fala do D-us da História, mas caminha a reboque da contra-História. Houve uma invasão que parece não poder ser contida. O mundo penetrou, entrou, e realmente se alojou na Igreja. Quando falamos de “mundo” nos referimos aos sistemas mundanos, satânicos, perversos, que estão hoje fazendo parte

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A voz do shofar

A voz do shofar

A Voz do shofar Em Rosh Hashanah, restauramos nossas almas ouvindo a voz do shofar. Para completar esta mitzvah, o único requerimento é ouvir a voz do shofar. A voz do shofar tem uma íntima e minuciosa mensagem para a alma. Este som carrega esta mensagem para as raízes da alma. O ouvinte não tem o domínio direto da mensagem. Das raízes da alma, a mensagem penetra na alma do ouvinte e restaura seus poderes. Como o Shofar restaura os poderes superconscientes da alma? Das raízes da alma, a voz do shofar primeiro encontra os poderes superconscientes da alma – emunah (confiança), ta’anug (prazer) e ratzon (vontade). Fortalecimento da confiança – Emunah Um conceito que não pode ser entendido intelectualmente está atualmente dirigido ao poder da confiança na alma. Por esta razão, nós aprendemos dos tzaddikim que devemos continuar ensinando a Torah para aquelas pessoas que aparentemente não estão entendendo. Sua alma entende, e a Torah penetra em sua existência e traz poder à sua simples confiança no Eterno. O simples som do shofar alcança o poder da confiança, que é igual em todos os judeus. Revelando prazer – Ta’anug O simples canto do shofar – a coroa e a raiz de todos os instrumentos musicais – tem o poder de acordar e revelar o simples prazer da alma. Há uma constante dimensão de prazer na alma derivada

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